"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



terça-feira, 3 de outubro de 2017

CNTE: Outubro é o mês de luta contra o câncer de mama

"Outubro Rosa" é uma campanha mundial de prevenção contra o câncer de mama que teve início na década de 90 e chegou ao Brasil em 2002, tendo como objetivo a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de Mama. O câncer é o mal que mais acomete as glandulas mamárias e o que mais provoca morte de mulheres no Brasil.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) alerta para ua estimativa de 60 mil novos casos por ano  em mulheres cada vez mais jovens. Porém, quanto mais cedo for diagnosticado, há mais chances de cura. E a probabilidade de recuperação total é de 95%. 
Algumas informações: o autoexame deve ser feito uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstruação, para as mulheres que não menstruam mais, o autoexame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, por exemplo, todo dia 15. Durante o autoexame deve procurar: deformações ou alterações no formato das mamas, abaulamentos ou retrações, ferida ao redor do mamilo, caroços nas mamas ou axilas e secreções pelos mamilos. Se houver qualquer dessas mudaças acima no formato da mama, procure assistência médica.

Lideranças da CUT-SC participam do Dia de Luta pela Soberania Nacional

Hoje (03/10) pela manhã, lideranças da CUT-SC participam de manifestação do Dia de Luta pela Soberania Nacional, juntamente com lideranças da Frente Brasil Popular. O ato contra a privatização, organizado pelas lideranças sindicais e de movimentos populares, acontece na frente do prédio da Eletrosul, em Florianópolis. 
Representando a Frente Brasil Popular de Santa Catarina, Carlos Eduardo de Souza (Cadu), falou contra a privatização da Eletrosul, da Eletrobras e demais empresas públicas. A presidenta da CUT-SC, Anna Júlia Rodrigues, manifestou apoio ao Sinergia, em defesa dos importantes patrimônios do Brasil, que são a Eletrobras e a Eletrosul.  O Secretário de Meio Ambiente da CUT-SC, Jacir Antônio Zimmer, reforçou a importância da mobilização contra as privatizações.
O programa do governo Temer tem posto em prática ampla política de privatização do patrimônio público brasileiro, sem diálogo com a população. Em agosto, o Temer anunciou a privatização de 57 empresas e projetos, incluindo a Casa da Moeda e aeroportos. A mobilização, que acontece hoje em todas as regiões do País, tem por objetivo destacar a importância do Estado brasileiro na economia nacional, para garantir o desenvolvimento econômico e social da população.
 
 
 
 
 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

SINTE/SC: SED mantém autoritarismo na distribuição de aulas para 2018

O SINTE esteve reunido novamente com a SED, juntamente com os Coordenadores Regionais, devido ao grande número de problemas causados pela orientação sobre distribuição de aulas/reordenamento aos professores efetivos para 2018, que a secretaria emitiu de forma equivocada as Gerências, causando insegurança e pânico para a categoria, questões em desacordo com dispositivos da Lei 668, do plano de carreira do magistério. Esta reunião com a Diretoria de Gestão de Pessoas, aconteceu porque as reinvindicações da categoria não foram atendidas.
A Secretaria afirma que não abre mão de que a base da distribuição de aulas seja a carga horária do Concurso Público, e que a possibilidade de complementação de carga horária em outra disciplina de habilitação do professor será somente depois de todos os profissionais terem escolhido a disciplina titular do concurso.
No entendimento do SINTE, existem ilegalidades na orientação. São elas:
1) Conforme a Lei 668/15, o professor não pode ter a sua carga horária reduzida quando não houver a disponibilidade da disciplina titular em um raio máxima de 20 Km, o que está sendo desrespeitado no ítem 17 da orientação.
 2) Com relação ao professor readaptado, o mesmo não pode ter prejuízo financeiro nem funcional na readaptação, portanto, deve ter garantidas suas disciplinas titulares.
 3) Na pesquisa do jurídico, não há previsão legal para exigir que o professor escolha carga horária levando em consideração apenas a disciplina de concurso, pois o cargo que assumimos é de professor e a disciplina a ser trabalhada, é apenas uma função de ofício dentro da habilitação. Por isso, o SINTE solicitou um parecer jurídico da Secretaria, que concordou em enviar as questões à CONJUR.
Outra questão importante levantada na reunião, foi das denúncias recebidas pela entidade de assédio e coação de professores para que assinassem um documento aceitando inclusive a redução de carga horária. Neste ponto a SED afirmou que não partiu qualquer orientação ou documento às GEREDs que devam ser assinado pelo professor. Sendo assim, o SINTE orienta os trabalhadores em educação que não assinem qualquer documento vindo das direções ou gerências.
O que mudou da primeira para a orientação vigente: Antes o professor só poderia assumir pela carga horária do concurso de ingresso, agora o mesmo poderá complementar com uma segunda habilitação e até mesmo uma terceira, contudo, sob justificativa da escola e análise da Secretaria de Educação. Sabemos que estas alterações foram em função das mobilizações da categoria, mas não são suficientes, pois, não resolvem os problemas estruturais criados por esta orientação.
Na reunião com as Coordenações Regionais, em função do não atendimento às reivindicações, com relação à distribuição de aulas dos professores efetivos, foram dados os seguintes encaminhamentos:
- Atos nas Gerências Regionais de Educação no dia 05/10, às 17 horas, com o propósito de pressionar as gerências a não dar encaminhamento as orientações da SED, em função dos desacordos legais apontados pelo SINTE;
- Grande Ato Estadualizado, no dia 10/10, terça-feira, em Florianópolis, com concentração a partir das 13 horas na Praça Tancredo Neves, próximo a Assembleia Legislativa.

Somente a união do movimento sindical é capaz frear o neoliberalismo na educação

Especialistas e sindicalistas da Educação, reunidos no Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano, neste final de semana em Porto Velho, afirmaram que somente a unidade do movimento sindical é capaz de frear o neoliberalismo que avança no setor educativo da América Latina, graças aos governos de direita e conservadores que estão se instalando na região.
Esse alerta foi reforçado pelo coordenador geral do Escritório Regional da IEAL (Internacional da Educação para América Latina), Combertty Rodriguez, na tarde deste sábado durante o painel que debateu “A Experiência Educacional dos Povos Latino-Americanos e o Desafio da Construção de uma Educação Libertadora”. Ao seu lado, estavam o professor e pesquisador da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México), Juan Arancibia, e o coordenador geral da OTEP-A (Organização de Trabalhadores da Educação do Paraguai - Autêntica), Juan Gabriel Espínola, sob a coordenação das dirigentes do Sintero, Rosenilda Ferreira de Souza, secretária de Gênero e Etnia, e Dioneida Castoldi, secretária de Assuntos Municipais.
Combertty reforçou que a maior ameaça à educação pública nos países da América Latina é a terceirização dos serviços, que está avançando cada vez mais. “Organismos internacionais estão forçando os governos a privatizarem os sistemas educacionais para garantir maior lucro comercial às empresas transnacionais que atuam na área e isso está ocorrendo também no Brasil”, afirmou.
Segundo ele, o Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano para o Desenvolvimento) estão incentivando projetos de financiamento para a educação pública diretamente aos municípios com a exigência de que as empresas executoras de tais projetos sejam privadas. “Empresários não investem mais seu dinheiro como antes. Agora são investidos recursos públicos. Se perderem, perde a população que paga impostos. Mas se houver ganhos, lucram somente as empresas. Temos que fazer o enfrentamento a essas tentativas de privatização e comercialização da educação pública”, ressaltou o representante da IEAL.
O representante da IEAL observou ainda que neste processo de correlação de forças e disputa política e de ideologia, a elite financeira é motivada pelos interesses financeiros. Segundo ele, os ministérios da Educação dos países neoliberais não cumprem mais a função de propor políticas educacionais como antes, mas de canalizar os projetos das organizações internacionais e instituições financeiras visando apenas privatização do ensino e o lucro.
O líder sindical do Paraguai, Juan Gabriel, disse que o atual governo do Paraguai é defensor das políticas neoliberais, que visam o lucro sobre os serviços da educação, incentivando a terceirização do ensino no país. “Não é possível enfrentar essas medidas com uma organização fraca. Por isso, é importante haver o fortalecimento dos sindicatos da educação para não sermos comandados pela classe dominante. Assim, temos que nos unir por meio do movimento latino-americano para fazer o enfrentamento”, destacou.
Já o professor chileno Juan Arancibia, que trabalha na Universidade do México há 35 anos, expôs a realidade educacional nos dois países. Em relação ao Chile, fez um comparativo do sistema educacional implantado no regime militar do governo de Pinochet, em que a educação privada era incentivada pelo Estado, que conseguiu convencer a população de que esse modelo era melhor em relação a educação pública, mas que visava apenas o lucro das grandes empresas da área e a precarização dos profissionais.
Com a chegada do governo progressista de Michele Bachelet houve uma reforma educacional, em 2014, com apoio de toda a sociedade, envolvendo os trabalhadores em educação e estudantes, em que a educação passou a ser um direito garantido pelo estado. “A educação volta a ser pública e gratuita regulada pelo Estado, porém são mantidas as escolas privadas e os alunos passam a receber auxílio do governo”, explicou Arancibia, observando que ainda assim não se eliminou o risco do lucro dos empresários nas escolas.
Enquanto no México, ele relatou que o governo neoliberal prioriza a privatização da educação pública e persegue as organizações sindicais que são contra ao modelo educacional implantado. Arancibia revelou que o modelo mexicano segue a cartilha dos organismos internacionais regidos pela meritocracia, como o uso das provas internacionais do PISA, para avaliar a qualidade da educação no país, o que é questionável pelas organizações sindicais.
Para Combertty, a única forma de combater o avanço do neoliberalismo é repensar a atuação do movimento sindical, por meio de novas estratégias de fazer o enfrentamento aos governos e as organizações que pressionam pela privatização. “Os sindicatos precisam organizar a base e elaborar propostas pedagógicas buscando o envolvimento de toda a comunidade escolar e a sociedade”, explicou.
O coordenador geral da IEAL lembrou que no início da década passada, a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) proposta pelo governo dos EUA foi derrotada pelo movimento sindical e social e as forças políticas progressistas da América Latina. “Somos capazes de frear essas medidas neoliberais, que retiram direitos dos povos, mas temos que ser os interlocutores desse processo para fazer as alianças com a sociedade. É essencial, nesse momento, fazer a formação política e sindical para vencermos essa batalha”.

Executiva Estadual do SINTE/SC se reúne com Coordenadores Regionais

Agora à tarde, a Executiva Estadual do SINTE/SC se reúne com Coordenadores Regionais do Sindicato, em Florianópolis. Em debate, as novas orientações técnicas sobre distribuição de aulas aos professores efetivos, para o ano letivo de 2018, contidas no Ofício Circular DIGP 0316/2017, as quais não contemplam as reivindicações do SINTE/SC.
As lideranças discutem os próximos passos de mobilização da categoria, contra as novas orientações técnicas.
 
 
 
 

SINTE/SC hoje na Rádio Chapecó

Hoje pela manhã, a Secretária dos Aposentados e Assuntos Previdenciários do SINTE/SC, Alvete Pasin Bedin, e a Secretária Adjunta de Organização – Oeste - do SINTE/SC, Fabiana Paula Foletto, foram entrevistadas por Fábio Schardong, no Programa Chapecó Entrevista.

Ouça a íntegra da entrevista: