"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Elivane Secchi participa do Congresso Extraordinário da CUT em SP

A Secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT-SC, Elivane Secchi, Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos, participa do Congresso Extraordinário da CUT, a partir da próxima segunda-feira (28/08), em São Paulo.

CUT completa 34 anos e debate os rumos da central com sindicatos e movimentos sociais

(Texto: Érica Aragão - Foto: Dino Santos/CUT)

No mesmo dia que completa 34 anos, na próxima segunda (28), a CUT começa a discutir nacionalmente e internacionalmente os rumos da maior central sindical da América Latina.
Em São Paulo, uma delegação internacional de quase 100 pessoas de todas as regiões do mundo, mais de 720 delegados e delegadas de todo país e movimentos sociais do campo e da cidade, da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, participarão da abertura da “15º Plenária/Congresso Extraordinário e Exclusivo: 100 anos depois...A luta continua! Nenhum Direito a Menos" da CUT, que vai até quinta (31)”.
É uma Plenária Estatutária que fundiu com um Congresso Extraordinário devido à gravidade do momento em que o nosso país vive e relembra no nome da atividade, os 100 anos da primeira Greve Geral do país e a luta continua.
“Muita coisa mudou desde o 12º Congresso da CUT, que aconteceu em 2015. A presidenta Dilma Rousseff estava no começo de sua segunda gestão em que o cenário era outro. Agora temos um presidente que não foi eleito para executar este projeto que tira direito do povo todos os dias”, enfatizou a Secretária-Geral Adjunta, Maria Faria.
“Precisamos atualizar coletivamente a análise de conjuntura, as estratégias e o plano de lutas para enfrentarmos e lutarmos com unidade contra os retrocessos para a classe trabalhadora, em defesa da democracia e por um país mais justo”, completou a dirigente.
A 15º Plenária/Congresso da CUT aconteceu em todas as regiões do país, trazendo sugestões e proposições de trabalhadores e de trabalhadoras de cada canto deste país para contribuir com as resoluções da Nacional para o próximo período.
A programação já está sendo divulgada e, praticamente, três temas nortearão os debates na Plenária/Congresso para subsidiar o atual plano de lutas. “A captura das democracias pelo capital”, Conjuntura internacional e nacional e “Financeirização, Automoção e o Futuro do Trabalho”.
“Será uma Plenária/Congresso que também visa conscientizar o trabalhador e a trabalhadora que estamos numa luta de classe. A ideia desta atividade nacional é ajudar a esclarecer que tem uma estratégia acontecendo no país [a elite quer tirar direitos para lucrar mais] e temos que ter a nossa, além de resistir”, afirmou Maria.
“Também, teremos um grande desafio para 2018. Temos que debater qual será o projeto que vai defender ou não a classe trabalhadora e a democracia no país. Nós como atores sociais, que somos, temos que discutir, sim, que país é este e que estado é esse que nós defendemos”, finalizou.
No dia 28, a abertura oficial do 15º Plenária/Congresso, que marcará os 34 anos da CUT, acontece a partir das 20 horas.

CNTE: Medida Provisória que trata do novo Fies dificulta o acesso ao ensino superior

Ontem (23), o secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Gilmar Ferreira, participou da primeira audiência pública da comissão mista que analisa a medida provisória do novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) - MP 785/17. Na avaliação de Gilmar Ferreira, esse instrumento cria inúmeras barreiras que impedem o acesso ao ensino superior: “A MP diminui o período de carência, obrigando o estudante a pagar pelo financiamento antes mesmo de concluir o curso, além de exigir um fiador”, explica.
Outro ponto abordado pelo secretário da CNTE é o desconto em folha de pagamento, que vai afetar muitos estudantes, especialmente os trabalhadores em educação: “Com a fragmentação que temos nos contratos e políticas de contratação temporária que sobressaem nas grandes redes, esse desconto na folha de pagamento vai ser mais uma dificuldade para acessar esse programa”, pontuou.
Participaram da audiência pública, representantes do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), da Associação Brasileira de Estágios (Abres), da Confederação Nacional Dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e da Campanha Nacional de Direito à Educação e do Todos pela Educação.

Acesso ao ensino superior
O diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Solon Caldas, questionou os números de inadimplência do Fies: "Nosso aluno precisa de uma política clara de incentivo, para estudar. Alardeiam que a inadimplência é de 50%, mas de qual montante estamos falando? Nem a mídia, nem o governo, sabem esse número de inadimplência". Para ele, é preciso que o governo busque estratégias para melhorar o Fies, mas sem retirar a oportunidade de acesso ao ensino superior.
A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e representante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Catarina de Almeida, avalia que a Medida Provisória não ataca de frente o problema do acesso ao ensino superior e de qualidade. “Na verdade a verba destinada hoje ao Fies deveria voltar para a expansão das universidades e instituições públicas. Hoje não há um controle da qualidade desse ensino que ofertado por meio do Fies”, denuncia.
Na avaliação de Gilmar Ferreira, da CNTE, não há como criar universidades públicas num curto prazo para atender toda a demanda por ensino superior no país e o financiamento estudantil poderia, com critérios bem estabelecidos, colaborar para democratizar esse acesso. No entanto, a Medida Provisória não traz essa proposta e se configura como mais uma tentativa de retirar direitos da população: “Nós entendemos que o governo ilegítimo do Michel Temer continua sua saga de contenção gastos federais para alimentar o rentismo e atua para diminuir a capacidade de investimento federal frente às grandes necessidades da população”, sintetizou Gilmar Ferreira.

Sobre a MP 785/17
O Fies é um programa do Ministério da Educação que financia cursos de graduação para estudantes de baixa renda em instituições particulares. Com a medida provisória 785/17, o governo alega que pretende economizar cerca de R$ 300 milhões ao ano somente em taxas bancárias. Editada em 6 de julho, o texto já recebeu 278 emendas de deputados e senadores e deve ser aprovada pelo Congresso até janeiro. Uma das alterações determina que o aluno comece a pagar o financiamento logo após a formatura. Pela regra atual, o estudante tem prazo de um ano para começar o pagamento.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Executiva Estadual do SINTE/SC convoca trabalhadores/as em educação para Reunião do Conselho Deliberativo e Assembleia Estadual

Pelo presente, convocamos todos/as os/as Conselheiros/as para participarem de Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo, a ser realizada no dia 5 de setembro de 2017, com início às 8h30 horas, na cidade de Florianópolis/SC, tendo por local a sala Joaquina do Centro de Eventos Centrosul, situado na Av. Governador Gustavo Richard, 850, com a seguinte pauta:
1 – Informes;
2 – Análise de Conjuntura;
3 – Concurso Público de Ingresso no Magistério Público Estadual;
4 – Reformas;
5 – Municipalização;
6 – Encaminhamentos;
7 – Outros.

Convocamos, também, todos os Trabalhadores em Educação para participarem da Assembleia Estadual Extraordinária, que será realizada no dia 05 de setembro de 2017, com início às 14 horas, na cidade de Florianópolis, tendo por local o Centro de Eventos Centrosul, com a seguinte pauta:

1 – Informes;
2 – Análise de Conjuntura;
3 – Concurso Público de Ingresso no Magistério Público Estadual;
4 – Reformas;
5 – Municipalização;
6 – Encaminhamentos;
7 – Outros.

Lembramos a todos que:
- Após a Assembleia, será realizado ato na Secretaria de Estado da Educação.
- De acordo com o que estabelece o § 3º do Art. 22 do Estatuto do SINTE/SC, “Nas assembleias gerais, terão direito a voz e voto todos (as) os (as) trabalhadores em educação, com a devida confirmação por meio de seu contracheque”. Desta forma, somente receberão o cartão de votação na assembleia os participantes que comprovarem seu vínculo com o estado, através do último contracheque. Os professores ACTs que escolheram aulas em 2017, e ainda não têm contracheque, deverão trazer declaração da escola comprovando seu vínculo com o Estado. Os professores ACTs, que ainda não escolheram aulas em 2017, deverão trazer seu último contracheque do ano de 2016.
- O SINTE/SC garantirá hospedagem, apenas para os Conselheiros, Coordenadores Regionais e Municipais que participarem da reunião do Conselho Deliberativo, desde que realizada a reserva até sexta, dia 01/09/2017.
- As reservas para hotel deverão ser enviadas, de acordo com o modelo em anexo, listando o nome de todos os hóspedes, sendo que o Sindicato irá garantir hospedagem apenas para os Conselheiros,de acordo com a relação encaminhada;
- A ocupação dos quartos se dará por ordem de chegada no hotel;
- Será disponibilizada creche, mediante pedido antecipado, feito até a sexta, dia 01/09/2017, com preenchimento de questionário;
- Em relação ao transporte, deverá ser observada a lotação mínima de 60%, com prioridade para Conselheiros. As Regionais próximas devem se comunicar, para verificar a possibilidade de locação destes transportes, de forma conjunta.

Sendo o que se apresenta para o momento, subscrevemo-nos.

Saudações Sindicais,

DIRETORIA EXECUTIVA

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Começa dia 28 o Congresso Extraordinário da CUT em SP

(Texto: CUT Nacional)

Entre os dias 28 e 31 de agosto, em São Paulo, a CUT promove Congresso Extraordinário e Exclusivo, para discutir a atual conjuntura política do país, e debater a organização da classe trabalhadora perante o golpe que mira os direitos trabalhistas.
Com o mote "100 anos depois...a luta continua - Nenhum direito a menos", o encontro lembra um século da primeira greve geral no Brasil, e, para nortear os debates, a Central preparou um roteiro que responde às principais perguntas. Entre elas, a razão de um Congresso Extraordinário neste momento, e de que maneira as ações golpistas afetam o cotidiano dos trabalhadores.

Confira abaixo:

15ª PLENÁRIA-CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DA CUT
ROTEIRO PARA ASSEMBLEIA DE BASE

1 - POR QUE REALIZAR UMA PLENÁRIA-CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO?

Por que não apenas Plenária Estatutária? Por que Plenária-Congresso Extraordinário?
Seguindo as orientações estatutárias, estava prevista a realização da 15ª Plenária Estatutária Nacional da CUT em 2017, como geralmente acontece no meio do mandato da direção. Na reunião  realizada no dia 6 de  dezembro do ano passado em Florianópolis, a Direção Nacional decidiu  transformar a Plenária Estatutária em Congresso Extraordinário. Tivemos e continuamos tendo motivos muito sérios para tomar esta decisão.
Estamos vivendo um momento crucial da história do País que exigirá da classe trabalhadora muita firmeza de propósito e muita disposição de luta. O governo Temer está com os dias contados. É vítima de suas próprias contradições e da corrupção que o assola, ao mesmo tempo em que  está  cada vez mais pressionado pelas manifestações dos setores populares que exigem sua saída.
A CUT não aceita a saída proposta pelos golpistas: a escolha do eventual substituto de Temer em eleições indiretas no Congresso Nacional. A CUT defende eleições diretas (Diretas Já)  e  uma Constituinte, exclusiva e soberana, para fazer a reforma do sistema político e preparar o terreno para as reformas estruturais necessárias ao fortalecimento da democracia e à promoção de um novo ciclo de desenvolvimento. 
A Direção Nacional resolveu transformar a Plenária Estatutária num Congresso Extraordinário para aprofundar este debate e mobilizar a classe trabalhadora para defender, nesta conjuntura complexa, os interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.

Por que o Fora Temer?
Há razões de sobra para o Fora Temer. Seu governo é ilegítimo desde a origem, nasceu de um golpe que o macula. Sua rápida trajetória tem sido de iniciativas perversas contra os interesses da maioria da população e contra a soberania nacional.
As mudanças que o governo ilegítimo de Michel Temer implementou estão levando o País ao retrocesso. Pior que isto: o governo golpista está destruindo os avanços obtidos a duras penas entre 2003 e 2015 e colocando em risco os direitos fundamentais que a classe trabalhadora conquistou em décadas de luta.
Sua política econômica jogou no desemprego cerca de 14,2 milhões de pessoas. Em vez de resolver a crise da economia, agravou a recessão. Em nome de uma concepção de  Estado mínimo,  diminuiu o investimento em políticas públicas essenciais como educação, saúde e moradia.  Está promovendo o desmonte da proteção aos setores mais frágeis da sociedade.
Serviços públicos estão sendo transferidos para o setor privado e a exploração de nossas riquezas está sendo entregue a empresas estrangeiras. Uma enorme quantidade de recursos está sendo desviada para o pagamento da dívida pública, atendendo aos interesses de banqueiros e de setores rentistas da sociedade, que vivem da especulação financeira.
Seu objetivo é colocar o Estado a serviço do mercado e não da população.  Pretende, com a reforma Trabalhista, retirar direitos fundamentais da classe trabalhadora, levando-a de volta ao passado, a uma situação de quase escravidão. Quer, com a reforma da Previdência, acabar com a aposentadoria e com todo o sistema da Seguridade Social.
Temos motivos mais imediatos para destituir o Presidente ilegítimo. As recentes denúncias feitas pelos donos da JBS em delações premiadas apontam o envolvimento de Temer em crimes de corrupção e de obstrução da Justiça. As notícias  provocaram a perda rápida e ampla de suas bases de sustentação política. 
As forças conservadoras procuram livrar-se de Temer e eleger um novo Presidente pela via indireta, no Congresso Nacional. Só a reação decisiva dos trabalhadores e das trabalhadoras, articulada com os setores populares da sociedade, poderá barrar essa manobra,  derrotando o  governo golpista e revogando  as medidas regressivas implementadas por Michel Temer, contrárias aos interesses da classe trabalhadora e da maioria da população brasileira. 
Precisamos levar o debate dessas questões para nossas bases, através da realização de assembleias massivas nos sindicatos e Plenárias-Congressos também massivos nos estados. 

NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

2 – O QUE O GOVERNO GOLPISTA PRETENDE COM A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A REFORMA TRABALHISTA?

O FIM DA APOSENTADORIA E DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O governo mente, quando alega que a Previdência é deficitária. Alega que sem a reforma não consegue equilibrar as contas da Previdência, situação que compromete a retomada do crescimento e inviabiliza o futuro do próprio sistema previdenciário. Ficou provado que o governo manipula os dados e que a Previdência Social não está no vermelho. Basta fazer as contas direito, incluindo nas receitas todas as fontes de recursos que a Constituição de 1988 aprovou para sustentar a Seguridade Social, da qual a Previdência faz parte. Além disso, o governo deve acabar com a desoneração de impostos concedida amplamente às empresas,  coibir a sonegação e cobrar das empresas as vultosas dívidas atrasadas com a Previdência.
Na avaliação da CUT, em vez de reformar, o governo quer acabar com a aposentadoria e privatizar a Previdência Social. No futuro, só terá este serviço quem puder pagar. Os sindicatos cutistas e os movimentos populares reagiram às propostas de reformas (da Previdência e Trabalhista) com três manifestações massivas no mês de março,  com a histórica  greve geral do dia 28 de abril e  com memorável ocupação de Brasília no dia 24 de maio. Outros setores importantes da sociedade também marcaram posição contra estas medidas autoritárias, nefastas e impopulares. 
Diante dessa pressão, o governo recuou e mudou vários pontos da proposta original. Mesmo assim, ela continua sendo inaceitável.
. Primeiro, porque leva à perda de direitos: aumenta a idade, amplia o tempo de contribuição e diminui o valor do benefício.
. Segundo, porque dificilmente os/as trabalhadores/as poderão usufruir do benefício. Nas condições atuais que os /as trabalhadores enfrentam no trabalho, dificilmente atingirão a idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; 60 anos para agricultor familiar e 57 anos para agricultora familiar; 60 anos para professores/as. Da mesma forma, os trabalhadores/as urbanos/as não conseguirão pagar o tempo exigido de contribuição para ter acesso à aposentadoria parcial ( 25 anos) ou integral  (40 anos). Para os/as trabalhadores/as rurais o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos.
. Terceiro, porque mantém privilégios de um pequeno grupo de beneficiados (militares, parlamentares, entre outros setores com maior poder de pressão), enquanto retira direitos da imensa maioria dos/as trabalhadores/as.
.  Por último, porque a reforma da Previdência é rejeitada pela maioria absoluta da  população (93% segundo pesquisas). Este foi o resultado do intenso trabalho feito pela CUT, pelos movimentos populares, pela Igreja Católica, por Igrejas Evangélicas e por entidades representativas da sociedade. Este foi também o recado dado pela classe trabalhadora na greve geral que atingiu 40 milhões de pessoas.

REFORMA TRABALHISTA PARA RETIRAR DIREITOS E AUMENTAR A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO.
A Reforma trabalhista do governo golpista incorpora os principais pontos da proposta de mudança na legislação trabalhista apresentada pela CNI ( “101 Propostas para a Modernização Trabalhista”) e foi assumida pelo governo Temer como pagamento da fatura pelo apoio recebido dos empresários ao golpe que o levou ao poder. Se aprovada, criará uma situação de terra arrasada em relação aos direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo de décadas de luta, destruirá a organização sindical e impedirá que trabalhadores/as recorreram à Justiça do Trabalho quando seus direitos forem desrespeitados.

Para a CUT, a Reforma Trabalhista é inaceitável, pelos seguintes motivos básicos:
Primeiro, porque muda o contrato de trabalho substituindo o emprego formal por emprego precário. No lugar do contrato formal de trabalho com uma jornada de 44hs semanais, o projeto de reforma cria a possibilidade do trabalho intermitente (quando o/a trabalhador/a fica à disposição do empresário, mas só recebe pelas horas trabalhadas); altera as regras já ruins do trabalho parcial e do trabalho temporário; permite o prolongamento da jornada de trabalho e a realização de horas extras, sem que as horas excedentes sejam remuneradas. Permite a terceirização sem limites, levando os/as trabalhadores/as situações de trabalho precário, pior remunerado, insalubre e inseguro.
Segundo, porque a reforma acaba com o papel de interlocução do sindicato com a sociedade, em nome dos interesses dos/as trabalhadores/as,  diminuindo também seu papel de representação no local de trabalho e sua função de defender os trabalhadores através da negociação coletiva. Os defensores da reforma alegam que ela vai fortalecer os sindicatos. Esta é a mais deslavada das mentiras. Na verdade, vai enfraquecer os atuais sindicatos e impedir que continuem defendendo os/as trabalhadores/as. Isto vai acontecer por vários motivos:
. Porque permite às empresas, sem qualquer participação do sindicato,  eleger uma comissão de trabalhadores para negociar direitos dos trabalhadores no lugar do sindicato, substituindo-o inclusive na hora de fazer a homologação nos casos de rescisão de contrato.
. Porque o que for negociado por esta comissão vai prevalecer sobre os direitos assegurados em lei.
Porque no projeto a negociação com a empresa e seu resultado (acordo coletivo) se sobrepõe à negociação por categoria (convenção coletiva), rebaixando-a.
. Porque impede a ultratividade das convenções coletivas: os direitos da convenção anterior perdem validade, fazendo com que cada negociação comece novamente do zero.
. Porque permite, inclusive, a realização e acordo individual do trabalhador com a empresa, levando ao mesmo resultado: perda de direitos.
. Terceiro, porque dificulta o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho. Pela proposta, só trabalhadores/as com renda de até 30% do teto do benefício do Regime Geral de Previdência Social podem ter acesso gratuito aos serviços prestados pela Justiça do Trabalho. 
Além disso, cria a possibilidade de prescrição do processo trabalhista, quando o processo ficar parado, por interesse do/a trabalhador/a. Restringe a possibilidade de indenização dos trabalhadores/as através da venda do patrimônio da empresa devedora. Por último, limita o exercício dos advogados trabalhistas.

RESULTADOS
Se essas mudanças acontecerem de fato, teremos um futuro sombrio para o País e para a classe trabalhadora. Os trabalhadores e as trabalhadoras estarão sujeitos às formas mais aviltantes de exploração do trabalho. Viverão de bico, trabalhando muito mais, ganhando muito menos. Os sindicatos, tal como existem hoje, acabarão. No seu lugar, poderão  ser criados sindicatos por empresa, controlados por elas e a seu serviço.
Com o desmonte das políticas públicas voltadas para as necessidades essenciais da população, e com um governo priorizando os interesses do mercado em vez de combater as desigualdades sociais, em vez de uma “ponte para o futuro”, teremos uma volta ao passado de semiescravidão e de pobreza para a maioria da população brasileira.
Para a classe trabalhadora, só há uma saída: a luta. Luta que tem como prioridade zero retirar da pauta de votação no Congresso a reforma Trabalhista e a reforma  da Previdência. Luta que tem como objetivo mais amplo a derrota do governo golpista, a revogação das medidas implementadas pelo governo ilegítimo, contrárias  à soberania nacional e aos interesses populares!

CONCLUINDO
. Aprofundar esta discussão com os trabalhadores e as trabalhadoras durante a assembleia de base é a primeira tarefa dos dirigentes cutistas. Os sindicatos devem se empenhar em realizar assembleias representativas para escolher os delegados e as delegadas para a Plenária-Congresso Estadual Extraordinário.
. Só desta maneira conseguiremos transformar a Plenária-Congresso num processo formativo e mobilizador para a luta. O atual momento histórico exige de todos/as este compromisso.
. Temos que sair deste Congresso Extraordinário com a nossa estratégia atualizada e voltada para a execução de um Plano de Ação que marque a nossa capacidade de resistência, proposição e realização de lutas que se direcionem para o fortalecimento do projeto político e organizativo da CUT e do seu protagonismo na sociedade.
. Só assim, transformaremos o Congresso num evento, de fato, extraordinário. Juntos, Somos Fortes, Somos CUT! 


FORA TEMER!
DIRETAS JÁ
NENHUM DIREITO A MENOS!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

CNTE faz análise sobre o PL 6.847/17, que visa regulamentar o exercício da profissão de Pedagogo

Nesta segunda-feira (21/8), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou análise sobre o PL 6.847/17, em tramitação na Câmara dos Deputados, que visa regulamentar o exercício da profissão de Pedagogo/a, criando os Conselhos Nacional e Regionais de Pedagogia.
Apesar do discurso de valorização dos profissionais da Pedagogia, a Confederação chama a atenção para as ações de mobilização contra esse Projeto de Lei que, na verdade, pretende impor prejuízos e limitações laborais a esse segmento da categoria dos profissionais da educação.
A CNTE assume o compromisso de esclarecer e mobilizar os pedagogos acerca do Projeto, para que atuem também perante os parlamentares a fim de derrotar mais essa ofensiva neoliberal sobre os trabalhadores em educação.

Leia a análise da CNTE:

Desmonte da saúde da mulher foi tema central de Conferência Nacional em Brasília

Agenda de mobilizações tenta barrar desmonte das políticas públicas na área da saúde

(Texto: Luciana Waclawovsky/CUT)

Resistência e lutas traduziram os três dias de debates da 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher, conforme mostrou o protesto realizado já na abertura oficial do encontro, que aconteceu de 17 a 20 de agosto em Brasília/DF. Para a secretária nacional da Saúde do Trabalhador, Madalena Margarida, a manifestação que escorraçou o ministro da Saúde da mesa e o ato público realizado horas antes, foram o combustível para o enfrentamento ao desmonte do Estado que está sendo promovido pelo atual governo.
“A maioria das mulheres já chegou com essa perspectiva, pois como foi um espaço construído na resistência, a etapa nacional simbolizou tudo o que a gente vivenciou nos municípios e estados. Então essa 2ª conferência representa, nas nossas vidas, apenas um passo extraordinário que demos, não no avanço da política, mas no sentido de termos mulheres mais inseridas nos debates e retomando os espaços de discussão sobre os direitos sexuais e reprodutivos e sobre a saúde da mulher”, avaliou a dirigente.
A partir de agora, explicou Madalena, a CUT terá outra tarefa: fazer o debate interno de articulação com o movimento de mulheres e a construção de um manifesto. “Precisamos pegar tudo o que a gente conseguiu aprovar até aqui, todos os avanços e acúmulo do debate, que é mais importante que a proposta, e trazer para dentro. Fazer com que os sindicatos e nossos dirigentes participem mais do controle social. Construímos as propostas, as moções, as emendas, discutimos, ampliamos e agora é hora de pegar o documento finalizado e discutir com nossas bases como vamos lutar por essa implementação.”
Segundo ela, nos quatro eixos debatidos na Conferência, conforme documento orientador publicado pelo Conselho Nacional de Saúde, o mote era o de resistência, enfrentamento e indignação com o sucateamento do Sistema Único de Saúde e, consequentemente, à saúde da mulher. Com isso foram aprovadas propostas em relação à saúde sexual reprodutiva, além de uma moção contra o Estatuto do Nascituro.
Em relação à saúde da mulher trabalhadora, a dirigente afirmou que é extremamente desolador saber que na nova legislação trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional em 12 de julho e que entrará em vigor a partir de novembro, o impacto para a vida das mulheres será bem maior. “Mas nada nunca foi de graça pra gente e acho que as mulheres vão encontrar uma forma de fazer o enfrentamento a essa lei. As vaias da abertura do evento mostraram isso: vamos para o enfrentamento seja com o patrão, seja com esse governo golpista. Não iremos nos calar!”
O documento final da 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher, que tem mais de 300 propostas, está previsto para ser apresentado a partir da segunda quinzena de setembro deste ano, quando a Comissão Nacional Organizadora se reunirá para produzir o relatório. A previsão é entregar ao Conselho Nacional de Saúde em outubro.

CNTE: Em defesa de direitos

Vamos pressionar o Poder Legislativo de todo País para garantir os recursos que a educação pública precisa para:
- Incluir todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos de idade nas escolas.
- Conceder Planos de Cargos, Carreiras e Salários dignos para todos/as os/as profissionais da educação, com Piso Salarial Profissional Nacional na base remuneratória.
- Equiparar a média salarial dos/as professores/as com a de outras categorias com formação profissional idêntica.
- Ampliar os recursos financeiros para que a educação alcance o percentual de financiamento equivalente a 10% do PIB (Meta 20 do Plano Nacional de Educação).
- Implementar o Custo Aluno Qualidade e a Gestão Democrática em todos os estados e municípios do País.
Esses são os direitos da sociedade e os deveres do Estado!
Se o Estado não cumpre seu dever, cabe a nós (povo) lutarmos por eles!