"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Governo e categoria continuam sem negociação

  
 
A diretoria executiva do SINTE/SC, juntamente com integrantes do Comando de Greve, representando as Macrorregionais, participou de uma audiência, mediada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com o secretário Eduardo Deschamps e o negociador do governo (CONER), Décio Vargas, na manhã desta segunda-feira (27), na Fundação Escola de Governo, em Florianópolis, com o objetivo de reabrir as negociações. Como o governo estabeleceu que só poderiam entrar na sala de reuniões, a representação da CNTE e mais cinco representantes do Sindicato, o Comando de Greve ficou aguardando, do lado de fora, a reunião terminar.
O clima de nervosismo estava presente, durante toda a audiência, demonstrado claramente em diversas falas de Deschamps e Vargas. Durante a tensa reunião, Vargas afirmou que, “para ter os avanços que queremos, é necessária a incorporação da regência”, deixando claro que o governo não pretende abrir mão de uma das nossas principais reivindicações. Além disso, Vargas disse que considera pagar triênio para ACTs, uma “aberração” jurídica.

Para o SINTE/SC, esta audiência deveria ser o passo inicial de uma mesa de negociação. Porém, o governo continua em sua posição de negociar somente com o encerramento da greve, e não houve, por parte do governo, a apresentação de uma proposta sem a incorporação da regência. No final da reunião, o secretário Eduardo Deschamps pediu que o Sindicato encaminhasse ao governo, um documento estabelecendo quais as condições da categoria, para a retomada das negociações.
 
 

Ato Estadual do Magistério é marcado para amanhã

O Comando de Greve deliberou um Ato Estadualizado em frente ao Centro Administrativo, amanhã (28), às 09h. Estarão presentes professores de todas as regionais de Santa Catarina. Às 14 horas, Ato na Assembleia Legislativa.
Chamamos todo o magistério para a luta!
SINTE/SC: ousar e lutar sempre!

Comando Estadual de Greve reunido

 
O Comando Estadual de Greve está reunido, agora à tarde, em Florianópolis, quando estão sendo repassados os informes de cada Regional, com a avaliação da greve e os Atos que aconteceram nas Macrorregionais. Na reunião, será discutida a audiência com o governo do Estado, que aconteceu hoje pela manhã. Até o final da tarde, o SINTE/SC deverá divulgar nota oficial a respeito.
 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Audiência com o governo

O magistério completa um mês de greve, nesta sexta-feira (24), e, na última quinta-feira (23), foram realizados cinco grandes Atos, em todo o Estado, em Florianópolis, Lages, Criciúma, Blumenau e Chapecó.  Depois de toda essa mobilização, o governo agendou uma audiência com o SINTE/SC, por intermédio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), para a próxima segunda-feira (27), às 11h, em Florianópolis. Por este motivo, foi convocada reunião extraordinária  do Comando de Greve, também na segunda-feira, às 9h.

Comando de Greve decide centralizar atividades em Florianópolis para conseguir audiência com o governador

O Comando de Greve, junto com a diretoria executiva do SINTE/SC, se reuniu, na manhã da última quarta-feira (22/04), no auditório do Hotel Valerim Plaza, no centro de Florianópolis, para discutir as mobilizações que serão feitas por todo o Estado, com o objetivo de conseguir negociação com o governo do Estado, que ainda não abriu as portas para a categoria. Durante a reunião, foi deliberada, pelo Comando de Greve, a centralização das atividades em Florianópolis, com objetivo de conseguir audiência com o governador.
O Comando de Greve deliberou os seguintes atos de mobilização:
1 – Centralizar as atividades em Florianópolis, com objetivo de conseguir audiência com o governador;
1.1 – Ato em Florianópolis, na terça-feira, dia 28, a partir das 09h;
1.2 – Atividade na ALESC, dia 28, a partir das 14h;
1.3 – Ato na ALESC, dia 30, às 14h, Dia da Greve Nacional, com participação das Regionais mais próximas;
1.4 – Acompanhar a agenda do governador Colombo, em todo o Estado, com organização de atos de protesto;
2 – Enviar dossiê para o MEC, denunciando os ataques do governo Colombo ao magistério catarinense;
3 – Solicitar intermediação da CUT, para negociação com o governo do Estado;
4 – Elaborar vídeos fazendo comparação entre a proposta do governo e a do Sindicato, mostrando as principais diferenças;
5 – O Comando Estadual de Greve continuará realizando reuniões com os deputados, para expor os problemas da proposta do governo, e buscando intermediação para a negociação;

6 – Será reenviado o boletim do jurídico, com os esclarecimentos sobre a greve.

SINTE entra com duas ações judiciais para defender o direito de greve

O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, insiste em continuar com a política de perseguição e punição aos trabalhadores em educação que estão em greve. Como ele havia anunciado, os descontos estão ocorrendo. Nesse sentido, o SINTE/SC tomou duas medidas judiciais, a primeira com o Mandado de Segurança n° 2015.022302-0, com o objetivo de garantir o exercício do direito de greve, principalmente, aos professores ACTs, que foram ameaçados de terem seus contratos temporários encerrados, e aos professores em estágio probatório, que também sofreram ameaças.
A segunda medida é a Ação Declaratória n° 2015.021384-7, no intuito de assegurar a declaração de legalidade e legitimidade da greve, bem como de solicitar a anulação de todos os atos administrativos que visam amedrontar e punir os trabalhadores que estão em greve. Em ambas as ações, o SINTE/SC pediu que a antecipação de tutela fosse analisada e deferida pelo Judiciário. No caso da Ação Declaratória, a assessoria jurídica fez pedido de reconsideração, anexando os comprovantes de pagamento com os descontos, pedindo que a liminar fosse analisada antes da resposta do governo.
O SINTE/SC continua afirmando que a luta dos trabalhadores em educação é política, e somente com a mobilização é que iremos impedir a retirada de nossos direitos. Mas o Sindicato nunca deixou, ou deixará, de utilizar todos os mecanismos jurídicos, para garantir os direitos e a valorização da categoria.