"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Entidades querem revogação de portaria do MEC que altera Fórum Nacional de Educação

Portaria de abril deste ano revogou portarias anteriores referentes ao Fórum

(Reportagem – Noéli Nobre - Edição – Regina Céli Assumpção/Agência Câmara Notícias - Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados)

Audiência pública com a participação da Comissão de Legislação Participativa (CLP) para debater as alterações na composição do Fórum Nacional de Educação (FNE), suas atribuições e a convocação da 3ª Conferência Nacional de Educação (CONAE)
O fórum conta hoje com 35 instituições e, na primeira quinzena de agosto, deve realizar sua primeira reunião a partir da nova composição
Deputados de oposição ao governo e representantes de entidades de defesa da educação defenderam, nesta quinta-feira (6), a revogação de uma portaria do Ministério da Educação que alterou a composição do Fórum Nacional de Educação (FNE).
A portaria 577, de abril deste ano, revogou portarias anteriores referentes ao fórum, que é fruto da 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae), de 2010, e foi criado para ser um espaço permanente de participação da sociedade na formulação e no acompanhamento da política educacional no Brasil.

Participação social
Em audiência pública nas comissões de Educação; e de Legislação Participativa, diversas entidades reclamaram de terem sido retiradas do fórum, o que prejudica a democracia, segundo elas. “Eram 42 entidades da sociedade civil, ficaram 24. São menos 18 entidades da sociedade civil. É isso que estamos denunciando, o corte da participação social. Tiraram o direito de construirmos coletivamente a política de educação no nosso País”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.
A avaliação é a mesma do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), um dos parlamentares que sugeriram o debate. Ele defendeu a revogação da portaria pelo governo com o argumento de que houve dissolução do fórum. “Não há alternativa a não ser a revogação para que minimamente você possa ter o estabelecimento de um diálogo democrático. Democracia não é só ter um diálogo com aqueles que pensam igual, mas respeitar as divergências e garantir a eles um espaço”, afirmou Braga.
Coordenador de Educação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra), Rafael dos Santos Pereira disse ter sido surpreendido com a exclusão da entidade do FNE. “O fórum está hoje ilegítimo, é um absurdo em si. Não tem na sua composição representação dos trabalhadores das instituições públicas e privadas do ensino superior”, disse. “Queremos que o governo revogue a portaria”, reforçou.

Atuação objetiva
Representando o Ministério da Educação, o diretor de Educação à Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Cezar Modernel Lenuzza, explicou que a portaria tratou de restabelecer uma condição objetiva de atuação do fórum, evitando que ele se transformasse em instrumento ideológico e partidário e garantindo voz a instituições antes não incluídas.
Segundo o diretor, foram excluídas entidades com dupla ou tripla representação e incluídas outras como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Sistema S, que inclui Sesi e Senai. “Há muito tempo o Sistema S pedia assento não só pela defesa e pela oferta que fazem dentro da educação, mas principalmente pela formação dos trabalhadores.”
No total, o fórum conta hoje com 35 instituições e, na primeira quinzena de agosto, deve realizar sua primeira reunião a partir da nova composição. Algumas situações de entidades excluídas, segundo ele, também poderão ser revistas.

Discurso ideológico
Carlos Lenuzza reclamou de ter sido o único convidado da audiência a falar favoravelmente à portaria. “Tivemos aqui seis instituições que se manifestaram contra a portaria. Nenhuma instituição favorável à portaria foi convidada. Me pareceu um pouco desproporcional”, criticou.
Glauber Braga esclareceu que foram os deputados da base do governo que não apresentaram outros nomes para a audiência. O deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), porém, se comprometeu a apresentar nomes de entidades que não foram convidadas para que elas possam participar de uma próxima audiência sobre o assunto.
Izalci concordou com a explicação de Lenuzza de que a portaria teve o objetivo de equilibrar o fórum, com representantes de diferentes setores.

Conferência de Educação
Em resposta a questionamentos sobre uma indefinição a respeito da realização da próxima Conae em 2018, Carlos Lenuzza disse que ela deverá ocorrer em novembro do próximo ano. Neste ano, ocorrerão as conferências municipais. As estaduais deverão ser realizadas no primeiro semestre de 2018.

sábado, 8 de julho de 2017

Lideranças da Regional do SINTE de Palmitos participam de Curso de Formação neste sábado

Neste sábado (08/07), lideranças da Regional do SINTE de Palmitos estão participando de Curso de Formação CNTE/SINTE-SC. Essa etapa trata sobre “Introdução à Economia Política”. O ministrante é Milton Pomar. O Curso segue até o final da tarde, em Palmitos.
 
 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Comunidade escolar da EEF Tupinambá elege nova diretora

Nesta sexta-feira (07/07), o Conselho Deliberativo da Escola de Ensino Fundamental Tupinambá, em Cunha Porã, elegeu e empossou a nova diretora, Veraneide Fátima Pressi. Tendo sido indicada por aquela comunidade escolar, Veraneide tem total apoio para atuar.
Professores/as da EEF Tupinambá convidaram a coordenadora da Regional do SINTE de Palmitos, Elivane Secchi, que esteve na posse da nova gestora escolar, juntamente com o Secretário de Formação Política e Sindical do SINTE/SC, Evandro Accadrolli. Elivane parabenizou a comunidade escolar, “que demonstrou organização e determinação. À nova diretora, desejamos um ótimo trabalho, junto à escola e à comunidade que tão calorosamente a escolheu”, concluiu a Coordenadora da Regional do SINTE de Palmitos.
 
 
 

Terça (11) tem marcha contra morte de direitos em Brasília

CUT Brasília convoca mobilização para impedir enterro da CLT por meio da reforma Trabalhista que deve ser votada no Senado

(Texto: CUT Brasília – Foto: Paulo Pinto/CUT)

A CUT Brasília e seus sindicatos filiados realizarão a Marcha Contra os Assassinos de Direitos, em oposição aos senadores que votarão a favor da reforma trabalhista, na próxima terça, às 10h, com concentração no Espaço do Servidor. Tanto a marcha, quanto a votação da nefasta medida, acontecerão no mesmo dia, 11 de julho.
Tramitando em regime de urgência, a matéria retira todos os direitos da classe trabalhadora em benefício dos capitais financeiro, agrário e empresarial, verdadeiros responsáveis por colocarem Temer no poder e que agora cobram a alta fatura do financiamento do golpe.
Mas, os trabalhadores e trabalhadoras já decidiram que não pagarão essa conta e por isso irão às ruas, mais uma vez, em protesto contra a destruição dos direitos trabalhistas.
Então, contribua com a mobilização para a Marcha Contra os Assassinos de Direitos. Garanta a sua participação e converse com seus colegas de trabalho, vizinhos, familiares e conhecidos. Vamos encher a Esplanada de trabalhadores na próxima terça (11). Os senadores precisam entender, de uma vez por todas, que quem VOTA não VOLTA.
“Os trabalhadores e trabalhadoras não se esquecerão dessa traição e a CUT, os sindicatos e os movimentos sociais, em todos os estados, estamparão nas ruas e nas redes sociais, a cara desses assassinos de direitos para que sejam riscados do cenário político nacional”, enfatizou Rodrigo Britto, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Brasília.
A direção nacional da CUT, por sua vez, continua orientando sua base a manter pressão máxima nas redes sociais e no uso do site NA PRESSÃO, onde há uma campanha específica para a Reforma Trabalhista, que proporciona acesso direto a todos os canais e redes sociais dos senadores, além de informar a posição de cada senador sobre a reforma.

Serviço:
Marcha Contra os Assassinos de Direitos
Quando: Terça-feira, 11 de junho – Dia da votação da reforma trabalhista, às 10h.
Onde: Concentração no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios

CNTE: Manifesto em defesa da Educação Pública e de seus trabalhadores

A aprovação da Lei 13.005, em 2014, encheu o Brasil de esperanças em relação ao tão aguardado salto de qualidade educacional pretendido desde a colonização de nosso território por nações estrangeiras, mas que nunca se concretizou mesmo depois de conquistadas a “independência” e a “soberania” nacionais.
Transcorridos três anos da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), constatamos que as brechas criadas pelo capital no Plano de Estado para a educação com o propósito de se apropriar de recursos públicos, e as reformas neoliberais, que passaram a dominar a pauta da política nacional, têm aniquilado os sonhos e as esperanças de quem acreditou ter chegado a hora de o Brasil pagar sua dívida sócio educacional com a maioria de seu povo.
A aprovação da Lei 13.365, que retira a exclusividade da Petrobras para atuar com participação mínima de 30% na exploração da camada Pré-sal, foi o primeiro golpe contra a meta 20 do PNE, que pretendia equiparar o financiamento da educação a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2024. Na sequência, aprovou-se a Emenda Constitucional (EC) nº 95, que enterra em definitivo a meta de financiamento do PNE, uma vez que esse dispositivo macroeconômico ultraliberal proíbe o crescimento real das despesas da União com gastos sociais, entre eles, o de educação.
A EC nº 95, além de impedir a expansão das matrículas e a implementação do Custo Aluno Qualidade (CAQi e CAQ), põe por terra as metas 17 e 18 do PNE, que tratam da valorização salarial do magistério e das carreiras dos profissionais da educação. E a Lei 13.429, que instituiu a terceirização ampla e irrestrita, inclusive em grande parte do serviço público, juntamente com a reforma trabalhista – prestes a ser aprovada em definitivo no Senado –, encerram de vez a perspectiva de termos ampliado os quadros profissionais efetivos, qualificados e valorizados nas escolas públicas. Com isso, as estratégias 18.1, 18.3 e 18.4 do PNE tornam-se preceitos legais natimortos! E a reforma da Previdência, outro dispositivo neoliberal, acabará por afugentar os atuais profissionais em idade de aposentadoria que trabalham nas escolas, agravando a falta de professores em determinadas disciplinas e elevando o índice de contratos terceirizados tanto pela via de Organizações Sociais (Lei 9.637) ou empresas privadas (Lei 13.429), como por meio de funções temporárias com a gestão pública (art. 37, IX da CF-1988).
Antes mesmo de a EC nº 95 ser colocada em prática na educação, o governo ilegítimo de Michel Temer contingenciou recursos do orçamento do Ministério da Educação, cortou repasses para despesas correntes e para investimentos das Universidades e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia – comprometendo o dia a dia das instituições e reprimindo a oferta de novas vagas –, restringiu o acesso dos estudantes ao Financiamento Estudantil – FIES, e, na maior prova de sua vocação antidemocrática e apartada do projeto político eleito em 2014 nas urnas, destituiu o Fórum Nacional de Educação, a fim de controlar as ações desse Colegiado que era para ser o principal canal de participação da sociedade na gestão educacional, além de fomentar a negociação das entidades civis com o governo, e em especial com o MEC.
Portanto, após três anos de vigência do PNE, a sociedade brasileira se depara efetivamente com ações do Poder Público, nas três esferas administrativas, que contradizem os principais objetivos do Plano Decenal de Educação, quais sejam, a ampliação das matrículas escolares e universitárias, a melhoria da qualidade da educação, a democratização da gestão educacional e a valorização dos profissionais das escolas públicas. E, para piorar, a educação ainda sofre o ataque fascista de grupelhos instalados nos parlamentos Brasil afora que desejam implementar Lei da Mordaça aos educadores, num verdadeiro achaque pretensamente disfarçado de Escola sem Partido, proposta esta que nega o direito dos cidadãos tomarem partido sobre o que desejam para suas vidas.
Nesse diapasão, em fevereiro último, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória (MP) nº 746, de autoria do governo ilegítimo (transformada na Lei 13.415), a qual, além de fragmentar a educação básica – desvinculando parte do ensino médio da proposta curricular comum a todos os estudantes –, fomenta a privatização da etapa final de nível médio e promove a desprofissionalização do magistério, ao admitir no artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) bacharéis com “notório saber” reconhecidos pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional na modalidade de Educação Técnica-

Profissional, além de profissionais graduados que tenham feito complementação pedagógica aligeirada.
Para além do ataque à profissionalização e à organização sindical dos trabalhadores em educação (temas igualmente prioritários nas reformas já promovidas pelo governo golpista ou em curso no Congresso), salta aos olhos o apetite do setor privado em abocanhar os fundos públicos de educação. E a conveniência e a conivência dessa ambição empresarial desenfreada com os interesses de muitos gestores públicos já demonstram resultados tenebrosos em muitos lugares do Brasil, seja no sentido de enquadrar as contas públicas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – uma vez que contratos terceirizados não são computados nos limites da LRF –, seja para dinamizar o retorno do apadrinhamento político na contratação de pessoal para as escolas públicas – enorme retrocesso social, cultural, político e econômico à nação.
Neste momento, a CNTE tem realizado levantamento sobre os processos de privatização e mercantilização da educação, de militarização de escolas e de terceirização de profissionais nas redes públicas de educação básica. Além da pesquisa “Mercantilização e Privatização da Educação Básica no Brasil”, encomendada a pesquisadores da Universidade de Brasília, nossa Entidade tem coletado dados diretamente das redes estaduais e municipais onde há trabalhadores em educação filiados à CNTE. Até agora 9 sindicatos estaduais e do DF, além de 7 sindicatos municipais responderam às perguntas, e os resultados têm sido mais que preocupantes. E é nesse contexto que o PNE 2014-2024 tem atuado, com enormes contradições e seletividades.
Sobre o processo de privatização e mercantilização da educação básica no Brasil (ver publicação da CNTE de mesmo nome em www.cnte.org.br), as matrículas privadas avançam em todos os níveis, etapas e modalidades da educação, e, consequentemente, aumentam os repasses diretos de verbas públicas para os agentes privados conveniados com o setor público. E essa tendência, em breve, deverá ser turbinada com a privatização, em muitos lugares, da parte específica do currículo de Ensino Médio, sobretudo na área da Educação Técnica-Profissional. 
A militarização das escolas progride de forma preocupante no país, estando presente nos Estados de Goiás, Rondônia, Ceará, Paraíba e Pará. E, conforme dito anteriormente, a pesquisa da CNTE obteve, até o momento, retorno de 9 estados, perfazendo, portanto, esse quesito, 55,55% sobre a base pesquisada.
Já a terceirização de profissionais e de serviços educacionais tem sido o grande destaque da pesquisa da CNTE. Todos os estados e municípios contam com algum tipo de flexibilização do trabalho de educadores (professores e funcionários da educação) e em muitos verificam-se contratos de gestão e de distribuição de material pedagógico através de empresas privadas, a exemplo das que são mantidas pelas fundações Roberto Marinho e Itaú Social, pelos institutos Airton Senna e Natura, além dos grupos Positivo, Objetivo, Alfa e Beto etc.
Especificamente sobre a terceirização dos trabalhadores escolares, esse processo ocorre de inúmeras formas, contrariando as metas e estratégias do PNE. A flexibilização do trabalho escolar, em todo país, além de seguir a lógica da reforma trabalhista e da Lei da Terceirização – que precarizam a força de trabalho em benefício do lucro e de cortes orçamentários –, também se aproveita de verdadeiras burlas em outras legislações vigentes, como no caso de contratos de auxiliares de creches por meio do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (Lei 10.748). Outro artifício é a contratação de professores, funcionários e auxiliares diversos através do MEI (Microempreendedor Individual). Por meio de um único CNPJ as prefeituras contratam até cinco profissionais. E nos dois casos citados (Primeiro Emprego e MEI), as remunerações dos trabalhadores tendem a ser de ½ salário mínimo.
Os funcionários da educação continuam sendo as principais vítimas da terceirização escolar, tendo sido registrados casos em 100% das amostras pesquisadas nas redes estaduais e municiais. Porém, o magistério começa a figurar como alvo da terceirização direta através de Organizações Sociais. Além disso, mantém-se os recorrentes casos de contratos temporários vinculados às administrações públicas – que em muitos locais superam o número de pessoal efetivo –, contratos esses que penalizam os trabalhadores sem vínculo efetivo e que, agora, tendem a ser transferidos para empresas privadas ou OSs, sob o manto da legalidade nacional e ao arrepio das metas do PNE, que nem mais parecem Lei! Eis aí mais um paradoxo jurídico de nosso país, entre tantos outros que deturpam direitos e oprimem o povo.

Brasília, 5 de julho de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

Seminário sobre os três anos do PNE reúne reivindicações em Carta de Brasília

O Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Gilmar Ferreira, denunciou o completo abandono do governo federal em relação ao Plano Nacional de Educação: "O governo se desresponsabilizou pelo financiamento da educação pública e transferiu tudo para estados e municípios", alertou. Gilmar foi um dos palestrantes do Seminário Nacional “Três Anos do Plano Nacional de Educação”, que aconteceu na Câmara dos Deputados em Brasília e contou com a presença de parlamentares, representantes da sociedade civil e organizações ligadas à educação.
Gilmar alertou que já está em curso um processo de terceirização e precarização da educação pública: "Em muitos municípios já existe a contratação de professores via MEI (Microemoreendedor Individual), o que leva à desvalorização dos profissionais".
Entre as reivindicações apresentadas pelos palestrantes no Seminário está a suspensão da Emenda Constitucional 95, que reduz recursos para a educação por 20 anos. Macaé Evaristo, representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), frisou: "O PNE é nossa grande diretriz se quisermos ter um país desenvolvido". Ela ressalta que a EC 95 cria a impossibilidade de se efetivar as 20 metas do PNE.
Aléssio Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), destacou que a queda de receitas dos municípios pode gerar limitação pra cumprir o piso do magistério e carreiras. Ele também aponta que a retirada de recursos aumenta a desigualdade na oferta de educação e diminui a participação da União na educação pública.
Andréa Gouveia, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), apresentou um breve histórico da disputa em torno do financiamento da educação desde a década de 1980. Para ela, os avanços conquistados a partir desse ano foram interrompidos com a EC 95.
João Ferreira, da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), relatou que a EC 95 compromete fortemente a execução de qualquer proposta que se faça para os PNEs futuros: "A medida determina a morte do Plano Nacional da Educação", enfatizou.
Eduardo Rolim, da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino (Proifes), e Gilson Reis, da COnfederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), também reivindicaram a revogação da Emenda Constitucional 95. A reivindicação será incluída na Carta de Brasília, documento que vai agregar as diversas considerações e demandas apresentadas durante o seminário.
Para a CNTE, o governo federal deve assegurar o financiamento para educação pública nesse país. Leia o Manifesto da Educação da Educação Pública e de Seus Trabalhadores. Também participaram do seminário a secretária de assuntos de Aposentados e assuntos previdenciários, Selene Barboza Michielin, e das secretárias executivas Odeni de Jesus da Silva e Berenice D'Arc Jacinto. 

Seminário Nacional 3 anos do Plano Nacional de Educação (PNE) – 05/07/2017:

Assista a intervenção do presidente Heleno Araújo no Seminário Nacional dos três anos do PNE:


Assista a participação do secretário de assuntos educacionais da CNTE, Gilmar Ferreira, no Seminário:

Em julho acontecem a 15ª Plenária e Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT-SC

Com o tema “100 anos depois... a luta continua”, com uma alusão a primeira greve geral de 1917, a CUT-SC realiza Plenária e Congresso Extraordinário

(Texto: Sílvia Medeiros/CUT-SC)

Nos dias 19 e 20 de julho, no Hotel Canto da Ilha, em Florianópolis, a CUT-SC realiza a sua 15ª Plenária e também o 1º Congresso Extraordinário e Exclusivo. A atividade vai envolver cerca de 400 dirigentes de sindicatos CUTistas de diferentes regiões do Estado. Na programação, estão previstas mesas de debate sobre os impactos da reforma trabalhista, a interferência do judiciário e da mídia no golpe do Brasil, a avaliação e debate da tese estadual e da tese nacional. Além dos debates na noite do dia 19 está prevista uma mesa com diversos atores dos movimentos sociais e políticos do país.
De acordo com Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT-SC e Coordenadora da Plenária/Congresso, a expectativa é que a atividade extraordinária reveja o plano de lutas da central, visto as drásticas mudanças na conjuntura brasileira. “Quando decidimos quais seriam as nossas ações no Congresso da CUT-SC em 2015, o cenário político brasileiro era bem diferente do caos instalado hoje no país. Precisamos nos debruçar frente esse novo cenário e traçar as prioridades em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da construção de um projeto de país”.
Para conhecer a tese estadual da CUT-SC acesse aqui.
Para conhecer a tese nacional da CUT acesse aqui.
Programação da 15ª Plenária e Congresso Extraordinário da CUT SC
Dia 19/07 (quarta feira)
10h – Abertura
10:15h – 10:30 h – Mesa 1 – Regimento
10:30 - 12:30 h – Mesa 2: A Reforma trabalhista e os impactos na estrutura, organização e prática sindical
Prof. Dr. Prudente José Silveira Mello – Advogado Trabalhista
14 – 17 h: Grupos de Trabalho – Leitura e discussão de propostas de alterações dos textos nacional e estadual
17h30 – Ato de abertura – Debate de conjuntura
Vagner Freitas - Presidente da CUT
Gilmar Mauro – Coordenação do MST Nacional
Carina Vitral - Ex Presidente da UNE
Gleisi Hoffmann - Senadora PT-PR (À confirmar)
Dia 20 (quinta feira)
09 - 12h – Mesa 3 - Disputa de classes: O Judiciário e a Mídia X Classe Trabalhadora
Judiciário: Eugênio Aragão (Ex ministro da Justiça)
Mídia: Luiz Carlos Azenha - Blog Viomundo
13:30–16:30h – Mesa 4 - Discussão e deliberações das propostas ao Texto Nacional, ao Texto Estadual e Moções
16:30 – 17h – Eleição dos delegados para a nacional
17:30 h – Convocação 13º CECUT e encerramento