Em homenagem ao Dia do Professor, o Correio Braziliense preparou uma reportagem especial, e contou com a participação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo. Leia abaixo:
Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE/SC) - Regional de Palmitos
"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
SINTE/SC: Dia 18 tem Ato do Magistério
Companheiras(os)
Apesar de nossas solicitações de alteração dos Editais para Contratação de Professores ACTs, de pedidos de audiência para tratar deste e demais pontos de nossa pauta, da abertura de Inquérito Civil por parte do Ministério Público, a partir de denúncia feita pelo SINTE/SC, até o momento não obtivemos resposta. Da mesma forma, até o momento não teve encaminhamento, por parte da SED, sobre a anistia das faltas, conforme determina a Lei Complementar 716/2018.
Desta forma, estamos convocando os Trabalhadores em Educação para um Ato, em frente à Secretaria de Estado da Educação (SED), quinta-feira próxima, dia 18 de outubro, às 15 horas, para cobrarmos resposta sobre:
1 - Editais do Processo Seletivo para Professores Admitidos em Caráter Temporário, Biênio 2019/2020;
1.1 - Padronização das habilitações mínimas exigidas;
1.2 - Processo seletivo para contratação de segundo professor e atendimento de programas e projetos;
1.3 - Edital para contratação de professores para atuar na área de educação escolar quilombola;
2 – Anistia das faltas, conforme estabelece a lei complementar 716/2018;
3 – Pagamento da segunda parcela de descompactação da carreira do magistério, conforme previsto na lei complementar 668/2015;
Pedimos que as Coordenações Regionais façam esforço, para participar do Ato e entrem em contato com as Regionais mais próximas, para combinarem o deslocamento em conjunto. Todos devem levar faixas, camisetas, cartazes e demais materiais, pois, somente com nossa mobilização, iremos garantir o atendimento de nossa pauta por parte do governo do Estado.
DIRETORIA EXECUTIVA
terça-feira, 9 de outubro de 2018
CNTE: Carta aberta aos/às educadores/as brasileiros/as que assumiram suas candidaturas às eleições proporcionais de 2018
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE vem a público, por meio desta Carta Aberta, felicitar todos/as os/as educadores/as brasileiros que se dispuseram a colocar seus nomes e ideias para concorrer a cargos eletivos nas eleições do último dia 07 de outubro. O ato de candidatar-se a cargos públicos é, sobretudo, um ato de coragem. Em especial nesses tempos de indigência moral e intelectual que assola nosso país.
Parabenizamos todas e todos que obtiveram êxito nessa tarefa. Podemos, agora, contar com nossos representantes nas casas legislativas dos Estados e na Câmara Federal, a defender as bandeiras de uma educação pública, laica, gratuita e socialmente referenciada. Serão esses os interlocutores dos/as trabalhadores/as em educação a defender os interesses pela valorização de nossas carreiras.
Aos que não obtiveram agora sucesso nessa empreitada, nosso agradecimento à disposição para se colocarem na linha de frente da defesa da educação. Temos certeza que a derrota eleitoral de agora é pequena diante da coragem de defender publicamente a educação e os/as educadores, em tempos em que o nosso setor é tão atacado e visado por essa onda conservadora que nos abate nesse momento.
A todas e todos os/as candidatos/as, eleitos/as ou não, é importante reforçar o saldo positivo dessa empreitada. Como já dito pelo pensador, o preço da liberdade é a eterna vigilância. Temos uma eleição para ganhar no próximo dia 28 de outubro. É fundamental que não desmobilizemos nossas estruturas de campanha. O campo popular deste país já demonstrou que não está morto! E venceremos todas as adversidades para que, no próximo ano de 2019, tenhamos um Brasil feliz de novo! Vamos à luta, companheiras e companheiros!
Brasília, 09 de outubro de 2018
Direção Executiva da CNTE
Fortalecer as trincheiras e dobrar a resistência
(artigo: José Álvaro de Lima Cardoso - Economista)
O que o País conseguiu avançar nos governos progressistas, pouco, em face das muitas necessidades, foi liquidado em pouco mais de dois anos. As políticas implementadas pelo golpe prejudicam principalmente os mais pobres, que dependem mais diretamente das ações desenvolvidas pelo Estado (por exemplo, a retirada recente de 1,5 milhão de beneficiários do Bolsa Família). Porém, políticas de destruição da renda e do mercado consumidor interno, como estão fazendo, contrariam os interesses de, pelo menos, 99% da população. Ou seja, tais políticas não afetam apenas a maioria esmagadora da população que vive do seu trabalho, mas também os de pequenos e médios empresários, cujos produtos se destinam essencialmente ao mercado consumidor interno.
A incapacidade de reagir eficazmente aos ataques, por parte da população que vem sendo vitimada, não é apenas um problema de fraqueza ou indisposição para uma luta mais vigorosa. É que, dentre os motivos para a insuficiente mobilização, está também o fato de que o inimigo, que comanda o processo, é muito poderoso. Além disso, está operando numa situação de extrema gravidade, isto é, a mais aguda crise da história do sistema capitalista mundial. Esses fatos, somados, dificultam muito uma reação vigorosa, à altura da magnitude dos ataques que os direitos dos trabalhadores vêm sofrendo.
Possivelmente em função da dramaticidade dos acontecimentos, e das dificuldades de se fazer análises mais precisas dos cenários econômicos, boa parte da população está depositando quase todas as suas fichas na “magia” das eleições. É como se as eleições, por um processo de encantamento, fossem interromper todos os ataques que os trabalhadores estão sofrendo, e começar imediatamente após o pleito, a reverter a situação de desemprego, queda da renda, e precarização que acomete boa parte da população.
Para essa interpretação da conjuntura, um presidente eleito todo poderoso, do campo progressista, irá resgatar a CLT, devolver o pré-sal ao povo brasileiro, recuperar a Petrobrás, revogar a Emenda 95, reestruturar as políticas sociais do governo e interromper as negociações para entregar o Aquífero Guarani. Tudo isso de forma rápida, e mágica, devolvendo a alegria ao povo, surrupiada pelo golpe. A história mostra que, em política, sempre se prefere o caminho mais fácil. Para as pessoas que estão vivendo uma espécie de pesadelo no Brasil, seria muito mais fácil mudar a realidade com o simples ato de se dirigir às urnas e votar.
Conforme se sabe – e os últimos anos têm mostrado isso com muita clareza - o caminho da mobilização, da luta, de remar contra a correnteza, é muito duro, muito difícil. É muito mais tranquilo ir votar do que participar de infindáveis manifestações, reuniões do sindicato, passeatas, as quais também não têm nenhuma garantia de que irão resolver os problemas no curto ou médio prazos. Porém, o fato é que a visão romântica, que prevê um final feliz sem muita luta, não se sustenta quando se analisa os acontecimentos de forma mais fria.
A gravidade da situação, tanto no Brasil, quanto na vizinhança latino-americana, exige muito mais cautela e senso de realidade. Os trabalhadores brasileiros vêm apanhando como nunca nos últimos dois anos, decorrência direta do golpe, que foi perpetrado para retirar direitos, entregar riquezas, e o que restou da soberania nacional.
É muita ingenuidade imaginar que esta operação continental, extremamente complexa e perigosa, será abandonada simplesmente em função de um suposto respeito ao desejo popular nas eleições. Este seria um enredo que destoaria do que aconteceu no Brasil nos últimos anos.
O processo eleitoral está muito sob controle dos estrategistas do golpe, que tentam conduzir para os resultados que desejam, intento para o qual contam com muitos recursos (aparato legal, grande mídia, instituições). Além disso, por mais róseo que seja o resultado eleitoral para os trabalhadores (o que será muito difícil), o presidente vai precisar governar. Quem garante que, eleito um presidente que queira desfazer o estrago que fizeram em dois anos, não irão repetir o roteiro que implementaram a partir do resultado eleitoral adverso de 2014?
Tudo indica que, passado o processo eleitoral, irão tentar aprofundar as medidas do golpe, terminando o “serviço” que ainda está incompleto (destruição da Previdência Social, privatização da Eletrobrás, dos Correios, Banco do Brasil e CEF, etc.). No atual cenário, extremamente nebuloso, é muito difícil prever que rumos irá tomar a conjuntura nacional. Por isso, o reforço da mobilização sindical, o debate permanente com os trabalhadores, as campanhas de sindicalização e o permanente trabalho de base, são ações e políticas que podem melhorar a correlação de forças em qualquer conjuntura. A hora é de fortalecer ainda mais as trincheiras e dobrar a resistência.
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
CNTE: Educação é a grande vencedora das eleições
No processo eleitoral de 2018, os trabalhadores em educação foram protagonistas da luta pelo ensino público de qualidade e contra os retrocessos que as reformas educacional, trabalhista e do teto de gastos (EC 95) representam para o país. Ao se candidatarem a vagas no legislativo e nos governos de estado, colocaram as transformações nessas áreas como fundamentais para a retomada da democracia e dos direitos sociais ignorados pela onda fascista e conservadora que assola o Brasil.
Graças à participação política de educadores, companheiros de luta sensíveis às questões das minorias e a favor da educação libertadora, haverá vozes e presença da categoria nos debates decisórios das políticas públicas e na elaboração de leis que favoreçam a valorização de carreira de magistério, do currículo, da gestão democrática, da inclusão, da diversidade, do olhar crítico e de ações necessárias para as mudanças.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) agradece a cada trabalhador e trabalhadora pela coragem de participar do pleito e contribuir com a nossa causa. Aos eleitos deseja a esperança e força para fazer a diferença.
Candidatos(as) e Eleitos(as):
Acre
Rosana Nascimento
Amapá
Professora Ivaneia
Bahia
Rui Oliveira
Ceará
Anízio Melo
Mato Grosso
Gilmar Soares (PT): 1º suplente – Senado
Henrique Lopes
Rosa Neide (PT): eleita deputada federal
Mato Grosso do Sul
Jaime Teixeira
Minas Gerais
Beatriz Cerqueira (PT): eleita deputada estadual
Pará
Professor Mateus
Pernambuco
Tereza Leitão (PT): eleita deputada estadual
Rio grande do Norte
Fátima Bezerra (PT): foi para o 2º turno – governador/a
Mineiro (PT): eleito deputado federal
Rondônia
Manoelzinho do Sintero
Fatinha
Santa Catarina
Pedro Uczai(PT): eleito deputado estadual
Luciane Carminatti (PT): eleita deputada estadual
Marta Vanelli
São Paulo
Professora Bebel (PT): eleita deputada estadual
Sergipe
Iran Barbosa (PT): eleito deputado estadual
Professora Ângela
Jornal Mural - O Futuro do Brasil passa pela educação pública de qualidade
O segundo turno das eleições presidenciais acontecerá dia 28 de outubro, e é passada a hora de conhecermos de fato os projetos dos dois candidatos que concorrem ao pleito de principal gestor da administração pública brasileira.
Leia o Jornal Mural:
sábado, 6 de outubro de 2018
Hoje (06/10) tem Programa de Formação 2018 SINTE/CNTE/UFFS na Regional de Mafra
Neste sábado (06/10), durante todo o dia, está sendo realizada mais uma etapa do Programa de Formação de Profissionais da Educação Básica de Santa Catarina e Desafios Contemporâneos 2018 SINTE/CNTE/UFFS, na Regional do SINTE de Mafra. Conforme Secretário de Formação Política e Sindical do SINTE/SC, Evandro Accadrolli, que participa da atividade, “trabalhadores e trabalhadoras em educação têm participado ativamente de cada etapa, o que comprova o interesse por conhecimento, formação e transformação da atual conjuntura”.
Na Regional do SINTE de Mafra, está sendo estudado Eixo II, Módulo 03 (Análise de Conjuntura: A Educação Básica em Debate), Fascículo 03, que trata sobre “Como Fazer Análise de Conjuntura”. O ministrante é Emilio Genari.
O Programa de Formação de Profissionais da Educação Básica de Santa Catarina e Desafios Contemporâneos, com parceria entre SINTE/SC, CNTE e Universidade Federal Fronteira SUL (UFFS), tem como objetivos:
- Despertar as lideranças para a necessidade de serem estabelecidos processos permanentes de formação político-sindical e educacional, junto aos trabalhadores e trabalhadoras em educação;
- Disponibilizar o acesso à formação, através de encontros, debates, cursos, apostilas, etc, com vistas a proporcionar a construção de conhecimentos indispensáveis à emancipação dos educadores;
- Preparar nossas lideranças para um Sindicato cada vez mais organizado e de luta, além de fortalecer a atuação educacional.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
5 de outubro - Dia Mundial do Docente: o direito a educação é o direito a um professor valorizado
O Dia Mundial do Docente é comemorado no dia 5 de outubro, aniversário da assinatura da Recomendação UNESCO/OIT sobre o Estatuto dos Professores, que ocorreu em 1966. A data é uma homenagem aos docentes de todo mundo, sobretudo aos que enfrentam salas de aula superlotadas, sofrem com a formação docente inadequada e com a falta de desenvolvimento profissional durante a carreira.
Na comemoração deste ano a Unesco defende que é preciso investir na qualificação dos professores. De acordo com dados de 2017 do Instituto de Estatística da UNESCO (UNESCO-UIS), 85% dos professores da educação primária em todo o mundo são formados. Contudo, esse número esconde disparidades regionais significativas. Por exemplo, na África Subsaariana, apenas 64% dos professores primários têm formação. No Sul da Ásia, essa taxa alcança 71%.
No Brasil, a CNTE aproveita a data para defender não só a qualificação permanente dos trabalhadores da educação, como também a valorização de todos os profissionais. É preciso garantir as condições de trabalho para os que estão em exercício na escola e nas secretarias de educação, tornando a profissão atrativa com salário digno, jornada compatível com os afazeres escolares, inclusive para garantir a presença de todos os profissionais em cursos de formação inicial e continuada e no processo de elaboração e condução dos projetos político-pedagógicos das escolas.
Para isso, neste momento que antecede as eleições, a CNTE alerta todos os cidadãos para que votem em candidatos comprometidos em destinar recursos para uma educação pública que valorize professores e alunos.
Nesse sentido, candidatos que votaram em defesa da Emenda Constitucional 95 (que coloca um teto nos investimentos de saúde, educação e assistência social) não podem se reeleger! Para saber se o seu (a sua) candidato(a) votou a favor dessa emenda, acesse o site: http://politicoscontraaeducacao.com.br. Se encontrar o nome neste site, procure outra opção. O Congresso brasileiro precisa de pessoas comprometidas em valorizar a educação.
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