"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Entrevista com Aldoir Kraemer, Coordenador Estadual do SINTE/SC, e Ilone Moriggi, Vice-Coordenadora Estadual, hoje:

Mulheres do mundo todo ocupam as ruas de Florianópolis

O Mundos das Mulheres e Fazendo Gênero, evento internacional que acontece em Florianópolis, realizou uma grande marcha no centro da capital, que levou para as ruas as pautas das mulheres do mundo todo

(Texto: Sílvia Medeiros/CUT-SC)

Numa diversidade de bandeiras, sem carro de som e com mulheres indígenas e negras puxando a marcha, as mulheres e homens que participam do evento internacional Mundos de Mulheres e Fazendo Gênero, que acontece durante toda a semana na UFSC, protagonizaram nas ruas da capital catarinense, a maior marcha feminista já vista no estado.
No dia 2 de agosto, mesmo dia que o presidente ilegítimo Michel Temer estava sendo julgado na Câmara de Deputados sobre crime de corrupção passiva, as mulheres com representações do mundo todo foram para as ruas com faixas e cartazes denunciando a sociedade machista que assedia, controla, limita e mata mulheres de todas as raças, do campo e da cidade.
Com a mistura de ritmos, gritos de ordem, cores de bandeiras, mistura de raças as mulheres percorreram as principais ruas da cidade e fizeram paradas estratégicas em locais que representam algum espaço opressor da sociedade. A primeira parada foi em frente a uma agência bancária para representar o sistema financeiro que tanto oprime através da exploração do capital. A segunda foi em frente a catedral da igreja católica que representa o patriarcado que mata mulheres e homossexuais todos os dias. A terceira parada foi em frente a agência do INSS, para representar o repúdio das trabalhadoras para com as reformas do Temer. A quarta foi próximo ao mercado público em que as índias celebraram a terra e o espaço que um dia já foi ocupado por seus povos e hoje os coloca as margens da sociedade.
Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT-SC, falou em nome das organizações das trabalhadoras na parada em frente ao INSS e ressaltou que a reforma trabalhista, previdenciária e o congelamento dos gastos do serviço público são medidas de extrema violência contra as mulheres trabalhadoras. “Sob nossos ombros que as reformas do Temer serão mais duras. Nós mulheres que ocupamos as vagas mais precárias de empregos, somos nós, as que buscam serviços das políticas públicas. Essas reformas do Temer são um atentado violento contra todas as brasileiras”.
A Marcha se encerrou uma hora antes do final do julgamento do Michel Temer, que aliado a outros parlamentares corruptos, teve o seu processo encerrado. Apesar do resultado negativo do julgamento do Temer, Rosane Bertotti, Secretaria de Formação da CUT, acredita que são mobilizações como a do Mundos de Mulheres que fortalecem a luta e empoderam as mulheres para fazer o enfrentamento. “A energia que sentimos nas ruas de Florianópolis, com um ato organizado e protagonizado por mulheres, nos mostra que as mudanças virão da classe trabalhadora e das mãos feministas. Com leveza e alegria dava para perceber o engajamento das trabalhadoras que passavam pela Marcha e demonstravam o apoio a cada cartaz e a cada grito de ordem. Não podemos e nem vamos desanimar, continuaremos nas ruas mostrando a posição da CUT que sempre esteve na defesa dos direitos e das trabalhadoras”, destaca Rosane.
O Mundos de Mulheres que começou no domingo, dia 30 de julho, vai até sexta-feira, 4 de agosto e pela primeira vez leva o movimento social para debater junto com a universidade.
 
 

Bancada Feminina participa do Congresso Internacional Mundos de Mulheres

(Texto: Tatiani Magalhães – Fotos: Karina Ferreira/Agência AL)

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina, representada pela Banca Feminina, está participando do 13º Congresso Internacional Mundos de Mulheres, que acontece conjuntamente com o Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 (FG) até o dia 4 de agosto, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Considerado um encontro interdisciplinar sobre as mulheres, este ano o evento conta com a participação de aproximadamente 8,5 mil participantes de diferentes nacionalidades e terá como temática “Transformações, Conexões, Deslocamentos”.
De acordo com os organizadores, o encontro é realizado a cada três anos e reúne mulheres de todas as partes do mundo, tanto da academia como do ativismo. Movimentando diversos setores do feminismo, o evento promove a troca de ideias, que favorece a conquista de espaços femininos. Na luta feminista e cotidiana, repleta de desafios, os idealizadores do evento defendem que o encontro é uma maneira de atualizar as discussões e promover a troca de experiência. Realizado pela primeira vez América Latina, o congresso já passou por Israel, Holanda, Irlanda, Estados Unidos, Costa Rica, Austrália, Noruega, Uganda, Coréia, Espanha, Canadá e Índia.
Integrante do fórum “Mulheres e atuação nos Poderes Legislativos, a deputada Luciane Carminatti (PT) falou sobre a relevância do tema levando em consideração as contribuições que o debate vai acrescentar na atuação das mulheres na política. “O debate serve para compor uma carta de proposições sugeridas pelas mulheres, onde as participantes têm a oportunidade de expor suas intenções”, informou. Segundo ela, a solicitação de mais mulheres na política, o combate à violência doméstica, a organização de conselhos e a emancipação das mulheres estão entre as proposições apresentadas.
Já a deputada Ana Paula Lima (PT) participou da Tenda da Saúde, com o debate “Violência obstétrica e suas conseqüências na vida das mulheres”. Segundo a parlamentar, o debate em torno do tema já promoveu muitos avanços como a classificação de Santa Catarina como primeiro estado a constituir uma legislação voltada para o combate à violência domestica. “A lei vem para o debate na forma de conscientizar muitas mulheres de todos os países sobre o que é violência obstétrica. Buscamos dar visibilidade a esse problema na tentativa de acabar com esse tipo de violência”, frisou. 
As parlamentares também participarão da Marcha Mundos de Mulheres por Direitos, que acontece no dia 2 de agosto, com concentração a partir das 16h, no Terminal Central (Ticen) de Florianópolis.

Mundo de Mulheres reúne pessoas de diferentes países na capital catarinense

Mulheres CUTistas participam do Mundo de Mulheres e dividem com a academia e outros movimentos a luta das trabalhadoras no Brasil

(Texto: Sílvia Medeiros/CUT-SC)

Debates sobre relações de trabalho, racismo, homofobia, aborto, mulheres indígenas, camponesas, mídia, religião estão sendo debatidos nesse Mundos de Mulheres e llº Fazendo Genero que começou dia 30 de julho e vai até sexta, dia 4 de agosto, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, em Florianópolis.
São mais de 8 mil mulheres de vários países que estão reunidas durante toda a semana, num dos maiores eventos feministas do mundo. Os debates que acontecem dentro do campus da universidade federal, ocupa além das salas e auditórios acadêmicos, três grandes tendas e vários espaços no gramados que fica em volta da universidade. “É a primeira vez que o Fazendo Gênero, um espaço de debates acadêmicos, recebe representantes dos movimentos sociais para a mesa de debate”, explica Sueli Silvia Adriano, Secretaria de Mulheres da CUT-SC, que participou da organização do evento.   Segundo ela, é um momento único de envolvimento das ações práticas dos movimentos sociais, junto com a teoria e a prática cotidiana do feminismo.
Mulheres CUTistas no debate do Mundos de Mulheres – Com agendas simultâneas de atividades com l60 simpósios temáticos, 33 mesas redondas, 4 conferências, 95 oficinas, l7 minicursos, 40 rodas de conversa e várias outras atividades culturais. Lideranças mulheres da CUT se dividem entre diversos debates e contribuem com a experiência da organização sindical e os desafios enfrentados diariamente pelas mulheres trabalhadoras.
Além dos desafios imediatos colocados pelas reformas que retiram direitos e que prejudicam diretamente as mulheres, a Secretaria de Mulheres da CUT, Junéia Batista, participou do debate sobre Relações do Trabalho e falou da experiência CUTista na estrutura de organização sindical. Juneia destacou a conquista da paridade na direção da central e como esse debate foi construído ao longo dos mais de 30 anos da CUT.
Os diferentes feminismos – Não há como padronizar o debate sobre o feminismo, a diversidade de mulheres, de pensamentos e modos de vidas, faz com que as formas de libertação e empoderamento da mulher sejam muitos diferentes. Foi nessa linha que a Roda de Conversa que tratou sobre os desafios de construir o feminismo camponês e popular aconteceu.
Para Rosane Bertotti, Secretaria de Formação da CUT, que representou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar FETRAF/Brasil, destacou que o feminismo no campo é a prática do poder viver. “Temos um quadro muito dramático com alto índice de violência contra à mulher no campo. Precisamos enfrentar de forma coletiva esse cenário. O Mundos de Mulheres é um espaço que nos fortalecer e  nos da a possibilidade de construção coletiva entre a academia e os diferentes movimentos do campo”, reforçou Rosane Bertotti.
A mulher na mídia - Como a mulher está sendo apresentada nos veículos de comunicação, a forma com é estereotipada e como se dá a construção do machismo, através de narrativas da mídia e da propaganda. Essa é uma outra problemática discutida no Mundos de Mulheres. “Pensar na comunicação, no poder que ela tem de rotular os indivíduos e como ela interfere na visão que a sociedade nos coloca do que é ser mulher, é um debate que nós trabalhadoras temos que acompanhar e pensar ações de enfrentamento de forma coletiva”, destaca Adriana Maria Antunes de Souza, Secretária de Comunicação da CUT-SC.
A quarta-feira, dia 2 de agosto, está reservado para uma grande Marcha do Mundos de Mulheres, que vai acontecer às l6 horas no Centro de Florianópolis, momento que a pauta das mulheres vai ocupar as ruas e mostrar a força e potencialidade desse encontro que reúne pessoas do mundo todo. Além da pauta de luta das mulheres, a Marcha também fará parte dos atos nacionais que pedem a saída do presidente Michel Temer, que será julgado no mesmo dia.
 

Processo Seletivo na FCEE de São José

A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) informa que estão abertas as inscrições para dois novos Processos Seletivos Simplificados para contratação de pessoal, por prazo determinado, para atuação no campus da instituição, no município de São José. O Edital 004/2017 oferece vagas para Médico Neurologista e Médico Psiquiatra, com carga horária de 20 horas semanais, enquanto o Edital 005/2017 oferece vagas para Professor/ Interpretação de LIBRAS e Professor/ Revisão Braille, com carga horária de 40 horas semanais. As inscrições são gratuitas e estão abertas de 02 a 25 de agosto de 2017.

Leia o Edital para professores:

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Aposentadoria especial é tema de debate no Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH), do Senado Federal, realizou nesta terça-feira (1), uma audiência pública interativa para discutir as aposentadorias especiais. A Reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal, em tramitação na Câmara dos Deputados (PEC 287), que também está sendo analisada em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, traz mudanças para a obtenção do beneficio. O encontro contou com a participação de Selene Michielin, secretária de aposentados da CNTE, e Beatriz Cerqueira, secretária de organização da CNTE.
A aposentadoria especial é concedida para os profissionais de atividades que apresentam riscos à saúde ou que comprometam à integridade física do trabalhador. A lei contempla o beneficio para algumas categorias, como por exemplo, professores e policiais que têm o direito com 30 anos de contribuição para homens e 25 anos para mulheres.
Para a secretária de aposentados, estamos vivendo em um estado de exceção. “Nós estamos discutindo aqui não uma reforma, mas sim o fim da aposentadoria especial”.
Selene Michielin ressaltou ainda que muitos dos professores sofrem de depressão, devido ao stress do dia a dia. “Lidamos com a cobrança das famílias que depositam em nós o futuro de uma geração, com a violência que chega às escolas, com três turnos por dia, sem descanso ou lazer. Portanto, a aposentadoria especial é uma forma de reconhecimento e um direito dos professores”.
A senadora Fátima Bezerra (PT/RN), presente no debate, destacou que as reivindicações dos trabalhadores são legítimas, que não são privilégios, mas sim direitos deles. "Trata-se de direito de proteção, como imaginar o magistério sem esse direito de proteção, que ingressa bem cedo em uma sala de aula, sem nenhuma garantia ou estímulo para o exercícios de sua profissão. É uma questão de desrespeito com os professores terem que esperar até 60 anos para ter o direito a sua aposentadoria. Este sistema de aposentadoria especial é de extrema necessidade para garantir os direitos desses profissionais".
Segundo Beatriz, o que está havendo é uma mudança na Constituição sem que alguém tenha outorgado esta mudança. “Muitos de nós (professores), por causa do alto índice de cobrança e desgaste físico, estamos sofrendo da Síndrome de Burnout. A aposentadoria especial é um direito do magistério e vamos lutar para mantê-lo”

Presidente nacional da CUT: Temer está destruindo o Brasil

Desemprego, aumento da fome e até empresário devolvendo aeroporto: isso é Temer!

(Artigo: Vagner Freitas – Foto Roberto Parizotti/CUT)

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, faz um balanço dos resultados produzidos pelo governo Temer: recessão profunda, desemprego recorde, retorno do país ao Mapa da Fome. Para Vagner, o governo Temer está "destruindo o Brasil" e iludiu aqueles que acreditaram na propaganda da mídia golpista, de que bastava tirar Dilma Rousseff da presidência para o Brasil voltar a crescer.

Leia a seguir a íntegra do artigo:
Quem acreditou no discurso mentiroso dos golpistas de que bastava tirar a Dilma para o Brasil voltar a crescer, gerar emprego e renda, deve estar confuso com as últimas notícias sobre recessão prolongada, desemprego recorde, a volta do país ao Mapa da Fome, como diz Matéria do jornal The Guardian.
O golpe não era só tirar Dilma, era tirar direitos trabalhistas, reduzir programas sociais, voltar ao Brasil de antes de 2002, quando tudo era feito para beneficiar empresários e milionários. A gente cansou de avisar que o golpe era contra a classe trabalhadora e contra o Brasil. Muitos não acreditaram.
Agora estão caindo na real. Desde que o usurpador Temer assumiu a presidência da República, apoiado pelo PSDB de Aécio, Alckmin e Doria, a população não recebeu uma única notícia boa.
A recessão continua fechando postos de trabalho – a última pesquisa do IBGE disse que o país já tem mais de 13,5 milhões de brasileiros desempregados e que os poucos empregos criados são sem carteira assinada, ou seja, sem direitos trabalhistas.
Temer congelou gastos com saúde e educação por 20 anos; reduziu ou acabou com programas sociais; aprovou o fim da CLT e se prepara para acabar com a aposentadoria.
Além do desemprego, a era Temer sufocou os programas sociais e está matando de fome a população mais pobre. Mais de 143 mil famílias retornaram ao Bolsa Família este ano e a fila de espera para receber o benefício tem mais de 525 mil famílias.
A incompetência de Temer também não ajuda muito. Pela primeira vez na história do país, uma empresa opta pela devolução de uma concessão poucos anos depois de vencer a disputa. É isso mesmo.
A concessão do aeroporto de Viracopos está sendo devolvida porque, segundo os empresários há um “descolamento “chocante” entre as projeções de demanda de passageiros e de cargas versus a movimentação efetiva, esvaziada pela crise macroeconômica”.
Se o povo não tem dinheiro nem para comer, como vai andar de avião? Isso só foi possível no governo Lula, que gerou emprego e contribuiu para a melhora da renda. Para voltar a andar de avião, enterrar as reformas de Temer que só beneficiam os patrões que financiaram o golpe e ter nossos empregos de volta, temos de eleger um governo democrático e popular, comprometido com o povo e não com os empresários. Temos de dar um basta a esta farsa!