"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Executiva Estadual do SINTE/SC realiza reunião com Coordenadores/as Regionais

Desde o início da tarde de hoje (25/09), a Executiva Estadual do SINTE/SC realiza reunião com Coordenadores/as Regionais do Sindicato. O objetivo é tratar sobre a distribuição de aulas para 2018, orientação emitida pela Secretaria de Estado da Educação.
Conforme a Assessoria Jurídica do SINTE/SC, a medida causa “forte pressão psicológica e até assédio moral, em determinados casos, forçando os membros do magistério a escolherem aulas em outras unidades escolares, em total prejuízo aos professores e ao funcionamento das escolas”. A Assessoria Jurídica do SINTE/SC alerta, ainda, que, se mantida a atual redação, essas orientações podem ser questionadas na Justiça, por meio de ações coletivas, com pedido liminar, no todo, ou em partes específicas, já que transbordam em vários pontos os próprios limites da Lei Complementar nº 668/2015, mais especificamente em seus arts. 18 e 24, bem como dispositivos da Lei Estadual nº 6.844/86, o que configura ilegalidade e arbitrariedade da SED/SC, com sérios prejuízos para uma enorme parcela da categoria.
Às 17 horas de hoje, lideranças do SINTE/SC devem se reunir com representantes da SED/SC, para tratar desse assunto, e buscar a revisão dessas orientações.
 
 

Contee, Proifes e CNTE apresentam realidade brasileira e plano de trabalho contra mercantilização da educação

A delegação brasileira, formada por representantes da Contee, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituição Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), foi a que encerrou a apresentação das realidades dos países durante o encontro “Resposta global frente à privatização e comércio educativo”. A atividade, promovida pela Internacional da Educação para a América Latina (Ieal), terminou na sexta-feira (22) na Costa Rica e, durante três dias de debate, discutiu sobre o aparecimento cada vez mais intenso de novas estratégias de lucro privado com a educação pública e a necessidade de combatê-los. E um dos instrumentos é a campanha internacional “Educar, não lucrar”, cujo objetivo é combater as várias formas de privatização da educação.
Representando a Contee, a coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Confederação, Adércia Bezerra Hostin dos Santos, apresentou dados sobre o crescimento do ensino superior privado no Brasil. Segundo ela, de 2005 a 2015, a taxa de matrículas no setor saiu de 3,2 milhões para 4,8 milhões, sendo que o faturamento, em 2016, chegou a R$ 59,4 bilhões. Dos principais grupos mercantis entre as IES privadas, o grupo Kroton, maior do mundo, detém sozinho, segundo dados de 2015, quase 1 milhão de matrículas e receita líquida de R$ 5,2 milhões. Seu valor de mercado, estimado em R$ 5,8 bilhões, é mais do que o dobro do segundo gigante mundial na área de ensino, o grupo chinês New Oriental, que vale R$ 2,8 bilhões.
“E, agora, os novos movimentos do mercado apontam que os processos de concentração devem avançar sobre as universidades comunitárias e a expansão da oferta do ensino a distância”, alertou Adércia. De acordo com os dados apresentados pela diretora da Contee, as matrículas em EaD saltaram de 4,2% do total de matrículas em ensino superior em 2006 para para 17,4% em 2015. Hoje, de 1,4 milhão de matrículas, 1,3 milhão estão no ensino privado. Segundo a coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais, o modelo de operação das principais IES mercantis na EaD revela economia de escala através de padronizações; gestão profissional com maior controle de custos; menor mensalidade a partir de redução de custos; políticas mais agressivas de comunicação e marketing; maior potencial para investimentos. Tudo isso aliado a pouquíssima — ou nenhuma — preocupação com a qualidade da formação.
“Fiz toda a contextualização desse debate sobre os processos de privatização nas várias esferas e dos alertas que a Contee foi dando ao longo desses mais de 25 anos de luta contra a mercantilização do ensino”, relatou Adércia. Para isso, a diretora apresentou às delegações internacionais toda a produção feita pela Confederação, na Revista Conteúdo, no Portal da Contee, na campanha “Educação não é mercadoria” etc. no sentido de combater a mercantilização e a financeirização no ensino no Brasil, luta que, para a entidade, não data de agora. “A Contee trata das questões de mercantilização desde sempre”, enfatizou.
Toda essa problemática encontra-se também combinada a outros fatores que afetam os trabalhadores em educação na atual conjuntura brasileira, como Adércia fez questão de salientar. “Um exemplo é a reforma trabalhista, que permite uma exacerbação da flexibilização das leis de trabalho e inúmeras perdas de direito. “A identidade do professor tem se diluído dentro de todas essas questões”, refletiu, ressaltando que a Contee lançará na próxima semana, durante o XIX Conselho Sindical (Consind), uma campanha nacional contra a desprofissionalização do magistério.

A conjuntura pós-golpe
Além da diretora da Contee, a delegação brasileira foi formada por Marta Vanelli e Gilmar Soares Ferreira, da CNTE, e Gil Vicente e Luciene Fernandes, do Proifes. Conforme Gil Vicente, as três entidades apresentaram cada uma sua linha de trabalho e as propostas de ação que têm, mas dentro de uma perspectiva de atuação conjunta, também inserida na campanha internacional “Educar, não lucrar”.
Em sua apresentação, o Proifes fez uma contextualização do quadro nacional, comparando os avanços do período anterior, com os governos Lula e Dilma, e os retrocessos atuais. Foi apontado como avanço, por exemplo, o próprio Plano Nacional de Educação (PNE) e a conquista dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor, apesar das dificuldades e das lacunas, devido aos espaços deixados pelo PNE para envio de recursos para o setor privado, o que acabou acontecendo com o crescimento alarmante do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o governo Dilma.
“A gente fez esse contraponto, mostrando que foi um governo que avançou bastante, mas que teve suas limitações sérias”, ponderou Gil Vicente. “E, depois de contextualizar essa situação anterior, passamos a contar como isso conseguiu ficar infinitamente pior, com a entrada do governo Temer, que configurou, claro, um golpe político, no sentido de que tudo aquilo em que a gente votou, que era um aumento de recursos, não só pra educação, mas para a área de saúde, para as políticas públicas de uma forma geral, esse foi revertido. O que o governo vem implementando é exatamente o oposto disso”, observou.
Um dos principais pontos abordados, segundo o diretor do Proifes, foi a Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. “Explicamos essa emenda aqui, porque as pessoas não sabem exatamente o que aconteceu no Brasil. Além de um retrocesso imenso, de retirada de recursos de todas as áreas públicas, particularmente educação, na esfera superior e em todas as esferas, com a reforma do ensino médio etc., é um impedimento de que a gente tenha qualquer tipo de governo progressista, qualquer tipo de avanço, nos próximos 20 anos”, declarou.
“Isso nós mostramos aqui, que vai haver uma redução dramática nos próximos dez anos de pelo menos 20% dos investimentos em educação. Talvez mais, porque a reforma da Previdência ainda quer dividir um pouco a miséria, na medida em que garante o pagamento da dívida pública brasileira ao mesmo tempo em que retira das áreas sociais aquilo que seria fundamental para que o povo tivesse o mínimo de serviços públicos de qualidade. Então esse retrocesso, essa redução, será no mínimo de 20%, talvez de 30%. E as consequências disso para a educação vão ser absolutamente dramáticas”, afirmou. “Mencionamos aqui a reforma do ensino médio. No caso dela, por exemplo, as consequências são muito simples: o governo atual já está propondo um endividamento do Estado diante do Banco Mundial, diante do Bird [Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento], em que eles vão pôr esse dinheiro aqui, mas exigindo, como contrapartida, poder falar sobre currículo, pagar assessorias que interessam ao setor privado… É um aporte muito forte de dinheiro que, na verdade, afeta, inclusive, a soberania nacional.”
Na esfera do ensino público superior federal, que é a área de representação do Proifes, Gil Vicente fez um alerta de que as consequências também serão imensas, porque já para 2018 há previsão de corte, nas universidades, da ordem de 32% e ainda maior nos institutos federais. “Significa isso que, no médio prazo, de um ano a dois anos, a gente vai ter, possivelmente, os investimentos nas universidades e nos institutos federais próximos de zero”, disse. “Apresentamos aqui, então, que é absolutamente fundamental para nós exigir que a Emenda Constitucional seja revogada. Essa é uma das nossas principais lutas junto com as outras que a gente mencionou: contra a reforma do ensino médio, contra a forma como o governo está encaminhando a Base Nacional Comum Curricular etc. E a luta continua, claro, de todas as entidades juntas nesse contexto mundial de retrocesso, em especial na América Latina.”

Os efeitos sobre a educação básica
O diretor da CNTE, Gilmar Soares Ferreira, também fez uma contextualização dos efeitos do golpe no âmbito da educação básica. “Mesmo nos governos democráticos e populares de Lula e Dilma, a disputa pelos recursos públicos da educação básica foi intensa”, apontou. “A falta de um Sistema Nacional de Educação com responsabilidades concretas para cada ente, principalmente o ente federal, contribui para a desresponsabilização da União e dos estados pelo atendimento da demanda de matrículas, sobrecarregando os municípios e facilitando a terceirização e a privatização do ensino.”
Além disso, ele ressaltou a tentativa de desqualificar a escola pública, o que abre caminho para a privatização. “O rendimento dos alunos estão passando a ser aferidos por testes padronizados nacionais e internacionais que acabam por influir na oferta, desresponsabilizando o Estado em função da ‘má qualidade’ da educação pública ofertada.” Há ainda o fenômeno do atendimento através de tecnologias, com introdução das tele-aulas, que “promovem a quebra de um sistema educativo de qualidade socialmente referenciada”, levando a consequências como fechamento de escolas, diminuição do número de professores e funcionários, superlotação das salas de aulas e favorecimento ao lucro dos empresários.
Isso se soma às consequências diretas da aprovação da EC 95 e da lei que escancara a terceirização para todas as atividades. Segundo o diretor da CNTE, nas redes estaduais tem havido: convênio com a ONG Ensina Brasil (Teacher For All), com contratação de profissional sem licenciatura e contratação de estagiário (estágio remunerado) para atuar como professor “inovador”; convênio com emissoras de TV (Fundação Roberto Marinho) para reprodução de tele-aulas; convênio com fundações de bancos privados para formação continuada de professores e acompanhamento da frequência escolar no ensino médio; terceirização das atividades-meios (alimentação, infraestrutura, segurança e administração escolar); contratação de pessoal por meio de ONGs; militarização de escolas; escolas em parceria com cooperativas que já cobram mensalidades dos estudantes; terceirização do ensino médio profissionalizante.
Por sua vez, de acordo com Gilmar, as redes municipais têm sofrido com: contratação de empresas para realizar serviços de apoio escolar (alimentação, administração, segurança); contratação de estagiários recebendo meio salário mínimo; terceirização do transporte escolar (deixando de usar os ônibus adquiridos pelo governo federal); contratação de professores para prestarem serviço nas escolas como microempreendedores (em um único CNPJ pode-se contratar até cinco profissionais); contratação de auxiliar de creche por meio de contrato de prestação de serviços com adolescentes, estudantes do ensino médio, denominado “primeiro emprego” (com remuneração de meio salário mínimo – como bolsistas); contratação de métodos apostilados (como o Positivo); terceirização da formação continuada dos professores; ataque orquestrado pelos entes federal, estaduais e municipais aos Planos de Carreiras Municipais e aos efeitos da lei do Piso Salarial Nacional dos Professores; impedimento aos funcionários de escola de se profissionalizar e constituir uma carreira; impedir da valorização salarial de acordo com evolução na carreira.

Plano de trabalho
Diante de todo esse cenário, Contee, Proifes e CNTE apresentaram, no encontro da Ieal, um plano de trabalho conjunto para enfrentar a privatização e a mercantilização da educação pública no Brasil. As estratégias incluem desde a criação de um observatório sobre o PNE, com ênfase no acompanhamento de sua execução e, especificamente, no que diz respeito a utilização de lacunas na legislação para avanço na privatização até levar uma campanha em defesa e promoção da educação pública frente às políticas de mercantilização da educação para dentro Conferência Nacional Popular de Educação (Conape). Só conjuntamente será possível fortalecer essa luta global em defesa da educação pública, gratuita, democrática, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada. Educação não é mercadoria!

(Contee, 23/09/2017)

sábado, 23 de setembro de 2017

Regionais do SINTE recebem nova etapa do Curso de Formação

Neste sábado (23/09), as Regionais do SINTE/SC de Palmitos, São Miguel do Oeste, Maravilha, Araranguá e São Joaquim receberam nova etapa do Curso de Formação SINTE/CNTE. De acordo com o Secretário de Formação Política e Sindical do SINTE/SC, Evandro Accadrolli, organizador de todas as turmas, “o nosso Curso de Formação tem superado todas as expectativas, principalmente, no que diz respeito ao interesse dos participantes, trabalhadores e trabalhadoras em educação. A busca do conhecimento tem causado reflexões profundas, o que fortalece, cada vez mais, o coletivo”, destaca Evandro.
Durante todo o sábado, na Regional de Palmitos, a turma do Curso de Formação SINTE/CNTE participou do último encontro do Eixo 1, sobre “Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação”. Paulo Gonçalves foi o ministrante. Na Regional de Maravilha, o ministrante foi Cleiton Jr. Na Regional de São Miguel do Oeste, as atividades do Curso ficaram por conta de Nelson Lolatto. Milton Pomar foi o ministrante, na Regional de São Joaquim, no encontro realizado em Urubici. Na Regional do SINTE de Araranguá, o ministrante foi José Roberto Paludo.

Na Regional do SINTE de Palmitos:
 
 
 

Na Regional do SINTE de São Miguel do Oeste:
 
 

Na Regional do SINTE de Maravilha:
 
 

Na Regional do SINTE de Araranguá:
 
 
 

Na Regional do SINTE de São Joaquim:
 
 
 

Representantes de SC participam do 4º Encontro Nacional dos Trabalhadores com Deficiência

Representantes de Santa Catarina participam do 4º Encontro Nacional dos Trabalhadores com Deficiência, em São Paulo, evento que encerra neste sábado (23/09), promovido pela CUT. A iniciativa foi celebrada pela secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT, Jandyra Uehara. “O golpe segue em curso, a terceirização e a Reforma Trabalhista vão atingir os setores mais vulneráveis da Classe Trabalhadora. Isso inclui os trabalhadores com deficiência. Por isso, momentos como este são importantes, quando nos reunimos e organizamos a resistência”, afirmou Jandyra.
A atividade foi inaugurada com a análise de conjuntura elaborada pela representante do Solidarity Center, Jana Silverman; Anaildes Sena, coordenadora do Coletivo Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras com Deficiência da CUT; e pelo secretário-geral da Central, Sérgio Nobre. Após inserir o Brasil em um contexto de crise mundial, Jana Silverman ponderou que “no meio da crise capitalista, quem tem tido lucro é o mercado especulativo, que não gera empregos. Logo, caminhamos para um avanço de desemprego no mundo todo”, explicou a sindicalista.
Ainda de acordo com Jana, “a precarização das relações de trabalho no Brasil” contrastam com a realidade mundial. “Estamos começando a discutir as relações de trabalho em uma indústria que tem robôs e inteligência artificial. Porém, no Brasil, Reforma Trabalhista leva o País para a Idade Média e isso é preocupante para a organização dos trabalhadores”.
Para Sérgio Nobre, o cenário atual tende a prejudicar, “ainda mais”, os trabalhadores com deficiência. “O que os empresários dizem das cotas para deficientes em suas empresas? ‘Isso é problema do Estado. Já pagamos nossos impostos’. Engraçado que o Estado mínimo eles só pregam quando interessa”, afirmou.
Anaildes falou da dificuldade de organizar a luta nas bases. “A pessoa com deficiência é vista apenas como um problema de saúde, não conseguimos avançar. Quando chegamos a um Sindicato já nos dizem: ‘Vou passar o contato do secretário de Saúde’. Ainda nos enxergam como ‘coitadinhos’, mas isso nem é culpa de quem nos recebe, ela não foi apresentada à nossa realidade. A Constituição de 88 nos empodera”, explicou a sindicalista.

Dados alarmistas
Durante o encontro, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentou o estudo “Desafios para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho”. De acordo com o Censo 2010, o Brasil possui 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Destes, apenas 13,6% são economicamente ativas. “A concepção neoliberal, que tem avançado no mundo, pede um Estado mínimo e isso impacta diretamente as políticas públicas, excluindo setores vulneráveis. Recentemente, por exemplo, Michel Temer (presidente ilegítimo do Brasil) cortou verbas para creches para crianças com deficiência”, afirmou Adriana Marcolino, economista do Dieese.
Mesmo com amparo da lei que determina cotas para trabalhadores com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários, apenas 403 mil postos de trabalho eram ocupados por pessoas com algum tipo de deficiência, mostrou o relatório organizado pelo Dieese. Ao final, Adriana apresentou algumas medidas que podem cooperar para a inclusão de trabalhadores com deficiência no mercado. Ação de desconstrução de preconceito; Garantia de ambiente de trabalho acessível; Cumprimento da Lei de Cotas; Aproximação de outros movimentos, principalmente de mulheres organizadas, entre outros.
 
 
 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

(Finalmente!) Site Professor Online é adaptado para cegos e deficientes visuais

(Texto: Dafnée Canello/Assessoria de Comunicação da SED-SC)

Na busca de tornar o site mais informativo entre professores, pais e estudantes, o Professor Online, a equipe da Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da diretoria de Tecnologia e Inovação, adaptou a plataforma aos professores cegos e deficientes visuais.
Entre a última terça e quinta-feira, 19 e 21, o primeiro professor a ser apresentado ao sistema é Luiz Amarildo Sagaz, da EEB São Francisco, de Chapecó, um dos 246 da rede estadual de ensino que possui a necessidade e que será beneficiado. As equipes do suporte técnico Professor Online, do Núcleo de Tecnologias e da Gerência Regional de Educação estão acompanhando o processo.
A lacuna de maior dificuldade para o professor Sagaz era no momento da identificação dos alunos e o registro de presença, o que já foi ajustado devido o sistema estar todo por comando de voz e totalmente didático. “Agora é o momento de adaptação. Já percebi pontos positivos, como o acesso e com certeza irá facilitar o meu trabalho, além de eu conseguir ser mais independente a partir de agora”, conta o professor.
De acordo com o diretor de Tecnologia e Inovação da SED, Francisco Reis Von Hertwig a proposta é tornar um sistema facilitador e prático a acessibilidade. “O primeiro contato com o professor foi mostrar as funcionalidades do sistema e integrar as adaptações para ele se familiarizar e também sugerir mudanças”, enfatiza.
A plataforma é um meio onde docentes registram notas de provas e a frequência de alunos do Estado. Todo o processo para garantir a acessibilidade da página contou com o auxílio do estagiário do Ciasc - Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina -, Gustavo Farias de Medeiros, que  testou as modificações e adaptações necessárias do sistema, facilitando os campos de informações.  
Além da novidade, a expectativa até final do ano é adaptar o site da SED e do Estudante Online acessível para os alunos e público em geral portadores da necessidade. “É mais uma oportunidade que disponibiliza informações e também reflete na qualidade da Educação de Santa Catarina, por isso trabalharemos até final do ano na adaptação dos outros meios informativos”, ressalta Hertwig.

Jurídico do SINTE/SC entrará na Justiça para barrar a aplicação das Novas Orientações da SED/SC

A Assessoria Jurídica do SINTE/SC tem recebido diversos contatos de professores, de várias regiões do Estado, na busca de orientações sobre os graves prejuízos advindos de duas famigeradas orientações sobre procedimentos relativos ao “Levantamento de Vagas para o concurso de Remoção/2017” e à “Distribuição de Aulas e Organização das Unidades Escolares para o ano de 2018”. 
Há documentos que sequer estão assinados por representantes da SED/SC, e sofreram alterações nos últimos dias, o que pode ocorrer novamente, e o SINTE/SC está mobilizado a categoria para barrar a aplicação dessas orientações, o que infelizmente já começou a ser feito por algumas GERED’s e outras têm previsão de início na semana que vem, com relatos de forte pressão psicológica e até evidências de assédio moral em determinados casos, forçando os membros do magistério a escolherem aulas em outras unidades escolares, em total prejuízo aos professores e ao funcionamento das escolas. 
Já está agendada para a próxima segunda-feira (25.09) reunião com os Coordenadores Regionais, em Florianópolis, e entre o SINTE/SC e os representantes da SED/SC, para tratar desses assuntos e buscar a revisão dessas orientações, especialmente naquilo que sequer possuem amparo legal. 
Inclusive, no entendimento da Assessoria Jurídica do SINTE/SC, se mantida a atual redação, essas orientações, que já foram alteradas várias vezes, e ainda poderão ocorrer novas modificações, essas podem ser questionadas na Justiça, por meio de ações coletivas, com pedido liminar, no todo ou em partes específicas, vez que transbordam em vários pontos os próprios limites da Lei Complementar n. 668/2015, mais especificamente em seus arts. 18 e 24, bem como dispositivos da Lei Estadual n. 6.844/86, o que configura ilegalidade e arbitrariedade da SED/SC, com sérios prejuízos para uma enorme parcela da categoria.

IMPORTANTE! 

TODOS OS MEMBROS DO MAGISTÉRIO QUE JÁ FORAM CHAMADOS PARA REORDENAÇÃO/REDISTRIBUIÇÃO DE AULAS PELA GERED E SE SENTIRAM PREJUDICADOS DEVERÃO REGISTRAR BOLETIM DE OCORRÊNCIA E RELATAR A ILEGALIDADE E A PRESSÃO PSICOLÓGICA PELA ESCOLHA DAS AULAS OU REDUÇÃO DE CARGA HORÁRIA.

Inclusive, esse mesmo procedimento deve ser promovido pelos professores que estão atualmente com aulas em projetos (ditos temporários, em que não há propriamente lotação!), mas que são reiteradamente mantidos há anos pela SED/SC. 
É necessário que a categoria se mobilize em denunciar essa situação pela via de boletins de ocorrência (BOs) e, inclusive, pelos meios de comunicação, com o repasse à Assessoria Jurídica de todas as informações e documentações relacionadas a matérias na imprensa escrita e falada sobre o tema. 
Todos os membros do magistério atingidos por essas famigeradas orientações, e que se encontrem na situação descrita, devem encaminhar ao SINTE/SC até a próxima QUARTA-FEIRA (27.09), os seguintes documentos:
(i) Procuração assinada (www.sinte-sc.org.br);
(ii) Pedido de assistência judiciária assinado (www.sinte-sc.org.br);
(iii) Cópia do BO registrado e também de quaisquer novos documentos expedidos pela SED/SC ou GERED’s sobre o tema, inclusive eventuais documentos que tenham assinado (sob pressão);
(iv) Transcrição funcional completa do(a) Professor(a) e demais documentos que comprovem a sua habilitação para mais de uma disciplina e quais especificamente;
(v) Ficha financeira de 2017;
(vi) Quaisquer outros documentos que entender relevantes para a análise da questão.
A Assessoria Jurídica do SINTE/SC já está preparando ações judiciais sobre o tema e continua firme a atuante em defesa dos trabalhadores da educação, pelo que permanecemos à disposição para quaisquer outras orientações e encaminhamentos.

Saudações sindicais!

ASSESSORIA JURÍDICA DO SINTE/SC

DIRETORIA EXECUTIVA DO SINTE/SC

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Intervalo: Um direito dos trabalhadores em educação

O SINTE/SC por meio desta manifesta-se sobre a exigência de atividades dos professores durante o intervalo entre aulas, denominado “Recreio Monitorado” e entende que:
Todos os dispositivos legais acerca do tema recreio não mencionam que ele deve ser monitorado;
Todos os dispositivos legais em âmbito federal e estadual exigem e garantem que os estudantes tenham no mínimo carga horária de 800 (oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos 200 (duzentos) dias;
Cada período deve ter 05 (cinco) aulas e o intervalo de tempo destinado ao recreio faz parte da atividade educativa e deve ser incluído como tempo de trabalho escolar, sendo computado na carga horária de trabalho dos profissionais da educação;
O Art. 17 da Lei Complementar Estadual nº 170/1998 também enumera as responsabilidades do professor e não especifica essa questão de monitoramento;
O ANEXO II da Lei 668/15 descreve e especifica o cargo do Professor, e da mesma forma que a Lei 170/1998, também não especifica essa exigência;
É um direito do trabalhador durante uma jornada de 04 (horas) o mínimo de 15(quinze) minutos de intervalo para que este possa realizar suas necessidades pessoais.
O que se confirma nos dispositivos legais também é afirmado pela realidade, onde se verifica que o trabalho do professor vai muito além da regência de classe. Toda a atividade exercida em sala de aula requer uma preparação anterior, bem como a complementação posterior. Assim, o professor trabalha tanto em sala de aula quanto fora dela, em atividades de planejamento, organização e complementação da docência e deixa transparente a não obrigatoriedade de monitorar o recreio.
Consideramos que exigir a presença dos professores nas atividades durante o intervalo de aulas, chamado “recreio monitorado”, deve ser um debate transparente, feito de forma coletiva na unidade escolar, envolvendo todos os sujeitos e registrado no PPP (Projeto Político Pedagógico) da escola e os professores devem fazer a resistência coletivamente. Assim, o SINTE/SC se coloca à disposição para fazer o diálogo com as comunidades escolares, com o objetivo de atender aos interesses da categoria.