"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Reunião discute os desafios para fortalecer a comunicação dos Sindicatos CUTistas

 
Escrito por: Silvia Medeiros – Assessora de Imprensa da CUT-SC

Com a participação de jornalistas e dirigentes sindicais o encontro apresentou os desafios para avançar na democratização da mídia e como está a comunicação nos sindicatos e na Central

Criar uma rede de comunicação entre os sindicatos CUTistas e fortalecer a comunicação da classe trabalhadora, estes foram os objetivos da reunião entre dirigentes e jornalistas das entidades da CUT, que aconteceu no dia 10 de fevereiro, no auditório do Sindicato dos Bancários, em Florianópolis.
Mais de 35 pessoas estiveram no encontro, que contou com a participação do assessor de comunicação da CUT nacional, Alex Capuano. No primeiro momento, o assessor da CUT apresentou um panorama da atual conjuntura brasileira e os desafios para garantir uma comunicação mais democrática e que dê voz aos trabalhadores e aos movimentos sociais. “Temos um grande latifúndio midiático, políticos importantes e influentes são donos de grandes veículos de comunicação. O poder e controle das informações está concentrado nas mãos de 10 famílias, eles que decidem o que o povo vai ver, ouvir e saber”.
Alex ainda destacou o posicionamento do recém reeleito, presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha do PMDB-RJ. “Eduardo Cunha foi um dos que mais lutou contra o Marco Civil da internet, que hoje é considerada uma das leis mais avançadas do mundo. Dentre suas missões da pauta conservadora, uma das principais, é enterrar a lei dos meios de comunicação”, avaliou Alex.
No segundo momento os Sindicatos puderam compartilhar a sua estrutura de comunicação, apresentando quais as ferramentas que utilizam, o que vem dando certo e o que precisa avançar. “Este foi um momento importante para conhecer a realidade dos nossos sindicatos e a partir dai, pensar ações para fortalecer a comunicação com os trabalhadores de Santa Catarina”, ressaltou Inês Fortes, professora do estado e Secretária de Comunicação da CUT-SC.
Impressões dos participantes - Eduardo Schmitz, jornalista do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais do Norte do Estado de Santa Catarina – SINPRONORTE avaliou como positiva essa primeira reunião da comunicação da CUT-SC. “Precisamos dar o primeiro passo, nos conectar e formar um grupo de jornalistas e dirigentes, para a partir daí pensar ações mais concretas”. Mylene Margarida, jornalista do Sindicato dos Trabalhadores Federais de Santa Catarina – SINTRAFESC - ressaltou que não podemos deixar as ações somente no papel, precisamos construir uma opção de comunicação aos trabalhadores.
O diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina – SINTESPE, Wolney Chucre destacou a importância de ampliar o debate político sobre a comunicação e criar ações para fortalecer a coleta de assinaturas do Projeto de Lei da Mídia Democrática. “Não podemos deixar esse compromisso de lado! Com todo esse cenário ruim que nos cerca politicamente, precisamos no unir e levar ás ruas esse projeto que vem para garantir espaços mais democráticos na comunicação deste país”, lembrou Wolney.
Encaminhamentos - Algumas ações já foram definidas para formar a rede de comunicação da CUT-SC, como a criação de um grupo de e-mails e de facebook para que os jornalistas e dirigentes possam trocar matérias sobre as lutas dos seus sindicatos com todas as entidades CUTistas. Além disso, ficou evidente a necessidade de envolvimento dos dirigentes frente ao tema da comunicação, por isso o grupo tirou como encaminhamento a realização de um Seminário político que trate sobre a importância da comunicação na disputa de hegemonia na sociedade. O seminário será construído com os participantes desta reunião e esta previsto para o segundo semestre de 2015.

CNTE: Moção de apoio à greve da educação do Paraná

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE, entidade representativa de mais de 2,5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, vem a público manifestar seu incondicional apoio à greve das/dos profissionais da educação do estado do Paraná, organizada pela APP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, legítimo representante da categoria.
A CNTE defende a educação pública como direito inalienável da população brasileira. Para tanto, os governos precisam assumir suas responsabilidades e, sobretudo, respeitar esses/as trabalhadores/as. O que não acontece no estado do Paraná, onde o governador Beto Richa enviou para a Assembleia Legislativa projeto de lei que prevê a extinção dos quinquênios e torna mais difícil o gozo de licenças. A medida também promoveu cortes no vale-transporte e muda as regras para a previdência dos servidores.
Sob o véu da austeridade são tomadas medidas autoritárias, prejudiciais aos/às trabalhadores/as e aos alunos, como o corte de 10 mil funcionários e o fundo destinado à manutenção das escolas e compra de materiais não será repassado às escolas. Além disso, o pagamento do terço de férias dos docentes e da rescisão dos 29 mil professores temporários que trabalharam na rede no ano passado ainda não foram realizados.
A CNTE endossa as exigências das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação pública do Paraná, destacando os principais pontos para serem tratados imediatamente em negociação: Retomada dos projetos educacionais e programas, abertura e reabertura de turmas/matrículas, contra a superlotação das salas de aulas e nomeação de todos/as os/as concursados/as.
A educação é um bem, um direito a que todas e todos devem ter acesso. Por isso, não aceitamos que as medidas de contenção de gastos atinjam o que há de mais importante para uma sociedade: a educação. Crianças e jovens não podem ser prejudicadas em nome de contenção de gastos.

Brasília, 9 de fevereiro de 2015
Roberto Franklin de Leão
Presidente
Manifestação dos professores grevistas, na Assembleia Legislativa do PR.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Regional de Palmitos realiza Assembleia dia 20

 

A Coordenação Regional do SINTE de Palmitos realiza Assembleia Regional, no próximo dia 20, às 19 horas, no auditório da Escola de Educação Básica Felisberto de Carvalho. De acordo com a Coordenadora Regional, professora Elivane Secchi, na pauta, constam repasse da reunião do Conselho Deliberativo do SINTE/SC e análise da proposta do governo do Estado à carreira do magistério catarinense.
Contamos com a presença de todos e todas, na Assembleia, para fazermos estudo sério e profundo do conteúdo da proposta, o qual deve envolver professores efetivos, ACTs, reabilitados e aposentados, diretores, assistentes técnicos pedagógicos, assistentes educacionais, orientadores, especialistas, secretárias”, argumenta Elivane. Segundo ela, há diversas contradições, e/ou falta de esclarecimentos, neste plano proposto pelo governo.

Falta de professores e Diário Digital marcam os problemas deste início de ano letivo na Rede Pública do Estado

O SINTE/SC está recebendo inúmeras reclamações e denúncias dos trabalhadores/as em educação, com relação a diversos problemas, neste início de ano letivo, fato que não é notícia nova para o Sindicato. O início das aulas veio acompanhado da falta de professores, por conta do atraso na 2ª chamada da escolha de vagas dos ACTs, enturmação, infraestrutura precária em muitas escolas, falta de material e a novidade do ano, o “Diário Digital”, professor e aluno online, sistema em implantação pelo governo do Estado.
A informatização do processo de registros e controle funcional de estudantes é uma realidade, em qualquer instituição, e não somos contrários ao avanço técnico, para agilizar e facilitar a circulação das informações, tanto para a escola e o sistema de ensino, quanto para pais e alunos. O problema está nas condições e a maneira de implantação das inovações. Pois, em primeiro lugar, é necessário que as novidades tenham viabilidade técnica, para serem implantadas, ou seja, que se tenha acesso aos equipamentos necessários, e, nesse caso, uma internet compatível, para que se possa dispor do novo sistema, além da capacitação necessária, para que os usuários (professores) possam operá-lo com eficiência.
Neste sentido, orientamos que cada escola analise sua realidade:
1 – A escola dispõe de internet com velocidade e suporte para esse sistema?
2 – A escola está equipada com sinal wifi em todos os seus ambientes?
3 – Cada professor terá disponibilizado um computador (notebook) para operar o sistema?
4 – Foi possibilitada capacitação e os professores sabem usar o diário de classes online?
Caso considerem que as condições não estejam adequadas, orientamos que não aceitem a adesão ao diário de classe online, e que registrem em ata, expondo por que não será adotado o novo sistema.
O SINTE/SC, por sua vez, encaminhará à SED os posicionamentos do Conselho Deliberativo, para que o sistema seja aplicado dentro dos seguintes passos:
1 – Equipar as escolas com internet que funcione, sinal wifi em todas as salas de aula e notebook aos professores.
2 – Que se realize oficinas de capacitação.
3 – Que o sistema seja aplicado de forma gradativa.

Número de Alunos por sala de Aula – Enturmação
Na audiência com o Secretário de Educação, no dia três de fevereiro de 2015, quando questionado sobre o assunto, disse que quando houver a necessidade de enturmações fora do “padrão”, essas poderão ser feitas, desde que a escola apresente as justificativas do porquê se faz necessário tal procedimento. Além disso, a SED/SC assumiu que a orientação que está repassando para as GEREDs e Escolas, sobre o número de alunos por sala, é com base no parecer técnico do Ministério Público Estadual, que reiterou o que já está previsto na lei 170, ou seja, que o número máximo de alunos por turma é de 15 alunos na educação infantil até quatro anos, 25 alunos de 4 a 6 anos, 30 alunos até o quinto ano das séries iniciais e 35 alunos do sexto ano ao nono ano das séries finais e 40 alunos para o ensino médio, desde que a sala tenha no mínimo 54,5m². Caso a sala seja de 48m², o número não pode ultrapassar os 35 alunos por sala.
Frente ao exposto, fiquemos atentos para que não se distorça a função da escola, de atender universalmente os estudantes da comunidade, respeitando o zoneamento, não sendo admissível a recusa de matrículas.
Caso prevaleça o problema, o caso deve ser levado ao Ministério Público e ao SINTE Regional, para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Conselho do SINTE/SC aprova elaboração de contraproposta para governo

No primeiro dia da Reunião do Conselho Deliberativo, os representantes das 30 Regionais do Sindicato debateram amplamente o estudo/proposta do novo Plano de Carreira do Magistério. Os conselheiros e executiva votaram e aprovaram pela elaboração de uma contraproposta para ser entregue ao governo do Estado, mas foram unânimes em afirmar que não aceitarão qualquer tipo de retirada de direitos já adquiridos. O estudo ainda será discutido no âmbito de toda a categoria.
Para isso, a partir da semana que vem, os dirigentes iniciam as reuniões de representantes e assembleias regionais. Na primeira quinzena de março, o SINTE convocará Assembleia Estadual, onde os trabalhadores/as vão analisar as possibilidades e deliberar a respeito. A reunião do Conselho continua hoje, quando outras pautas administrativas e de conjuntura estão sendo discutidas.
 
 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Carreira: SINTE/SC tem muitas divergências no estudo apresentado pelo governo

A Diretoria Executiva do SINTE/SC avaliou o estudo do novo Plano de Carreira para o Magistério Catarinense, apresentado pelo governo do Estado ao Sindicato, e traz as seguintes considerações:
- O governo do Estado, antes mesmo de receber a diretoria do SINTE, já divulgou previamente o estudo. Sendo assim, entendemos que não tivemos uma audiência, mas, sim, um informe do que já estava pré-estabelecido. Da mesma forma, após a reunião com os dirigentes, alardeou seu plano para toda imprensa, com um claro discurso de que está oferecendo apenas melhorias ao magistério, sem aguardar uma avaliação criteriosa, por parte do Sindicato, para se pronunciar a respeito, deixando de lado uma explicação mais detalhada do significado de cada proposição;
- Entendemos que a proposta não respeita a Lei do Piso, pois a mesma é autoaplicável e o reajuste, este ano, de 13,01%, deve ser pago integralmente na Carreira, e, a partir daí, o governo deveria iniciar as projeções de descompactação da tabela;
- O governo usa os direitos dos trabalhadores/as, para elaborar uma proposta de descompactação da tabela, com a incorporação de 25% da Regência de Classe à remuneração, mantendo 15% de complemento de hora atividade apenas para os professores/as dos anos iniciais;
- Cria incentivo aos professores dos anos finais e ensino médio, que estão em sala de aula, com valores diferenciados de acordo com sua habilitação, lembrando que este incentivo só será dado proporcional aos dias trabalhados, e, em caso de falta, o trabalhador/a terá o dia descontado do valor final. Vale destacar que esta “gratificação” será incorporada aos vencimentos na ocasião da aposentadoria. Temos, então, uma nova modalidade do Prêmio Assiduidade, com a valorização vinculada à frequência;
- O enquadramento se dará pela atual habilitação e o tempo de serviço, dentro da nova tabela apresentada;
- A Progressão Horizontal obedecerá aos critérios de tempo e aperfeiçoamento: a cada 3 anos e 200 horas de cursos aprovados pela SED, lembrando que, se o professor/a não alcançar as 200 horas, não ocorrerá a progressão;
- No estudo, o governo extingue da carreira os professores/as com formação de ensino médio e licenciatura curta, criando um quadro específico para os profissionais atualmente na ativa;
- Os ACTs são desvinculados da tabela de carreira do magistério, e o valor salarial será fixado anualmente, sem estabelecer qual critério para o reajuste. A admissão respeitará os módulos vigentes de contrato, ou seja, as jornadas modulares, 10, 20 ou 30 horas, mas, poderá flexibilizar a contratação, de acordo com as aulas disponíveis na escola, por exemplo, duas horas aula. Sua remuneração será: vencimento+hora-atividade+incentivo à produtividade em sala de aula.
Ao elaborar uma proposta, tendo como base inicial o nível de graduação, o governo não respeita a Lei do Piso, pois não vincula a proposta de carreira ao Piso Salarial Nacional. No entendimento do Sindicato, o reajuste do Piso deve ser dado, a partir da formação em nível médio.
A proposta condiciona o reajuste e a descompactação apenas aos recursos do FUNDEB, sem nenhum novo investimento por parte do Estado. Ao vincular apenas as verbas ao FUNDEB, o governo limita a ampliação de oferta e melhorias da educação pública em Santa Catarina. Além disso, a incorporação da regência abre a possibilidade do congelamento dos salários daqueles que recebem acima do Piso Nacional.
Neste sentindo, a Diretoria levará a discussão primeiramente ao Conselho Deliberativo, e posteriormente ao conjunto da categoria. No entanto, o Sindicato afirma que não admitirá um projeto que apresente qualquer perda de direito dos trabalhadores/as do magistério estadual, estes adquiridos historicamente, através de muitas lutas. Nós, enquanto Sindicato, não podemos apenas pensar em ganhos monetários imediatos, mas, sim, na carreira como um todo, pois será ela que deverá nortear os profissionais da educação de ontem, de hoje e de amanhã.

Diretoria Executiva do SINTE/SC

Assista entrevista com o Coordenador Estadual do SINTE/SC, professor Luiz Carlos Vieira, que fala sobre o assunto:

SINTE/SC recebe estudo da nova Carreira do Magistério

 
 
 
A Executiva Estadual do SINTE esteve reunida terça-feira (03/02), pela manhã, com o secretário Eduardo Deschamps e a equipe do Departamento de Gestão de Pessoas da SED, para apresentação de um estudo do novo Plano de Carreira para o Magistério Catarinense. Segundo o Coordenador Estadual Luiz Carlos Vieira, a proposta é bem complexa, e já está sendo discutida na executiva, sendo encaminhada para debate com as lideranças da base da categoria na reunião do Conselho Deliberativo do SINTE, que acontece hoje (05/02) e amanhã, em Florianópolis.
Independente da proposta encaminhada, o governo garantiu que pagará, em folha suplementar, ainda no mês de fevereiro, o complemento do Piso para os trabalhadores com os vencimentos abaixo de R$1.917,78, valor mínimo estipulado pelo MEC, para 2015.

Veja o estudo apresentado pela SED: