"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



terça-feira, 29 de junho de 2021

SINTE Regional Palmitos: As ‘maquiagens’ do piso de R$ 5 mil para professores, anunciado pelo governo do Estado

 

Recentemente, o governo do Estado utilizou as redes sociais, para anunciar piso salarial a todos os professores, no valor de R$ 5 mil, com pagamento retroativo em folha de junho/2021. A ‘propaganda’ causou euforia e desconfiança, entre grupos de professores.
O estranho nisso tudo é que o próprio governo catarinense ignorou a Lei Complementar Federal nº 173, de 27 de maio de 2020, que trata justamente sobre “a proibição de concessão de qualquer vantagem, aumento, reajuste, ou adequação de remuneração a servidores públicos, até 31 de dezembro de 2021”. A referida lei, que faz parte do “Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19)”, foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República. Eis aí a primeira ‘maquiagem’ do governo de Santa Catarina: anunciou o impraticável. Logo após o anúncio, o Tribunal de Contas do Estado informou que “o STF deixou claro que as normas trazidas pela LC-173/2020 são momentâneas e excepcionais, e não afrontam o princípio constitucional da irredutibilidade remuneratória e nem o da manutenção do poder de compra da remuneração dos servidores públicos”. A partir disso, o governo do Estado silenciou a respeito, mas o intento ilusionista não parou por aí.
Tão logo integrantes do SINTE começaram a analisar com profundidade o anúncio do governo do Estado, outra ‘maquiagem’ foi descoberta. Nos cálculos salariais, em qualquer faixa profissional, só há ganho real, se o piso for adicionado ao Plano de Carreira do Magistério. Basta a professora, ou professor, fazer a “prova dos nove”, para concluir que, fora do Plano de Carreira, o piso (impraticável até o final de 2021) não acarreta aumento substancial. Por outro lado, vale lembrar que a categoria está, há cinco anos, sem reajuste salarial, o que também causa impacto na folha de pagamento. Por isso, o SINTE defende o piso na Carreira, para garantir real valorização salarial. A luta do Sindicato está focada neste sentido.
A Coordenação Regional do SINTE de Palmitos permanece mobilizada e atenta, debatendo sobre o assunto. O que não aceitamos é a tentativa do governo de Santa Catarina de ‘maquiar’ o anúncio de um piso ilusório para os professores! Piso na Carreira e respeito à categoria, sr. governador!

Coordenação Regional do SINTE de Palmitos

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Prêmio Educar: Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos cumpre agenda nas Municipais

 

Durante esta semana, a Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos, Miriam Zart Herbert, cumpriu agenda nas Coordenações Municipais de São Carlos, Águas de Chapecó, Caibi, Cunha Porã, Cunhataí, Mondaí e Riqueza. Relata a Coordenadora que “o objetivo da nossa ida às escolas foi entregarmos os recibos de quitação do Prêmio Educar, e recolhermos as assinaturas correspondentes, para professores e professoras que não receberam via correios”.
Na oportunidade, a professora Miriam apresentou informes do SINTE/SC, sobre ações do Sindicato, reforçando as bandeiras de luta. “Também, realizamos filiações, prova de que a categoria reconhece nosso trabalho de mobilização e luta, principalmente, neste período de pandemia, diante dos sérios problemas enfrentados”, destacou a Coordenadora Regional. Segundo ela, “a categoria está atenta e na luta do SINTE, em defesa dos direitos conquistados, da saúde e da vida, o que nos motiva a trabalharmos ainda mais, sempre esclarecendo dúvidas e lutando pela garantia de condições dignas de trabalho”.


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Reflexão na pandemia: É preciso uma aldeia inteira

 

Recentemente, em Xanxerê, no oeste catarinense, houve denúncia que um menino de 11 anos estaria ostentando uma adaga (arma branca), em rede social, insinuando que poderia fazer algo contra a escola. O fato mobilizou PM, Conselho Tutelar, Delegacia de Polícia e Ministério Público. A arma foi recolhida, com autorização do pai do menino.

A reflexão é mais que oportuna: O que estamos fazendo, ou deixando de fazer, com as nossas crianças?

por Maria do Pilar Lacerda, professora de História, graduada em História, pela UFMG, com especialização em Gestão de Sistemas Educacionais, na PUC-Minas

É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Bastante ventilado nas comunidades educativas, o provérbio africano seria uma outra maneira de reverberar as palavras da filósofa alemã, Hannah Arendt, sobre a premência de responsabilização coletiva pela aprendizagem de crianças e adolescentes: “Relativamente à criança, a escola representa de certa forma o  mundo, ainda que o não seja verdadeiramente. Nessa etapa da educação, uma vez mais, os adultos são responsáveis pela criança. A sua responsabilidade, porém, não consiste tanto em zelar para que a criança cresça em boas condições, mas em assegurar aquilo que normalmente se designa por livre desenvolvimento das suas qualidades e características. De um ponto de vista geral e essencial, é essa a qualidade única que distingue cada ser humano de todos os outros, qualidade essa que faz com que ele não seja apenas mais um estrangeiro no mundo, mas alguma coisa que nunca antes tinha existido”.
Se pensarmos que a vida em família, a partir do século 20, ganha uma nova ordenação, pautada por demandas econômicas que absorvem a força de trabalho dos pais em período integral, veremos que essa necessidade de envolvimento de toda a comunidade na educação é cada vez mais urgente. Nesse sentido, a escola exerce um papel fundamental como agente educadora e elo entre crianças e adolescentes, sociedade e entorno. Em uma concepção formal, essa “dissolução” dos muros da escola exige a ampliação do olhar para os significados de educação e de aprendizagem. Qualquer pessoa é capaz de gerar e compartilhar saberes? É possível aprender em qualquer lugar ou situação? Ou a aquisição do conhecimento estaria restrita à sala de aula?
Antes de qualquer tentativa de resposta, é preciso esclarecer que essas interrogações não pretendem invalidar a importância da instituição escolar. Ao contrário, assim como Hannah Arendt, acreditamos que a escola deva ser um importante veículo de aquisição de conhecimento e inserção no mundo. Nos tempos atuais, o conteúdo clássico difundido no currículo escolar é o capital cultural e intelectual que servirá como passe social. Porém, a conformação da sala de aula como único espaço de aprendizagem já não basta para as demandas do século 21.
Em pauta em grande parte dos debates atuais sobre políticas públicas de educação, o conceito de educação integral propõe, exatamente, uma mudança de paradigma e a reconfiguração das noções de aprendizagem e de escola, sob a perspectiva de que o desenvolvimento integral acontece ao longo da vida, em dimensões diversas, promovido por todas as experiências educativas com as quais se entra em contato.
No entanto, de forma geral, a associação mais costumeira e imediata ao pensar em educação integral diz respeito ao tempo. Isso, talvez, tenha origem no fato de termos uma escola de tempo encurtado. No Brasil, a permanência diária do aluno na escola é de quatro horas contra o mínimo de seis horas em países europeus, por exemplo. Mas não basta ampliar a duração das aulas. É preciso planejar as possibilidades educativas para além do currículo básico, incluindo temas como direitos humanos, artes, desenvolvimento sustentável e cultura de paz. Nesse contexto, cabe falar de tempo, já que a formação integral exige um período maior de permanência na escola.
O percurso em direção a uma escola brasileira de tempo integral, calcada no conceito de educação integral, teve início, em 2008, com a implementação do Programa Mais Educação, pelo então ministro Fernando Haddad, durante o segundo mandato do presidente Lula. O último saldo do programa, de acordo com o Censo Escolar da Educação Básica de 2014, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep, foi o aumento expressivo do número de matrículas em educação integral, de alunos que permanecem sete horas por dia na escola, da ordem de 41,2%, o que significa um montante de 4,4 milhões de matrículas – no censo anterior, esse valor correspondia a 3,1 milhões.
Para estar em consonância com as metas definidas pelo Plano Nacional de Educação, o País terá que se empenhar no processo de adesão ao modelo. Segundo a Meta 6, até o ano de 2024, a educação em tempo integral deverá ser oferecida a, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. A meta estabelece, ainda, “o desenvolvimento de atividades de acompanhamento pedagógico, experimentação e investigação científica, cultura e artes, esporte e lazer, cultura digital, educação econômica, comunicação e uso de mídias, meio ambiente, direitos humanos, práticas de prevenção aos agravos à saúde, promoção da saúde e da alimentação saudável, entre outras atividades”, que devem ser “desenvolvidas dentro do espaço escolar, de acordo com a disponibilidade da escola, ou fora dele, sob orientação pedagógica da escola, mediante o uso dos equipamentos públicos e o estabelecimento de parcerias com órgãos ou instituições locais”.
Nesse ponto, existe uma grande mudança de ponto de vista, com a abertura a novas proposições pedagógicas, a validação do espaço exterior à escola para a realização de atividades, e a possibilidade de parceria com instituições do entorno para a veiculação de conhecimento. Em resumo, a comunidade é chamada a atuar em conjunto com a escola, em espaços diversos do território. E é aí que a proposta educativa pode ganhar potência e materialidade.
A articulação entre escola, comunidade e território é uma oportunidade ímpar de aproximação do conteúdo do currículo básico à realidade dos estudantes. Ao trazer para o debate os saberes, fazeres, contradições, memórias, identidades e valores comunitários, a escola deixa clara a sua opção por uma perspectiva de ser humano total, integral.
Com todas as últimas mudanças na dinâmica política brasileira, cabe a todos a responsabilidade por cobrar a continuidade do projeto de formação integral de nossas crianças e jovens. É preciso garantir uma educação pública de qualidade, baseada nos princípios da equidade e de uma visão multidimensional, em que o foco seja a plena aprendizagem e o desenvolvimento de potenciais e vocações. Conforme disposto no segundo artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB: “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

domingo, 28 de março de 2021

Nota de pesar: Marcia Cristina Ferrari Hennig

 

Com extremo pesar, registramos o falecimento da professora Marcia Cristina Ferrari Hennig, diretora da EEB Princesa Isabel de Palmitos. Marcia é mais uma guerreira que tomba, na luta contra a Covid-19. Criatura maravilhosa, a professora deixa saudades e os melhores exemplos a serem seguidos.
A Coordenação Regional do SINTE de Palmitos se solidariza com a família, colegas professores e estudantes, neste momento de dor.
Marcia Cristina Ferrari Hennig: Presente, hoje e sempre!

quarta-feira, 10 de março de 2021

CARTA ABERTA À COMUNIDADE ESCOLAR DA REGIONAL DE PALMITOS

 

A Coordenação Regional do Sindicato de Trabalhadores em Educação de Palmitos vem, por meio desta, denunciar o desrespeito com a vida que o governo do Estado tem manifestado, mantendo aulas presenciais, quando a pandemia de Covid-19 superlota leitos de UTI, ceifando uma vida, a cada 18 minutos, em Santa Catarina.

Nós, do SINTE Regional de Palmitos, insistimos na defesa da saúde e da vida dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, estudantes e familiares! Aulas presenciais, só com vacina! Lamentamos a teimosia do governo, que, apesar da contaminação por Covid-19 que tem ocorrido em diversas unidades escolares de todas as regiões do Estado, finge não enxergar o contágio e as mortes, em negacionismo incabível. Não podemos ser coniventes com a atitude do governo, que coloca em risco a vida de toda a comunidade escolar catarinense.

Por isso, o SINTE Regional de Palmitos, representante legítimo de todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, pede o apoio de pais e estudantes, nessa luta para mantermos somente as aulas online, como ocorreu em 2020, a partir do crescimento da pandemia. O apoio de toda a comunidade escolar é pela saúde e pela vida, diante do caos sanitário em que todos nos encontramos nesta pandemia assustadora, que, só em Santa Catarina, já ceifou mais de oito mil vidas.

Convidamos pais e estudantes a refletirem sobre o que mais importa, neste momento de insegurança, medo e perda. Certamente, nenhum, nenhuma de nós quer sofrer a dor da contaminação por Covid-19 em família. Precisamos nos prevenir, antes mesmo de pensarmos na superlotação de UTIs em Santa Catarina. Se existe possibilidade (real) de aulas online, não há motivo para mantermos aulas presenciais. Até porque as aulas presenciais ocorrem de forma híbrida, ou seja, estudantes se revezam em sala de aula (semana sim, semana não), enquanto professoras e professores não se revezam, sofrendo mais riscos de contaminação, diariamente.

Chamamos toda a comunidade escolar, para que reveja valores e prioridades. Não há sistema econômico, sem vida. Não há educação, sem vida. Não merecemos, todos nós - trabalhadores e trabalhadoras em educação, estudantes e familiares , o risco de perdermos saúde e vida, por causa de um governo que resolve desafiar a pandemia de Covid19, reabrindo as escolas. Para piorar, o governo ainda exige que mães e pais assinem “termo de responsabilidade”, ao encaminhar os filhos às aulas presenciais, na tentativa de eximir-se da responsabilidade imputada ao Estado, na Constituição da República Federativa do Brasil (art. 196).

SINTE REGIONAL PALMITOS: AULAS PRESENCIAIS,

SÓ COM VACINA!

domingo, 7 de março de 2021

CHAMADA ESPECIAL: ASSEMBLEIA ESTADUAL DO SINTE-SC

 

O SINTE Regional de Palmitos chama a categoria para participar da Assembleia Estadual do SINTE-SC, dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher), às 14 horas, pela plataforma (online) Zoom.
Em pauta:
- Debate do Dia Internacional da Mulher,
- Falta de transparência na Chamada dos ACTs,
- Situação pandemia de Covid-19 e mortes em SC.

PODEMOS CONTAR COM A SUA PARTICIPAÇÃO?

Divulgue e participe!