"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



terça-feira, 9 de abril de 2019

CNTE: Novo ministro da Educação, Abrahan Weintraub, indica o aprofundamento das políticas de mercantilização e privatização da educação no país

Já era esperada a queda do ex-ministro Ricardo Vélez Rodriguez. O colombiano naturalizado brasileiro, escolhido a dedo pelo guru e mentor de expressivos segmentos do governo de Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, se mostrou fraco e incompetente para gerir um dos maiores orçamentos da Esplanada dos Ministérios. Em pouco mais de três meses no cargo, Vélez demonstrou absoluto despreparo nos temas afins à sua atribuição, escancarando o seu desconhecimento sobre as políticas educacionais necessárias ao país. Sua participação na audiência pública da Comissão de Educação da Câmara Federal, no último dia 27 de março, foi a pá de cal sobre sua breve e patética gestão, que se esforçou o quanto pôde somente em executar a política de militarização das escolas, sua verdadeira obsessão enquanto foi ministro.
O novo ministro, também indicado por Olavo de Carvalho, é um homem advindo do mercado financeiro. Abrahan Weintraub também não conhece os temas da educação, mas ao contrário de Vélez, se coloca como um agente mais apto para dar consecução às políticas de mercantilização e privatização da educação brasileira, fazendo jus à sua trajetória profissional de economista, marcada por passagens por bancos e corretoras. Talvez o que mais possa parecer com o seu antecessor, como de resto é a marca mesmo de grande parte dos novos ocupantes desse governo, é o tom xucro e vulgar desses que ora ocupam a Esplanada dos Ministérios em Brasília. Exatamente à imagem e semelhança do atual presidente da República, o atual ministro também assume como predileção em sua oratória falas de conteúdo agressivo com seus interlocutores, além de propagar as sandices que já viraram marca desse governo, em especial quando se mostra obcecado em combater o suposto “marxismo cultural” que, segundo o próprio, tomou conta do ambiente educacional.
Por mais de uma vez, o gestor que hoje ocupa o cargo de Ministro da Educação desqualificou pensamentos políticos diferentes dos seus, incitando em palestra gravada e amplamente divulgada nas redes sociais que, ao se deparar com alguém de esquerda (comunista ou socialista, em suas palavras), faça xingamentos contra essa pessoa. Em outra oportunidade, ele defendeu que universidades de alguns lugares não podem oferecer cursos de sociologia ou filosofia. É esse o nível do atual ministro da Educação do Brasil. Indigência política e moral, além de incontinência verbal, são marcas cada vez mais comuns dos atuais gestores federais no Brasil, sob a égide desse governo Bolsonaro.
Mas tudo isso fica pequeno diante do projeto privatista e mercantil que o atual ministro incorpora e defende para educação. Como homem de mercado que é, esse ministro revela a opção política desse governo para a educação brasileira. O objetivo, agora, mais do que nunca, é a mercantilização e privatização da educação, fomentando o ralo do orçamento público para mãos privadas. O atual mandatário do MEC, além de manter as políticas de militarização e de combate ideológico à esquerda, será fiador das políticas que irão repassar o dinheiro público da educação para grupos nacionais e internacionais do “mercado educação”. E contra isso centraremos nossas forças para permanentemente denunciar e barrar esse processo que, não nos iludamos, não será nada parecido como a privatização de uma empresa pública em um leilão ou pregão da Bolsa de Valores. A privatização da educação, como bem já denunciamos em várias oportunidades, quase sempre é precedida de processos de mercantilização, lentos e graduais, que muitas vezes se passam de forma despercebida para a maioria das pessoas. Assim se fará com nossa educação pública. Mas isso não se dará sem muita luta e resistência de todos/as os/as trabalhadores/as em educação deste país. Barraremos esse projeto privatista e entreguista do governo Bolsonaro!

Brasília, 09 de abril de 2019
Direção Executiva da CNTE

Assembleia Estadual do SINTE/SC será amanhã (10/04)

Lideranças da Regional de Palmitos viajam hoje à noite à Capital. A participação deve ser confirmada pelo telefone (whatsapp) 49 9 9957-3315.

Lideranças da Regional do SINTE de Palmitos se mobilizam, para participar da Assembleia Estadual do SINTE/SC, amanhã (10/04), às 14 horas, em Florianópolis. Pela manhã, haverá Reunião do Conselho Deliberativo do SINTE/SC.
O grupo de trabalhadoras e trabalhadores em educação da Regional de Palmitos viaja de ônibus à Capital às 20 horas do dia 9/04, partindo da Praça Carlos Culmey, centro de Palmitos. A participação deve ser confirmada à Regional do SINTE de Palmitos, pelo telefone (whatsapp) 49 9 9957-3315.
Na manhã do dia 10/04, às 8h30, será realizada Reunião do Conselho Deliberativo, no auditório do SINTE/SC, centro de Florianópolis. Às 14 horas, acontecerá a Assembleia Estadual do SINTE/SC, no Centrosul, na Capital.
Constam na pauta do Sindicato:
1 – Informes;
2 – Análise de Conjuntura;
3 – Campanha Salarial;
4 – Reforma da Previdência;
5 – Encaminhamentos;
6 – Outros.

Coordenador e Vice-Coordenadora Estaduais do SINTE/SC convocam toda a categoria:

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Coordenador Estadual do SINTE/SC, Aldoir Kraemer, anuncia que foi suspensa a audiência na SED:

SINTE/SC: EDITAL DE CONVOCAÇÃO DAS ELEIÇÕES GERAIS 2019

O Coordenador Estadual do SINTE/SC - Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina, no uso de suas atribuições legais conferidas pelo art. 31, inciso VII do Estatuto do Sindicato, CONVOCA a realização de ELEIÇÕES GERAIS para Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, Coordenações Regionais e Conselheiros Estaduais do Sindicato, nos dias 13 e 14 de junho de 2019, através do voto direto e secreto dos filiados em todo o Estado de Santa Catarina. A inscrição de chapas para a Diretoria Executiva, Coordenações Regionais e para o Conselho Deliberativo Estadual será nos dias 25 e 26 de abril de 2019, em horário comercial, das 08:00hs às 18:00hs, nas sedes regionais para Coordenação Regional e Conselheiro Estadual, e na sede estadual para Diretoria Executiva Estadual. As demais normas do processo eleitoral encontram-se no Estatuto do SINTE/SC e Regimento das Eleições Gerais, à disposição dos interessados nas sedes regionais e estadual do sindicato e na página do sindicato na internet, www.sinte-sc.org.br.


Aldoir José Kraemer

Coordenador Estadual

Florianópolis, 03 de abril de 2019



(Publicado no Jornal Diário Catarinense Nº 11.846 – 04/04/2019 – Pág. 16)

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Regional de Palmitos se mobiliza à Assembleia Estadual do SINTE/SC

A Coordenação Regional do SINTE de Palmitos está mobilizando a categoria para participar da Assembleia Estadual do SINTE/SC, que acontecerá na próxima quarta-feira (10/04), às 14 horas, em Florianópolis. No mesmo dia, será realizada, pela manhã, Reunião do Conselho Deliberativo do SINTE/SC.
O grupo de trabalhadoras e trabalhadores em educação da Regional de Palmitos viaja de ônibus à Capital às 20 horas do dia 9/04, partindo da Praça Carlos Culmey, centro de Palmitos. A participação deve ser confirmada à Regional do SINTE de Palmitos, pelo telefone (whatsapp) 49 9 9957-3315.
Na manhã do dia 10/04, às 8h30, será realizada Reunião do Conselho Deliberativo, no auditório do Sinte/SC, centro de Florianópolis. No início da tarde, às 14 horas, será realizada Assembleia Estadual do SINTE/SC, no espaço do Centrosul, na Capital.
Em pauta:
1 – Informes;
2 – Análise de Conjuntura;
3 – Campanha Salarial;
4 – Reforma da Previdência;
5 – Encaminhamentos;
6 – Outros.

Jornal Mural da CNTE: Querem acabar com a sua aposentadoria. Não deixe isso acontecer!

Ao contrário do que diz o governo Bolsonaro, a reforma da Previdência não irá acabar com privilégios e estabelecer justiça social nas aposentadorias. Pelo contrário, ela reduz brutalmente direitos da maioria da população e mantém privilégios de militares, políticos e do alto escalão do funcionalismo público.
Para que todos entendam o que a PEC 6/2019 causará na vida dos brasileiros mais pobres, a CNTE preparou este Jornal Mural para sanar todas as dúvidas:

quinta-feira, 4 de abril de 2019

CNTE debate Reforma da Previdência e seus impactos sobre os professores na Câmara dos Deputados

Nesta quinta-feira (4/4), o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, participou de audiência pública, na Comissão de Educação, da Câmara dos Deputados, com o tema "A Reforma da Previdência e seus impactos sobre os professores".
Em sua participação, Heleno Araújo destacou que a reforma da Previdência está longe de atender as especificidades do trabalho escolar e falou sobre alguns aspectos que devem ser lembrados durante os debates: o financeiro e as condições de trabalho. “De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a média remuneratória em 46 nações é de 31 mil dólares anualmente, no Brasil essa média é de 12,2 mil dólares. A Organização também indica que os professores brasileiros tem a maior jornada de trabalho por ano, com 42 semanas. Somado a isso, os professores possuem condições de trabalho desfavoráveis. Segundo pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC), apenas 0,6% das escolas brasileiras tem infraestrutura próxima da ideal para ensino e apenas 44% das instituições de educação básica contam com estrutura de água encanada, sanitário, energia elétrica, esgoto e cozinha em sua estrutura. Nós temos uma carência de instrumentos e de equipamentos necessários para o bom desempenho dos educadores e o melhor desenvolvimento do aluno”.
Para Heleno, os professores são os mais atingidos com a proposta do governo Bolsonaro, principalmente as professoras, que compõem 80% da categoria do magistério de nível básico no país. “A aposentadoria especial do magistério praticamente acaba com a reforma, sobretudo para as professoras, tendo que contribuir por dez anos a mais no regime celetista e 5 anos extras nos regimes próprios”.
O presidente da CNTE também frisou o debate da aposentadoria especial sob outras problemáticas que incidem gravemente na vida profissional dos educadores, além do baixo salário. “Estudos realizados em diversos países da América e da Europa têm mostrado que os docentes estão permanentemente sujeitos a uma deterioração progressiva da saúde psíquica. Hoje, o estresse é reconhecido como uma enfermidade profissional, capaz de provocar efeitos prejudiciais às pessoas afetadas. Atualmente, a causa motivadora de estresse entre os educadores brasileiros provem do alto grau de violência nas escolas. 
Heleno encerrou sua fala afirmando que a aposentadoria especial é uma questão de justiça e está longe de caracterizar-se um privilégio.
A reunião, que foi presidida pela deputada Rosa Neide (PT-MT), teve a mesa composta pelo presidente da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico e Tecnológico (Proifes), Nilton Brandão; do secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Ademar Sgarbossa; do representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Luiz Alberto dos Santos; e assessor da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia, Alessandro Roosevelt. Além disso, 40 deputados estiveram presentes na audiência.