"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

SINTE/SC: Esclarecimentos sobre pagamento de salários do magistério

Diante dos boatos espalhados na categoria sobre o não pagamento dos professores ACTs e das alterações de carga horária, aulas complementares etc, na folha de fevereiro/18, o SINTE esclarece que, apesar da nossa mobilização, todos os anos tem ocorrido problemas. Já antecipando essas questões, no dia 05/02, o secretário de Assuntos Educacionais, Luiz Carlos Vieira, entrou em contato com a SED (Secretaria de Educação), foi colocada a situação para a responsável pela folha de pagamento, na Gerência de Políticas de Pessoal/GEPOP, Clara Mariza Aschidamini Faraun, que afirmou que todos os servidores que forem incluídos na folha, até o dia 16/02, prazo o qual ficará aberto o sistema para inclusões, constarão na folha de pagamento. Essa mesma informação foi confirmada pelo Gerente de Pessoal da SED, Valdenir Kruger, que garantiu que os servidores responsáveis pela folha de pagamento irão trabalhar no feriado, para que nenhum professor fique fora da folha de pagamento.
Portanto, o SINTE/SC está atento, cobrando os direitos dos/as trabalhadores/as. Após o fechamento da folha, poderemos conferir esses procedimentos. Essa atenção é para que não ocorra como nos anos anteriores. O SINTE/SC entende que todos/as os/as trabalhadores/as devem receber seu pagamento integral, na folha normal de fevereiro, e não devemos exigir folha suplementar, antes mesmo de ter o problema de fato. Caso ocorra algum problema com a folha regular, aí sim, vamos exigir folha suplementar, a qual, conforme a lei, deverá ser paga até o quinto dia útil do próximo mês.
O salário é direito do trabalhador, e é dever do Estado honrar essa obrigação com aqueles que são responsáveis pela educação na rede estadual.


Confira as datas de pagamento dos salários: 

JANEIRO: 31

FEVEREIRO: 28

MARÇO: 29

ABRIL: 30

MAIO: 30

JUNHO: 29

JULHO: 31

AGOSTO: 31

SETEMBRO: 28

OUTUBRO: 31

NOVEMBRO: 30

DEZEMBRO: 28

(Fonte: SEF)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

CNTE: Conferência da Internacional da Educação debate estratégias para as mulheres atingirem posições de liderança

Ferramentas nos diferentes setores educacionais foram o foco no segundo dia Conferência Mundial das Mulheres da Internacional da Educação. O secretário-geral da Internacional da Educação (IE), Fred van Leeuwen, abordou a conferência enfatizando o importante papel dos sindicatos na promoção da igualdade dos pares em um "mundo volátil, polarizado e profundamente desigual". "A IE há 25 anos defende a igualdade de gênero e esta conferência é outro passo muito promissor para colocar as palavras em ação e promover a liderança transformadora na educação", concluiu.

Painel 'Gênero, Poder e Liderança'
Durante um painel de discussão inspirador, o Secretário-Geral Adjunto da Internacional da Educação, Haldis Holst, encorajou os palestrantes a compartilhar suas histórias de como se tornaram líderes poderosos, bem como a fornecer informações sobre como exercitam o poder com o objetivo de transformar as desigualdades de gênero, tanto na educação e na sociedade em geral.
A presidente da IE, Susan Hopgood, compartilhou suas experiências como líder sindical e enfatizou que "o poder no movimento sindical é um esforço coletivo que deriva da própria associação e trabalha para alcançar um propósito comum".
Nora Fyles, chefe da Secretaria da Iniciativa de Educação das Meninas da ONU (UNGEI ), lembrou a conferência dos diferentes aspectos do poder, como o poder social ou político e "a necessidade de identificar como podemos usar melhor o poder para fomentar mudanças para superar o gênero desigualdades. Dominar o labirinto de liderança e poder também aprender a trabalhar dentro das organizações e exercer poder invisível para alcançar uma agenda comum", disse ela.
A importância da colaboração e os benefícios do uso do poder para unir os movimentos para o bem comum foram enfatizados por Katja Iverson, presidente/CEO da Women Deliver.
Zohra Lhioui, professora da Universidade Moulay Ismail e membro do SNESuP, Marrocos, encorajou as mulheres em cargos de poder para compartilhar suas experiências com outras mulheres e orientar as gerações mais jovens. "O poder também significa que você deve estar disponível, estar em contato com outras mulheres, trabalhar em colaboração e poder tomar decisões urgentes de forma pensativa", disse ela.

Principais ferramentas para a liderança
As oportunidades de desenvolvimento profissional para os líderes sindicais também apareceram na agenda da conferência. Em uma série de workshops interativos, as atuais e próximas líderes sindicais da União tiveram a oportunidade de aprimorar suas habilidades para liderança transformadora e poderosa. As sessões forneceram dicas sobre tutoria, viés implícito, voz e fala pública, comunicação e mídia, bem como sobre como levar, por exemplo, um equilíbrio saudável entre vida e trabalho.

Fechar a lacuna - capacitar para liderar
Os participantes examinaram as barreiras relacionadas ao gênero para "prosperar e sobreviver" nos papéis de liderança em diferentes setores da educação - desde a educação infantil até o ensino superior. As oficinas concluíram que é importante fomentar a igualdade de gênero dentro das estruturas sindicais e conhecer os diferentes desafios que as professoras, os educadores e o pessoal de apoio à educação enfrentam. O encontro concluiu com um relatório animado, onde os relatores apresentaram suas habilidades recém-conquistadas, e forneceu exemplos de como líderes sindicais podem melhorar sua liderança e apoiar outros para se tornar líderes.

(Informações Internacional da Educação, 07/02/2018)

ALESC: Reajuste do piso salarial estadual já está em tramitação

(Texto: Marcelo Espinoza/Agência AL – Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O projeto de lei complementar (PLC) de autoria do Poder Executivo que reajusta o salário mínimo estadual entrou em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina nesta quarta-feira (7). A proposta foi encaminhada pelo governador Raimundo Colombo (PSD), em regime de urgência, no começo desta semana.
Conforme a matéria (PLC 1/2018), será aplicado o índice de 2,95% nas quatro faixas salariais (veja mais abaixo). Com isso, os valores variam entre R$ 1,1 mil (primeira faixa) e R$ 1,271 mil (quarta faixa). O aumento é retroativo a 1º de janeiro de 2018.
De acordo com a justificativa do PLC, o reajuste foi definido num consenso entre sindicatos que representam os trabalhadores e entidades patronais, como já vinha ocorrendo em anos anteriores. Os 2,95% são superiores ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice de inflação utilizado nos reajustes salariais, apurado entre janeiro e dezembro do ano passado, que ficou em 2,07%.
O salário mínimo estadual foi criado por meio da Lei Complementar 459, em 2009. Ele serve de parâmetro para os vencimentos pagos a trabalhadores cujos pisos não estão sujeitos a convenção coletiva. Na Alesc, o PLC será analisado pelas comissões de Constituição e Justiça; de Finanças e Tributação; e de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Confira os novos valores das quatro faixas do salário mínimo regional para 2018 e as categorias beneficiadas
Primeira faixa
Piso atual: R$ 1.078,00
Valor proposto: R$ 1.110,00
Trabalhadores na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade; nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa
Piso atual: R$ 1.119,00
Valor proposto: R$ 1.152,00
Trabalhadores nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa
Piso atual: R$ 1.179,00
Valor proposto: R$ 1.214,00
Trabalhadores nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa
Piso atual: R$ 1.235,00
Valor proposto: R$ 1.271,00
Trabalhadores nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.

(com informações da Secretaria de Estado da Comunicação)

Lideranças da Regional de Palmitos participam da Reunião do Conselho Deliberativo do SINTE/SC

Lideranças da Regional do SINTE de Palmitos viajam, hoje (07/02) à noite, para Campos Novos, onde participam da Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do SINTE/SC, amanhã e sexta-feira. Na viagem, estarão Elivane Secchi, Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos, Miriam Herbet, de São Carlos, Maria Luiza Mayer, de Águas de Chapecó, e Salete Sasso, de Caibi.
A Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo terá início às 14 horas de amanhã (08/02), no auditório do Hotel Bebber, na Rua Marechal Deodoro, 495, centro da cidade de Campos Novos.
O encontro tratará sobre a seguinte pauta:
- Informes;
- Conjuntura;
- Plano de Lutas;
- Apresentação, Discussão e Votação do Relatório de Receitas e Despesas do ano de 2017 e Orçamento para o ano de 2018;
- Encaminhamentos;
- Outros.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CNTE - Nota pública: Avaliação dos resultados preliminares do Censo Escolar de 2017

1 – Foram divulgadas, no último dia 31 de janeiro, as Notas Estatísticas (preliminares) do Censo Escolar de 2017, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira- INEP e Ministério da Educação – MEC. As Sinopses Estatísticas finais, que tratam da desagregação dos dados por Estado e Município da federação, só serão disponibilizadas no começo do mês de março.
2 – É importante destacar, portanto, que a avaliação dos dados do Censo Escolar de 2017 fica limitada às informações inscritas nessas Notas Estatísticas divulgadas agora pelo INEP-MEC, restringindo a análise mais pormenorizada e comparada dos dados.
3 – Exposto isso, segue a análise da CNTE sobre as principais informações da educação básica brasileira, a partir da mesma ordem estabelecida na apresentação no documento divulgado pelo INEP-MEC.

- As escolas
4 – A maior rede de educação do país fica sob a responsabilidade dos municípios brasileiros, chegando a totalizar 61,3% de todas as escolas de nossa educação básica, revelando, de pronto, que nosso sistema público de ensino, organizado constitucionalmente pelo regime de colaboração, guarda uma enorme distorção: o ente federativo com menor capacidade de arrecadação continua a ser o responsável pela oferta da maior parte da educação básica no país e com ajuda federal muito abaixo do exigido para se atingir padrões de Custo Aluno Qualidade.
5 – Segundo os dados até agora divulgados, a maior parte das escolas brasileiras na educação básica oferece o ensino fundamental que, quando somados os índices dos anos iniciais e dos anos finais do ensino fundamental, perfazem um total de mais de 46% do total da oferta. O ensino médio é ofertado em apenas 7,5% das escolas brasileiras de educação básica. Esse dado mostra um estrangulamento do sistema para essa faixa etária do jovem, evidenciando que a educação básica brasileira termina por excluir o jovem das salas de aula.

- Educação infantil
6 – A educação infantil brasileira (creche e pré-escola) sofreu uma redução na sua oferta: em 2017 o Brasil contava com 719 escolas a menos em relação ao ano anterior, o que indica um estrangulamento da rede municipal na oferta desse serviço, já que essas etapas de ensino são, em sua expressiva maioria (71,5%), de responsabilidade das redes municipais.
7 – Outro dado demonstrado é a ausência de recursos de infraestrutura nas escolas de educação infantil nas redes municipais, as grandes responsáveis pela oferta da educação infantil no Brasil, o que indica também um crescente déficit orçamentário para a oferta desse serviço por parte dos municípios brasileiros.

- Ensino Fundamental
8 – Os dados sobre o ensino fundamental indicam que houve uma queda substancial de escolas que oferecem alguma de suas etapas (anos iniciais e anos finais) nos últimos 5 anos no Brasil: exatas 11.504 escolas deixaram de ofertar essa etapa de ensino no país desde 2013. De 2016 para 2017, o Brasil contou com menos 2.917 escolas a ofertar o ensino fundamental. Esse dado é preocupante, pois associado a inúmeras denúncias de fechamento de escolas em diversas regiões do país, que possuem demanda estudantil efetiva, demonstra uma possível prática ilegal e inconstitucional do Estado brasileiro de promoção da evasão escolar. Ou seja: o decréscimo das matrículas no ensino fundamental pode não estar associado apenas à melhoria no fluxo escolar e na diminuição da taxa de natalidade. É muito provável que as ações economicistas de fechamento de escolas, levadas a cabo por estados e municípios, estejam promovendo uma nova forma perversa de exclusão.
9 – A falta de infraestrutura nessa etapa de ensino é mais estarrecedora do que na educação infantil: apenas 11,5% das escolas de ensino fundamental no país dispõem de laboratório de ciências; menos de um terço das que oferecem os anos iniciais do ensino fundamental dispõe de parque infantil em suas dependências e quase 60% das escolas que oferecem essa etapa de ensino não possuem rede de esgoto, sendo que a maioria dispõe apenas de fossa.

- Ensino Médio
10 – Apenas 28,5 mil escolas no Brasil oferecem o ensino médio aos brasileiros, sendo que quase a metade (49,2%) desse universo são escolas consideradas de grande porte, por atender mais de 500 matrículas.
11 – O número de escolas a oferecer o ensino médio no Brasil cresceu muito pouco de 2013 para 2017, diante do quadro de extrema demanda nessa etapa, aumentando somente em 1.079 escolas a ofertar essa etapa nesse período. De 2016 para 2017, por exemplo, menos de 200 escolas a mais no sistema público passaram a ofertar essa etapa, ao passo que a rede privada ficou estagnada, exatamente com o mesmo número de escolas a ofertar o ensino médio.
12 – Outro dado que chama a atenção é sobre a infraestrutura: apesar de estarem em sua grande maioria em áreas urbanas, um terço (31,9%) das escolas dispõe apenas de fossa.

- Matrículas na educação básica
13 – Enquanto a educação infantil verificou um aumento de matrículas de apenas 2,76% de 2016 para 2017, o ensino fundamental e o ensino médio tiveram reduções de matrículas de 1,23% e 2,49%, respectivamente, no mesmo período.

- Docentes na educação básica
14 – Seguindo a tendência de queda no número de matrículas, o número de docentes no sistema de ensino brasileiro também caiu tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio: temos quase 2% a menos de professores no ensino médio, de 2016 para 2017. Nos anos finais do ensino fundamental, o número de professores caiu 1,8% e nos anos iniciais, a queda foi de 0,28%, ambos para o mesmo período. Só a educação infantil verificou um aumento no seu número de professores: de 2016 para 2017, houve um incremento de 3,14%.
15 – O Censo indica também que 80% dos docentes da educação básica brasileira são mulheres (esse índice chega a quase 97% na educação infantil e a 60% no ensino médio), e que 65% de todos os professores têm até 49 anos de idade.

- Avaliação final dos dados divulgados
16 – Os dados até então divulgados do Censo Escolar de 2017 indicam que a situação da educação básica brasileira é preocupante, especialmente pela constante queda no número de matrículas, nas etapas de ensino que mais precisam de investimento. É fundamental que os governos (municipais, estaduais e federal) encarem os desafios postos para o ingresso, a permanência e a qualidade da aprendizagem na educação básica, que só poderão ser enfrentados quando discutidos à luz das questões centrais de financiamento.
17 – As prerrogativas constitucionais e infraconstitucionais para a realização de censos escolares, em cada unidade da federação, a fim de verificar a demanda efetiva e potencial de matrículas de 0 a 17 anos, precisa ser efetivada com o apoio da sociedade, do Ministério Público e órgãos de governos, pois caso contrário não será possível concretizar as metas do Plano Nacional de Educação - PNE e dos planos subnacionais.
18 – Os esforços de cobrança e pressão social para cumprir as metas do PNE e dos planos estaduais de educação devem partir, sobremaneira, da ação dos movimentos organizados da sociedade, já que, como bem é sabido, o atual governo federal e muitos dos governos estaduais não têm a menor preocupação em cumpri-las. Ao contrário, medidas estão sendo tomadas para que escolas sejam fechadas em todo o país, evidenciadas pelo próprio Censo aqui divulgado, negando, ao fim e ao cabo, o direito constitucional à educação.
19 – Por outro lado, toda essa discussão de financiamento padece da necessidade premente de se revogar a Emenda Constitucional nº 95/2016, a primeira medida do governo golpista, usurpador e corrupto de Temer. Proposto por esse normativo, o limite imposto de investimento na educação, por um período de 20 anos, tem o condão de asfixiar os sistemas de ensino no Brasil, fomentando o aumento da participação do setor privado na oferta da educação básica brasileira.

Brasília, 6 de fevereiro de 2018

Diretoria Executiva

Deputada Luciane Carminatti inicia o ano em defesa do Magistério Estadual

(Texto: Jornalismo da Rádio Super Condá)

Na retomada das atividades da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Luciane Carminatti trabalha a derrubada de veto do governo Colombo à lei de abono das faltas dos professores que participaram de assembleias, paralisações e greves da categoria entre 2012 e 2017. A lei, que alterou pontos no Plano de Carreira do Magistério Público Estadual, foi aprovada em dezembro passado. Ao sancioná-la, o governo excluiu as emendas que abonavam as faltas dos professores – uma delas, de autoria da deputada Luciane.
Com as faltas mantidas no sistema, os profissionais não alcançam progressão salarial e outros benefícios. A deputada enfatiza que houve a paralisação, motivada pelo descumprimento de acordo do governo. Na época, o magistério repôs os dias paralisados, mas o governo não abonou a ficha funcional. Para a deputada, a defesa é da justiça aos servidores do magistério.
De acordo com a parlamentar, não há motivos para manter o veto, principalmente, porque a lei foi construída em consenso com os deputados da base do governo. “Os professores recuperaram os dias de ausência, e receberam pelas horas trabalhadas, portanto, não teriam pendências com o Estado. O que impede o governo de abonar as faltas é uma decisão política, e assim penaliza mais de 10 mil professores que foram às ruas pela valorização à carreira”, lamenta Luciane Carminatti.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Centrais sindicais realizam ações em defesa da aposentadoria em Santa Catarina

Nesta terça-feira (6), algumas regiões do Estado contarão com atividades para chamar a atenção sobre os retrocessos da Reforma da Previdência e organizar os trabalhadores para a greve geral do dia 19 de fevereiro

(Texto: Pricila Baade/CUT-SC)

Esta terça-feira (6) será dia de ações em defesa da aposentadoria em Santa Catarina. A CUT, junto com as outras centrais sindicais e entidades de luta, estão organizando atividades em algumas regiões do Estado para chamar a atenção sobre os retrocessos da Reforma da Previdência e organizar os trabalhadores para a greve geral do dia 19 de fevereiro.
No Oeste, as entidades e sindicatos realizarão uma panfletagem contra a Reforma, a partir das 8h30, em Chapecó. Já na regional Sul, os sindicatos cutistas estão organizando uma Plenária da Classe Trabalhadora para mobilizar contra o fim da aposentadoria. O ato acontecerá a partir das 19h, na sede dos Sindicatos dos Químicos, em Criciúma.
A capital catarinense também se unirá às atividades contra o desmonte da previdência, no dia 6 de fevereiro. Trabalhadores e trabalhadoras estão sendo convocados para participar da Plenária organizada pelas centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Intersindical, CSP Conlutas e o Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos. Na oportunidade, o técnico da subseção do Dieese da FECESC, Maurício Mulinari, trará informações sobre a Reforma da Previdência e explicará os terríveis impactos do fim da Previdência pública sobre a vida dos trabalhadores. A plenária acontecerá a partir das 17 horas, no largo da Catedral, no centro de Florianópolis.
Durante toda a semana passada, representantes das centrais e das entidades organizadoras fizeram panfletagens para convidar a população para participar da atividade. Além disso, para aumentar o apoio ao combate a Reforma da Previdência, na sexta-feira (2) representantes da CUT, Intersindical, CSP Conlutas, Fórum de Lutas e Frente Brasil Popular tiveram uma reunião com Bispo de Arquidiocese de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck. O encontro aconteceu para falar sobre as preocupações do movimento sindical, social e popular com as consequências para a classe trabalhadora caso a Reforma for aprovada e pedir o apoio do Bispo e da Igreja Católica para essa luta. Além da Plenária, na manhã desta terça-feira (6), a partir das 6 horas, representantes do movimento sindical farão um ato de pressão aos deputados no aeroporto de Florianópolis.
A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, reforça a importância da resistência da classe trabalhadora contra mais esse golpe que o governo golpista de Temer quer dar na população “É importante que todos os trabalhadores e trabalhadoras saibam o quanto a Reforma da Previdência irá prejudica-los e se unam a nossa luta para impedirmos que o fim da aposentadoria seja aprovado”.