"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

SINTE/SC convoca magistério para amanhã 13 de agosto - Dia de Paralisação Nacional da Educação

Todos os estados e o Distrito Federal estarão mobilizados no próximo dia 13 na Paralisação Nacional contra os desmontes na Educação e em defesa do direito à aposentadoria e das garantias sociais, convocada pela CNTE conjuntamente com entidades sindicais e movimentos sociais. Haverá atos nas 27 capitais, além de cidades do interior. A Paralisação terá, entre outras pautas, os recentes cortes no orçamento do Ministério da Educação promovidos pelo governo Jair Bolsonaro. Universidades e Institutos Federais estão entre os mais afetados, mas a educação básica também está ameaçada. Um novo bloqueio no orçamento do MEC no valor de R$ 348 milhões, divulgado nesta quarta-feira (7/8), afetará a compra e a distribuição de centenas livros didáticos que atenderiam crianças do ensino fundamental de todo o país.
Por isso o SINTE/SC convoca as trabalhadoras e trabalhadores da educação para paralisar e participar dos atos em sua cidade ou região. Informe-se na sua Regional do SINTE.

Confira os atos em SC:

Coordenador Estadual do SINTE/SC, Luiz Carlos Vieira: Especial 13 de agosto, Dia de Paralisação Nacional da Educação

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Empossada a Executiva Estadual do SINTE/SC

Lideranças da Regional do SINTE de Palmitos participam do evento.
Agora há pouco, foi empossada a Executiva Estadual do SINTE/SC. Em solenidade realizada em Florianópolis, o Coordenador Estadual do SINTE/SC, Luiz Carlos Vieira, destacou a importância da união de todos/as os/as trabalhadores e trabalhadoras, “nas lutas que teremos, diante desse caos em que nos encontramos”. Vieira pediu a participação de todos/as, de cada um e cada uma, para que o SINTE continue símbolo de resistência e luta, para mais conquistas. Em seguida, o Coordenador Estadual empossado chamou todos/as os/as Coordenadores e Coordenadoras das Regionais, para assumirem com ele a mobilização de toda a categoria. O Presidente da CNTE, Heleno Araújo, participou do evento, destacando a importância do trabalho do Sindicato e cumprimentando os dirigentes.
 
 
 
 
 

Lideranças da Regional de Palmitos participam da posse dos 55 Conselheiros do SINTE/SC

Hoje (09/08) pela manhã, lideranças da Regional de Palmitos participaram da posse dos 55 Conselheiros do SINTE/SC. Do SINTE de Palmitos, Gilson Gugel assumiu como Conselheiro Estadual, tendo como Suplentes Carmem Nelita Rigotti e Rolf Ludwig Biehl.
 
  
Fazem parte da nova Coordenação Regional do SINTE de Palmitos:
Coordenadora Regional: Miriam Monicat Herbert
Diretora de Organização: Heidi Collishonn Biehl
Diretora de Imprensa e Divulgação: Maria Célia Frohlich
Diretora Financeira: Carmem Terezinha Comel
Diretora de Assuntos Educacionais e Culturais: Aline Aparecida Ernzen
Diretora de Assuntos Jurídicos e Trabalhistas: Helena Dick Becker
Diretora Sindical e de Formação: Loricinei Orsolin
Suplentes: Arli Silvana Orsolin, Daiana de Souza, Dilnei Feil, Elivane Secchi, Fabiane Marisa Kegler, Jaqueline Maria Ernzen Bortolonza, Maria Luiza Mayer, Marli Helena Carloto, Rejane Land e Sirlei Ludke Schmidt.
Conselheiro Estadual: Gilson Gugel. Suplentes: Carmem Nelita Rigotti e Rolf Ludwig Biehl.
Análise de conjuntura – O professor Evandro Accadrolli, Secretário de AEs, ATPs, Especialistas em Assuntos Educacionais, Consultores e Funcionários do SINTE/SC, usou da palavra, durante a solenidade de posse do Conselho Estadual da entidade, quando apresentou análise da conjuntura atual:

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

CNTE: Coletivo de Funcionários debate a conjuntura menos democrática já vivida no Brasil

(Texto e foto: Jordana Mercado)

A reunião do Coletivo de Funcionários/as da CNTE Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) que terminou hoje (7), em Curitiba-PR, oportunizou um debate bastante esclarecedor sobre o cenário atual enfrentado pela classe trabalhadora.
Num dia que acordou ao sabor da votação do 2o turno da Reforma da Previdência na calada da noite, o Presidente da APP Sindicado do Paraná, Hermes Leão, conduziu o grupo por uma retrospectiva do último período. Numa narrativa do golpe que, segundo ele, continua com desdobramentos, ele definiu o recente período eleitoral como um dos atos desse golpe, onde um candidato que nunca foi liderança alguma chegou à presidência da república. “Estamos vivendo o resultado de um processo eleitoral sequestrado pelo capital financeiro, e uma crise ética generalizada com ausência de valores e princípios”, disse.
Ele ainda defendeu que a Educação e a Juventude, juntas e articuladas, são a tônica capaz de dialogar com a sociedade e que, aproveitando as contradições tão evidentes, podem acumular forças para defender todas as políticas públicas que estão sob ataque. “É nossa responsabilidade como educadores e dirigentes sindicais compreender e assumir o protagonismo que esse ciclo histórico exige de nós”, concluiu o professor.
O Secretário de Funcionários/as da Educação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Zezinho Prado, avaliou que a reunião foi um instrumento importante de reflexão e planejamento. Entre os encaminhamentos, foi apontada a intenção de nomear o Coletivo com o nome “Jocilene Barboza dos Santos”, que foi uma lutadora incansável pelos direitos dos funcionários/as da educação e que faleceu precocemente em dezembro do ano passado; como também solicitar que o próximo Encontro de Funcionários/as seja feito no Mato Grosso, estado de origem da referida companheira.
O Coletivo reafirmou o compromisso de apoiar todas as ações da CNTE na luta pela implementação pelo FUNDEB permanente e contra a Reforma da Previdência e, finalmente, os participantes apontaram a necessidade de reforçar as ações de celebração do dia 16 de maio que é o Dia Mundial do Funcionário de Escola.
Participaram da reunião de trabalho 34 representantes dos seguintes sindicatos afiliados à CNTE: AFUSE, APP Sindicato, CPERS, FETEMS, SEPE/RJ, SINDIUPES, SINDIUTE/CE,
SINPROESEMMA, SINPROJA, SINTAB, SINTE/PI, SINTE/RN, SINTEAC, SINTEAL, SINTEGO, SINTEP/MT, SINTEPE, SINTERO e SISE. 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

CNTE celebra os 10 anos da lei que reconheceu os funcionários da educação como profissionais da educação

De autoria da ex-senadora Fátima Cleide Rodrigues da Silva, que também era funcionária de escola, a Lei 12.014/2009 completa hoje 10 anos. Essa regulamentação foi criada para fortalecer os trabalhadores que atuam nas escolas, da portaria à secretaria, que mostram todos os dias que educação não é apenas do professor em sala de aula. A categoria dos funcionários da educação é formada por auxiliares administrativos, merendeiras(os), auxiliares de serviços gerais, de apoio e vigilância, e cada um deles é fundamental para a escola. Nesta terça-feira (6) também é comemorado o Dia Nacional dos Profissionais da Educação, instituído pela Lei 13.054/2014, criada pelo deputado Vicentinho.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) celebra essa data e reforça que trabalhou ativamente para a criação dessa lei. O secretário de funcionários da educação da CNTE, Zezinho Prado, ressalta: "A nossa contribuição pra essa lei foi fundamental. A Fátima Cleide já havia participado do nosso departamento de funcionários da educação, então a gente abraçou esse projeto de lei, percorreu gabinetes e lutou com a senadora pela aprovação no Congresso".
A CNTE criou o Departamento Nacional de Funcionários da Educação (DEFE), em 1995, que depois, durante o 32º Congresso da entidade, em 2014, se tornou a Secretaria dos Funcionários da Educação. Para o atual secretário da pasta, Zezinho Prado, temos muito a comemorar pois a Lei 12.014/2009 trouxe melhorias na carreira e grandes avanços na parte pedagógica: "É a lei mais importante para a formação continuada do funcionário da educação e proporcionou cursos de nível médio e superior para esses profissionais", destaca.
Zezinho Prado avalia que nos governos Lula e Dilma havia mais investimentos, sobretudo no Profuncionário - Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público: "O golpe de 2016 dificultou muito o acesso a esse programa. Vários estados e municípios querem manter o compromisso de continuar profissionalizando seus funcionários e melhorando seus planos de carreira mas o governo federal não está mais investindo e isso vem causando problemas sérios para nós, atinge a nossa luta".
Nesta terça (6) e quarta-feira (7), o coletivo de funcionarios da educação da CNTE está reunido em Curitiba (PR) para discutir os rumos dessa luta pela carreira e formação dos funcionários da educação, que vem enfrentando os retrocessos impostos pelo governo federal à pasta da Educação.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

SINTE-SC é contrário à PFC

A rede estadual de educação recebeu há alguns dias, orientações da Secretaria de Estado da Educação referente a PFC - Proposta de Flexibilização Curricular. Estas orientações direcionam ações que deverão ser realizadas para a implementação da flexibilização curricular, além de, informações sobre o apoio técnico necessário, para a elaboração e execução da proposta que deverá ocorrer no segundo semestre deste ano nas escolas pilotos, que consequentemente culminará no novo ensino médio a partir de 2020. As atividades e pesquisas que serão desenvolvidas irão determinar quais serão os itinerários formativos a serem adotados nestas escolas.
Diante desta ação, verificou-se um quadro de incertezas e indefinição para as escolas públicas, e tais indefinições decorrem da forma como vem sendo aplicado o método para a mudança no ensino médio, que desprezou a justa e legítima participação da comunidade escolar e da sociedade civil, na produção de uma proposta dos destinos da educação.
Assim, reiteramos a ausência de um processo que revele as reais necessidades para o melhoramento da educação nacional, que historicamente sofre a contribuição decisiva dos trabalhadores de educação. Há várias questões que precisam ser respondidas pelo governo, pois as mudanças que estão sendo propostas, põem em risco o sistema de educação pública submetendo-a total desestruturação.
Considerando o plano para a utilização dos recursos apresentada na proposta de flexibilização curricular - PFC, vale ressaltar a falta de manutenção das escolas enfrentadas atualmente pois a aprovação da Emenda Constitucional/95 congelou os gastos com saúde, educação e assistência social. Sendo assim, de onde virão os recursos? Uma vez que, de acordo com a proposta, a escola será responsável pelo planejamento financeiro dos recursos destinados via PDDE Novo Ensino Médio. Então a escola planeja o custo, mas não tem garantia do recebimento dos recursos.
Como a proposta de flexibilização curricular fará a formação continuada dos professores? – já que temos em nosso estado 58% dos professores admitidos em caráter temporário (ACT) de forma precária? Qual a garantia de sucesso deste programa?
Considerando a possibilidade de escolha dos percursos formativos, como o estudante que está fora da escola será contemplado com a implementação do programa, assim como cabe indagar a maturidade dos estudantes para realizar a escolha de sua formação? Considerando a estrutura física, técnica e de suporte pedagógico questiona-se se esta proposta é viável.
O SINTE-SC defende que a educação vai além do tecnicismo proposto e deve assumir a tarefa de preparar as pessoas para a cidadania, entendida como acesso aos bens materiais e culturais desenvolvidos pela humanidade. E neste caso, a prioridade da proposta de flexibilização curricular, coloca o educando como um ser determinado a responder uma demanda, as necessidades que o mercado apresentará no mapeamento realizado pelas escolas, ou seja, a escola somente a serviço dos interesses do mercado. Culminando no impedimento real para o estudante que almeja o ingresso no ensino superior.
Considerando que as escolas privadas não estarão submetidas a estas mudanças, teremos o fortalecimento de uma educação desigual, já que o estudante da rede estadual, com estas mudanças não terá acesso a algumas áreas de conhecimento que são consideradas fundamentais para seu ingresso no ensino superior.
Neste sentido, nós do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, reiteramos nosso posicionamento em torno da defesa da educação integral, entendendo-a como aquela que pretende compreender o ser humano na sua integralidade, na pluralidade e no aperfeiçoamento da transversalidade como um elemento inovador da educação, ou seja, a formação integral do aluno.
Diante das considerações apresentadas, o SINTE-SC rejeita esta proposta, pois ela amplia a perspectiva privatista do ensino médio e estende a precarização da formação e do trabalho docente que atende exclusivamente aos interesses alheios a uma educação pública de qualidade e cidadã. Em razão disto estamos submetidos a um risco de desestruturação do sistema educacional público estadual, uma vez que, a PFC trabalha com os fundamentos que vão fortalecer as desigualdades regionais. Historicamente no Brasil, a luta tem sido no sentido de ampliar a unidade do sistema educacional para o enfrentamento à pobreza e às desigualdades regionais. A Proposta de Flexibilização Curricular traz, na realidade, retrocesso, na forma de benefício à educação pública de Santa Catarina, comprovando mais uma vez, que a ótica do governo continua sendo capitalista e desigual.