"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



quarta-feira, 21 de março de 2018

Lideranças da Regional de Palmitos participam de Reunião do Conselho Deliberativo e Assembleia Estadual do SINTE/SC hoje na Capital

Lideranças da Regional de Palmitos participam de Reunião do Conselho Deliberativo e Assembleia Estadual do SINTE/SC, hoLideranças da Regional de Palmitos participam de Reunião do Conselho Deliberativo e Assembleia Estadual do SINTE/SC, hoje (21/03), em Florianópolis. A Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo do SINTE/SC foi realizada pela manhã, no auditório do Sindicato. Em pauta, informe, análise da conjuntura, campanha salarial, encaminhamentos, e outros.
A Assembleia Estadual do SINTE/SC será realizada, a partir das 13 horas, na Praça Tancredo Neves, centro da Capital. Lideranças da Executiva Estadual e todas as Regionais do SINTE/SC participam das atividades.
 
 
 

terça-feira, 20 de março de 2018

CNTE: 40% da carga horária a distância desmonta discurso falacioso da Reforma do Ensino Médio

Não, aos retrocessos da reforma do ensino médio e aos desmandos do governo golpista de Michel Temer e Mendonça Filho!

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 4,5 milhões de profissionais que atuam nas escolas públicas de nível básico do país, reitera sua reprovação à reforma do ensino médio instituída pela Medida Provisória 746, que deu origem à
Lei 13.415, pois se trata de expediente ilegítimo, falacioso e pernicioso à sociedade. Verdadeiro engodo!
Entre os inúmeros contrassensos da antirreforma educacional, que reduzirá a oferta de ensino médio em tempo integral nas escolas públicas do país, em comparação às políticas que vinham sendo implementadas pelo Governo Federal em parceria com os Estados, está a recém noticiada terceirização e privatização de 40% do currículo geral do ensino médio e 100% da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Dizemos terceirizar pois a escola não será mais local de aprendizagem para muitos estudantes! E o desejo de privatizar a escola pública é o que está por trás dessa
ação insana dos que comandam o golpe institucional no Brasil.
A cortesia que o governo quer conceder às empresas educacionais de capital nacional e internacional – recordistas em ações nas bolsas de valores em todo o mundo –, no entanto, contrapõe a Portaria 727, de 13 de maio de 2017, que instituiu o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral – EMTI. Ou seja: há menos de 1 ano o MEC anunciava (falsamente) a expansão da carga horária presencial nas escolas brasileiras e agora propõe (verdadeiramente) esvaziar as escolas, podendo os estudantes ficarem até 2 dias sem frequentar as escolas! Prova de que o golpe não tem limites!
Os anúncios que diminuem a carga horária escolar no ensino médio e na EJA constam da proposta de base nacional curricular comum (BNCC) que o Ministério da Educação (MEC) encaminhou ao Conselho Nacional de Educação (CNE). E, no fundo, representam a vontade explícita do governo golpista de se desresponsabilizar com a oferta pública educacional, gratuita e de qualidade, repassando, numa só tacada, grande parte da oferta pública para instituições privadas (conveniadas ou não com o setor público).
Ao invés de investir na formação, na contratação e na valorização de professores e em quadros técnicos administrativos, na infraestrutura e na ampliação de escolas e turnos integrais, o governo ilegítimo, fiel à Emenda Constitucional (EC) n. 95, que implantou o mais cruel ajuste fiscal da história do país, opta por precarizar ainda mais o ensino médio brasileiro. Se a reforma do ensino médio já apontava problemas conceituais e a tendência de descompromisso governamental para com a juventude e os adultos que não frequentaram a escola na idade apropriada – sobretudo negando o acesso dos jovens às cinco áreas de formação específica no ensino médio (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico), a regulamentação da BNCC poderá significar o desmonte total da escola pública de ensino médio.
Assim como a EC 95 e a reforma trabalhista (Lei 13.467), obras genuínas do golpe parlamentar/jurídico/midiático ocorrido no Brasil em 2016, a reforma do ensino médio também não encontra paralelos em nossa história republicana (somente no período escravocrata) e nos demais países do planeta. A CNTE já vinha orientando seus sindicatos filiados a se contraporem à regulamentação da reforma do ensino médio, por meio de convite à comunidade escolar para debater os impactos negativos da antirreforma na vida da escola e dos estudantes, e, diante do presente anúncio de terceirização e privatização de 40% do currículo do ensino médio e 100% da EJA, reiteramos essa convocação em caráter emergencial.

Não podemos permitir tamanho desatino com o futuro do país!
Precisamos defender a escola pública da sanha privatista!
Não aos retrocessos da reforma do ensino médio e aos desmandos do governo golpista de Michel Temer e Mendonça Filho!

Brasília, 20 de março de 2018
Diretoria Executiva

Dirigentes da CNTE participam da Assembleia Mundial das Mulheres

(Foto: Jordana Mercado)

Junto a milhares de pessoas, a delegação da CNTE participou da Assembleia Mundial das Mulheres, uma das atividades do Fórum Social Mundial na última sexta-feira, 16. A Assembleia aconteceu no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, e teve como tema "Contra o feminicídio e o machismo”. Mulheres de várias partes do Brasil e do mundo, representadas por diversas entidades, fizeram ecoar as vozes de todas as mulheres do mundo, exigindo: igualdade, autonomia, direitos e democracia.
“Essa Assembleia no Fórum Social Mundial, foi um marco para nós mulheres trabalhadoras que lutamos contra o machismo, o racismo, a lesbofobia e contra o capitalismo neoliberal. Mulheres de vários países, nos unimos em torno de uma pauta única: contra a violência à mulher e numa defesa intransigente da democracia”, avaliou Suely de Oliveira, Secretária para Assuntos da Mulher, da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), um dos maiores sindicatos da América Latina, filiado à CNTE.
Durante o ato, foram prestadas diversas homenagens à ativista de direitos humanos e vereadora pelo PSOL/RJ, Marielle Franco, brutalmente assassinada na quarta-feira, 14. O assassinato de Marielle se soma a tantas mortes brutais de lideranças populares no Brasil e, nesse momento de grande revolta e comoção nacional e internacional, ela e sua história representam o feminismo no nosso país, e a luta para que o fascismo não avance na nossa sociedade.

Será amanhã a Assembleia Estadual do SINTE/SC

Será realizada amanhã (21/03) a Assembleia Estadual do SINTE/SC, na Praça Tancredo Neves, centro de Florianópolis. A Assembleia, que mobiliza a Executiva Estadual e todas as Regionais do SINTE/SC, tem início marcado para as 13 horas. O horário foi antecipado, para que trabalhadores e trabalhadoras em educação participem da votação, na ALESC, dos vetos do governador Colombo, que acabam com a anistia das faltas do magistério.
Constam na pauta da Assembleia Estadual do SINTE/SC:
- Informes;
- Análise da Conjuntura;
- Campanha Salarial;
- Encaminhamentos, e outros.
Na manhã do mesmo dia (21/03), será realizada a Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo do SINTE/SC, com a participação de todos os membros da Executiva Estadual, Coordenadores Regionais e Municipais, juntamente com todos/as os/as Conselheiros/as da entidade. A Reunião Extraordinária acontece no auditório do SINTE/SC, na Rua Tiradentes, 167, centro de Florianópolis, com pauta idêntica à Assembleia Estadual.

CNTE participa do Seminário Internacional “Educação em tempos de retrocesso e privatização”

(Fotos: Jordana Mercado)

No último dia 15, durante o Fórum Social Mundial, em Salvador-BA, a CNTE se juntou a outros representantes da educação pública para debater o assunto na perspectiva de barrar os retrocessos decorrentes dessa investida neoliberal, em um Seminário promovido conjuntamente pela Internacional da Educação (IE) e Internacional da Educação para América Latina (IEAL).
Além da CNTE, representada pelo seu Presidente, Heleno Araújo; pelo Secretário de Relações Internacionais e Vice Presidente da Internacional da Educação, Roberto Leão e pela Secretária Geral e Vice Presidente da Internacional da Educação para América Latina, Fátima Silva, foram debatedores Mar Candela (IE - Bélgica), Combertty Rodriguez (IEAL – Costa Rica), Jose Olivera (FENAPES – Uruguai), Miguel Duhalde (CTERA – Argentina), Nilton Brandão (PROIFES – Brasil) e, vindo do Quênia, Wilson Sossion, Secretário Geral do Sindicato Nacional de Professores daquele país (KNUT).
Fátima Silva abriu os trabalhos destacando a pesquisa global que a Internacional da Educação está conduzindo sobre a privatização e mercantilização do ensino público, intitulada “Educar, Não Lucrar”. “Tão importante quanto entender os impactos da privatização é ter claro as estratégias que devemos adotar para enfrentá-la. Nós, da CNTE e da Internacional da Educação, já compreendemos claramente que as ações devem ser globais e não por países, ou por entidades isoladas. Sozinhos não chegaremos a interromper esse processo”, disse.
Mar Candela é Coordenadora do Projeto de Resposta Mundial à Privatização e ao Comércio Educativo da Internacional da Educação, e os dados que apresenta demonstram a gravidade do tema. “Nos últimos cinco anos aumentaram em 45% os investimentos de capital de risco em empresas do setor de educação. Esses setores articulam uma narrativa que fala da superioridade da educação privada frente à educação pública, como se as escolas privadas tivessem maior eficiência e melhores resultados nos processos educativos, o que não está respaldado pelas evidências”, revela.
O coordenador do escritório regional da IEAL, Combertty Rodriguez, alertou para a aliança público-privada que os grandes grupos que investem nesse setor propõem: o setor público coloca os recursos, e o privado lucra! Ou seja, a influência cada vez maior que esses conglomerados exerce nos espaços de elaboração de políticas educativas altera a relação do Estado com o setor de educação, ameaçando até mesmo o futuro da democracia.
O Presidente da CNTE, Heleno Araújo, reforça essa ideia, pois considera que o ataque à democracia brasileira é uma tentativa de entregar as políticas públicas para o setor privado. “O desafio nessa disputa de projeto de sociedade, sentimos na pele, aqui no Brasil. Nos governos Lula e Dilma houve a efetiva participação social na construção de políticas sociais e, agora, o golpe desmonta isso.”. Heleno destacou, ainda, que “a aplicação do modelo de gestão privada nas escolas públicas precisa ser combatido por todas as entidades que devem disputar esse projeto em cada estado e fortalecer a CONAPE (Conferência Nacional Popular de Educação)”, concluiu.
O representante do Uruguai, Jose Olivera, destacou a tradição do seu país em valorizar a educação pública como construtora de cidadania e democracia. Lembrou que 84% dos estudantes uruguaios hoje estão em sistemas públicos e estatais. “Nos últimos anos enfrentamos uma campanha contra a educação pública, que colocava o ensino público como ruim e obsoleto, e o privado como muito superior”, afirmou Olivera, que apontou o caminho para enfrentar esse movimento: “o primeiro passo é a ação política; o segundo, é gerar pesquisas, unindo academia e sindicatos”.
Os dados trazidos da Argentina por Miguel Duhalde, da CTERA, indicam que de 1940 até os dias atuais, houve um salto de 7% para 30% dos estudantes em escolas particulares. “Nos anos 90 a tendência privatizante avançou e, hoje, está em disputa um modelo e projeto de educação. A palavra direito está desaparecendo do léxico legal e dos direitos sociais na Argentina, e este é um movimento que temos que contrapor”.
Em sua fala, Nilton Brandão, presidente do PROIFES-Federação, ressaltou os avanços no ensino público brasileiro, o aumento de alunos nas universidades e a interiorização do ensino superior no país por meio da criação de Instituições Federais de Ensino Superior. “Mas, os dados destacados pelo PROIFES-Federação em diversos encontros da IEAL, mostram que o avanço privatista foi significativo a partir de 2013, e as entidades privadas de educação, com investimento em bolsa e ações em vários países, foram os grandes beneficiados desse avanço. Com a Emenda à Constituição 95, não há como ter investimentos em educação e manter o mínimo de avanços sociais conquistados ao longo das últimas décadas”, destacou Brandão.
Para todos os que estiveram presentes no Seminário, foi muito enriquecedor ouvir o representante do Quênia, que compartilhou a experiência daquele país sobre o tema. Wilson Sossion lembrou que a privatização da educação em seu país conta com o apoio do Banco Mundial e do Fundo Mundial Internacional (FMI), que incentivam a presença de grandes conglomerados educacionais no Quênia.
“Em 2009 um grupo apoiado pelo Banco Mundial e por muitos conglomerados se estabeleceu silenciosamente no Quênia. Em um curto período de tempo criaram 470 escolas e pretendem ter pelo menos outras mil até 2025”, afirmou, destacando que as leis sobre educação pública no país são claras, mas que as autoridades que fiscalizam têm cedido ao poder econômico. “Hoje ainda podemos barrar a privatização, mas se não agirmos rapidamente com ações eloquentes, em pouco tempo isso não será mais possível”, alertou Sossion.
A CNTE luta para que os recursos públicos sejam destinados somente para a educação pública e faz o enfrentamento ao processo de mercantilização da educação no Brasil. Juntamente com as demais entidades brasileiras filiadas à IE (Internacional da Educação), traça estratégias para confrontar a crescente privatização e fortalecer a educação pública de qualidade.

segunda-feira, 19 de março de 2018

SINTE/SC é contrário à criação de Escolas de Educação Básica exclusivas para deficientes nas APAEs de SC

A Federação das APAEs de Santa Catarina encaminhou pedido ao Conselho Estadual de Educação, de reconhecimento das APAEs como Escolas de Educação Básica na Modalidade Educação Especial, credenciando-as como Escolas Especiais. Embora o Conselho tenha negado o pedido da Federação de reconhecer todas as APAEs como Escolas de Educação Básica na modalidade de Educação Especial, deixou em aberto a possibilidade de a solicitação ser feita de forma individual, propondo no Projeto Político Pedagógico o currículo funcional natural.
O SINTE/SC entende que se aprovadas propostas dessa natureza, nega-se aos alunos com deficiência o convívio pleno na sociedade, fomentando o isolamento dos deficientes. Isto seria um processo de segregação, configurando-se num retrocesso, eis que repete práticas de isolamento social dos deficientes ocorridas em séculos passados.
A luta das últimas décadas tem sido a da inclusão dos alunos das APAEs nas redes regulares de Educação Básica. Há legislação própria que obriga, inclusive escolas da rede particular de ensino a oferecer vagas a alunos deficientes indiscriminadamente. O que prova que a sociedade brasileira já incorporou na cultura e nos atos normativos a inclusão.
O Decreto nº 7.611 de 17 de novembro de 2011 é claro quanto aos direitos dos deficientes de terem educação junto com os alunos da rede regular do ensino, conforme expresso no seu artigo 1º.
Art. 1º O dever do Estado com a educação das pessoas público-alvo da educação especial será efetivado de acordo com as seguintes diretrizes:
I - Garantia de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades;
II - Aprendizado ao longo de toda a vida;
III - não exclusão do sistema educacional geral sob alegação de deficiência;
IV - Garantia de ensino fundamental gratuito e compulsório, asseguradas adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais;
V - Oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;
VI - Adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena;
VII - Oferta de educação especial preferencialmente na rede regular de ensino; e
VIII - Apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial.
Da mesma forma, a Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015, o chamado Estatuto da Pessoa com Deficiência, no seu conjunto e em especial quando trata dos Direitos da Pessoa com Deficiência é cristalina quando se refere ao Direito à Educação, de que é a Escola Regular o locus da formação educacional.
Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.
Da Constituição, passando pela LDB, e demais legislação complementar e ordinária, não há qualquer fundamento legal, para constituir-se unidades escolares de educação que ofereçam a educação básica de forma exclusiva a deficientes. Não se pode utilizar o direito a um atendimento especializado complementar, ou suplementar, como critério para selecionar grupos sociais, para serem isolados dos demais.
Na Resolução nº 4, de 13 de julho 2010, que dispõe sobre Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, encontramos em seu art.29: “A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto político-pedagógico da unidade escolar”. Portanto, a Educação Especial não se constitui em si mesma, mas como parte da educação regular e é dessa forma que deve ser compreendida enquanto modalidade de ensino. É a Educação Especial que, como parte, se insere na Educação Básica, não o inverso.
O sistema de ensino deve, portanto, garantir ao aluno da Educação Especial duas matrículas: uma na classe comum e outra no atendimento educacional especializado (complementar ou suplementar à classe comum).
O currículo natural funcional, proposto pela Fundação das APAEs, garante o acesso às áreas de conhecimento e aos componentes curriculares previstos na base nacional comum curricular, conforme determina a LDB? O currículo natural funcional contempla o desenvolvimento das competências específicas de cada área de conhecimento e de cada componente curricular tal como definido na BNCC para o Ensino Fundamental?
Por fim, a Meta 4 do PEE é “universalizar, para o público da educação especial de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos de idade, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais e serviços especializados, públicos ou conveniados”. A meta faz referência à universalização do acesso do público da educação especial em idade de escolarização obrigatória à dois elementos: à educação básica e ao atendimento educacional especializado. A proposição das APAEs contempla esses dois elementos? Ou funde-os na ideia de Educação Básica na modalidade Educação Especial?
Diante das razões acima expostas, e tantas outras que poderiam ser elencadas, o SINTE/SC, além de posicionar-se contrariamente a esta proposição, apela a toda comunidade educacional catarinense, em especial à Fundação das APAEs e a cada uma das APAEs de Santa Catarina, para que não seja dado prosseguimento a qualquer projeto dessa natureza, evitando a criação de Escolas de Educação Básica exclusivas para alunos deficientes.

sábado, 17 de março de 2018

Seminário “Mulheres na política: elas podem, o país precisa” será na terça (20)

(Texto: Redação Agência AL)

As mulheres representam mais da metade do eleitorado brasileiro, mas a participação feminina no Congresso Nacional é de apenas 11,3% dos parlamentares. A ONU Mulheres, em parceria com a União Interparlamentar (UIP), apresentou uma pesquisa em maio de 2017 realizada em 174 países. O Brasil ficou na 154ª posição em relação a representatividade feminina no Congresso. Das 513 cadeiras da Câmara Federal, apenas 55 eram ocupadas por mulheres. No Senado, apenas 12 dos 81 assentos.
Em Santa Catarina, o resultado das eleições de 2016 confirmou a baixa presença feminina na política. Foram eleitos prefeitos 271 homens e apenas 24 mulheres e para vereadores, 2.508 homens e 390 mulheres. E no Legislativo catarinense, desde 1934 até os dias atuais, foram eleitas apenas 12 mulheres.
Com o objetivo de estimular o debate e a reflexão sobre essa desigualdade, o Núcleo de Promoção e Inclusão Social da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral, promove na terça-feira (20), o seminário "Mulheres na Política: Elas Podem, o País Precisa". O evento acontece entre 18 e 22 horas, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, em Florianópolis.
"A intenção é sensibilizar e articular o engajamento das mulheres na política", defende a coordenadora da Escola do Legislativo, Marlene Fengler, destacando que o evento é totalmente gratuito. As inscrições podem ser feitas no site da Escola do Legislativo.

Palestras
O evento será dividido em três palestras e uma mesa-redonda. A doutora em Direito Elizete Lanzoni Alves falará sobre A História da Mulher na Política Brasileira. Na sequência, será abordada A Participação da Mulher na Política em Santa Catarina pela advogada Arlete Zago. A terceira palestra intitulada Democracia de Gênero: Compartilhando Espaços Políticos em Nível de Igualdade será ministrada pela doutora em Sociologia Teresa Kleba Lisboa.
Após as palestras haverá uma mesa-redonda sobre o tema do seminário (Mulheres na Política: Elas Podem, o País Precisa) com a participação das palestrantes e mediada pela mestre e doutoranda em Direito Ana Cristina Ferro Blasi.