"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Projeto Outras Antonietas

OUTRAS ANTONIETAS é um projeto aprovado no Edital III Idéias Criativas, alusivo ao Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), subsidiado pela Fundação Palmares do Governo Federal, que consiste em uma plataforma digital com informações sobre professoras negras no Estado de Santa Catarina.
O projeto da visibilidade ao protagonismo de mulheres negras professoras de Santa Catarina, contribui com a preservação da memória negra no Estado e disponibiliza pesquisas científicas com o tema: docência negra feminina.
Cabe salientar que a plataforma será de acesso livre e gratuito. Por isso, você, mulher negra e professora (nos níveis municipal, estadual ou federal), está convidada a participar, nos dando o imenso prazer em registrar sua história e contribuição para a educação do estado. Por gentileza, insira gratuitamente seus dados no questionário e envie uma foto.
Agradecemos imensamente a todos e todas por acessarem esta plataforma e, em especial, às professoras negras de Santa Catarina, pois sem suas trajetórias docentes, este projeto não seria possível.

ACESSE O SITE E SAIBA MAIS: http://outrasantonietas.wordpress.com/

CURTA A FANPAGE: https://www.facebook.com/outrasantonietas

O SINTE/SC APOIA ESSA INICIATIVA!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Plano de Carreira: Documentos que circulam na internet não são oficiais

Como é de conhecimento de todos/as, o governo do Estado estuda alterações no atual Plano de Cargos e Salários do Magistério Público Estadual, e o SINTE/SC, desde 2011, vem tentando discutir com o governo o PCCS (Plano de Carreira, Cargos e Salários). O que ficou acordado entre o Sindicato e o Estado é que, assim que a proposta global estivesse pronta, seria enviada à entidade. Contudo, até o momento, não recebemos documento oficial .
Diante da demora de retorno, representantes da Executiva do SINTE estiveram, na última terça-feira (25/11), na Secretaria da Educação, quando protocolaram ofício, solicitando audiência, em caráter emergencial, até o dia 01/12/2014, para tratar da pauta salarial, aprovada na Assembleia Estadual de 12/11/2014. Quem recebeu o documento foi o Chefe de Gabinete, Mauro Tessari.
Extraoficialmente, está circulando pelas redes sociais um estudo do Plano de Cargos e Salários do Magistério Público Estadual, elaborado pela DIGP (Diretoria de Gestão de Pessoas), que propõe alteração em várias leis que regulamentam os direitos dos trabalhadores da rede pública do Estado, tais como: a Lei Complementar nº 1.1139/92 (PCCS), a Lei 6.844/86 (Estatuto do Magistério) e a Lei 170/98, que regulamenta o Sistema de Ensino de Santa Catarina. O documento publicado não é oficial, nem foi encaminhado ao SINTE/SC. De acordo com as informações de Mauro Tessari, trata-se, provavelmente, de uma das cópias dos vários estudos que a SED vem fazendo sobre o assunto, que “vazou” sem qualquer autorização ou assinatura do governo do Estado.
Reafirmamos que o SINTE/SC vem exigindo que o governo apresente sua proposta oficial, para que a entidade possa discuti-la e opinar sobre as possíveis mudanças no PCCS e na descompactação da tabela salarial, antes que o projeto seja enviado à Assembleia Legislativa. Precisamos ser cautelosos com as informações que não são oficiais, pois este é um assunto sério e afeta a vida profissional de todos/as os/as trabalhadores/as em educação. Em virtude disso, estamos alertando os/as trabalhadores/as, para que tenham cautela com qualquer documento que não esteja assinado, pois qualquer proposta que for veiculada em nossos meios de comunicação deverá passar por uma criteriosa avaliação das instâncias do Sindicato, e é por ela que a categoria deve se pautar.
Voltamos a repetir, o SINTE/SC não recebeu qualquer documento, até o momento. Portanto, não podemos emitir opinião sobre alguma coisa que, a priori, não é oficial, sob o risco de sermos acusados de inconsequentes. No entanto, não podemos ser ingênuos/as, e acreditar que o governo será benevolente conosco. Por isso, a categoria deve ficar atenta, fazer a discussão nas escolas, e se preparar para as futuras mobilizações de enfrentamento, pois, como já sabemos, não vamos receber nada de graça. Lembramos, também, que tanto os Conselhos quanto a Assembleia Estadual, ocorridos no dia 12/11, em Campos Novos, reafirmaram tudo o que vem sendo discutido sobre o assunto, desde 2011.
A questão principal a ser levada em consideração é que não abriremos mão de nenhum direito conquistado pela categoria. No entanto, é preciso ter clareza e entender que isto só acontecerá, se não nos amedrontarmo,s diante das ameaças que certamente virão. Esta é a nossa vida, e a nossa luta, vamos encará-la de frente e com a cabeça erguida.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

#CNTEnaCONAE: Pesquisa sobre a qualidade da educação no Brasil revela que menos de 1/6 da população brasileira pensa em ser professor

 
 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulga estudo realizado pelo Data Popular e que revela a opinião da população sobre a educação e os profissionais de educação. A pesquisa foi lançada durante a segunda Conferência Nacional de Educação (CONAE), na sexta-feira (21), em Brasília. De acordo com o levantamento, segurança é o fator mais importante para que a escola seja de qualidade, seguida de valorização dos professores e funcionários. A falta de perspectiva na carreira é outro ponto a ser analisado: a população considera a profissão de professor o ofício mais importante para que o país tenha um bom futuro, mas apenas 15% gostariam em virar educador. Para o presidente da CNTE, professor Roberto Franklin de Leão, os números refletem a triste realidade da escola pública brasileira: "Consideramos fundamental ter um instituto de pesquisa qualificado comprovando as informações que os trabalhadores em educação vivenciam no dia a dia da escola. Esse documento revela dados que há tempos a CNTE aponta para a sociedade". A pesquisa também levou em consideração aspectos relacionados à valorização, formação (capacitação) e remuneração dos professores e dos profissionais da educação. O estudo mostra também que 99% dos brasileiros acreditam que a educação é muito importante para o futuro do Brasil. Na avaliação do coordenador do Fórum Nacional de Educação e da CONAE, Francisco das Chagas Fernandes, a valorização dos profissionais de educação passa por três caminhos: salário (ganho real do Piso), Diretrizes Nacionais de Carreira e a formação inicial e continuada. "Esse tripé é necessário para garantir um sistema de formação de professores no país", resumiu o coordenador. Valorização do professor Os entrevistados também entram em consenso quando o assunto é valorização dos professores, já que 98% avaliam que a profissão deveria ser mais valorizada. Na opinião dos brasileiros, oferecer uma educação de qualidade está ligada diretamente à valorização do professor. Por isso, boa parte dos entrevistados acredita que a saída para uma educação de qualidade é ter professores qualificados, bem preparados e com melhores salários. Para 76%, os professores são menos valorizados do que deveriam pela população, enquanto 85% acham que os professores são menos valorizados do que deveriam pelo governo. Melhores salários O salário oferecido aos professores da rede pública é considerado ruim ou péssimo para 66% dos consultados. Apenas 8% disseram que é bom. Quando questionados sobre os salários dos professores das escolas privadas, 49% disseram que a remuneração é ótima ou boa. Sendo assim, 98% consideram importante que professores e funcionários das escolas tenham bons salário para que a escola seja de qualidade. Os entrevistados também reconhecem que o professor deveria ser a profissão com a melhor remuneração. Por outro lado, a maioria acredita que são os médicos, engenheiros e advogados que recebem os salários mais altos. Como forma de valorização, 85% dos brasileiros acreditam que os profissionais da educação deveriam ter um piso salarial nacional que valorize o salário. Educação de qualidade Entre os principais benefícios que a educação pública de qualidade pode trazer para a sociedade brasileira, os entrevistados destacaram: redução da violência, combate à pobreza, melhores empregos e formação de bons profissionais. E a maioria (59%) avalia que as escolas públicas estão longe de ter uma educação de qualidade. Outro aspecto abordado no estudo está relacionado ao futuro profissional. Para 48%, os alunos de escolas particulares têm mais chances de ter um bom emprego do que alunosque estudaram na rede pública. Como forma de melhorar a qualidade da educação, 94% são a favor da educação em tempo integral. Papel dos governos A responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal também alvo da pesquisa. Para 43%, o governo federal é responsável pela educação pública em geral, enquanto 27% atribuem a responsabilidade ao governo municipal. Para melhorar a educação, 87% são favoráveis ao governo destinar 10% do PIB para educação. Hoje, são 6,5%. O tema educação também é levado em consideração na hora de escolher o candidato, já que 72% dos brasileiros se informar sobre educação antes de votar. Metodologia da pesquisa A pesquisa foi realizada em setembro de 2014, com 3 mil pessoas com mais de 16 anos, em 100 municípios, nas cinco regiões do País.