"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



domingo, 15 de janeiro de 2017

Confira as notícias do terceiro dia do 33º Congresso da CNTE


CNTE: Nova diretoria é eleita com quase 90% dos votos

Com 86,8 % dos votos, a Chapa 30 - Resistência e Luta venceu as eleições para a Direção Executiva e Conselho fiscal da CNTE para a próxima gestão. Com a vitória, Heleno Araújo assume a presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.
Três Chapas se inscreveram para disputar o pleito. Além da vencedora, a Chapa 10 - Independência e autonomia: colocar a CNTE na rua contra os ajustes de Temer e do Capital, com 9,7% dos votos e a Chapa 20 - Não ao golpe: unidade para lutar, com 3,3%.
A Nova Diretoria é resultado da aliança de seis forças políticas dentro da CNTE e significa em parte continuidade “já que temos quase 50% de renovação no conjunto da chapa”, avaliou Heleno. Segundo ele, a nova composição traz diretores da antiga gestão em novos cargos e novos membros.
“Isso já é uma mudança importante. Eu, por exemplo, estava na politica educacional e agora assumo a presidência. São alterações que dão um respiro para quem está mudando de posição dentro da direção e para os novos que chegam com energia e disposição para aprender e fortalecer ainda mais a luta conosco”, anima-se.
Para 2017, a nova direção prevê um ano crucial, com muita união e mobilizações. “Será um ano difícil e as resoluções do próprio congresso já apontam para isto”, avalia. O calendário de luta, segundo ele, já deve começar em fevereiro antes do carnaval com a preparação para a greve geral da educação, em 15 de março.
“Vai ser um ano de fato atípico com uma dinâmica diferente de anos anteriores. Percebemos uma disposição da categoria de não perder direitos, de não mudar o processo da previdência, de manter o financiamento para a educação de forma a atender a lei de proteção da educação e as lei que estão sendo aprovadas no congresso estão na contramão de tudo isso”, ressalta.
De acordo com Heleno, as reflexões e questionamentos durante o 33º Congresso indicou a disposição de um processo de unificação e de luta. “Mesmo as posições divergentes colocadas no congresso e a exposição dos palestrantes mostrara a necessidade de buscar esta unidade . Então, o congresso deu este tom e vamos continuar lutando por isso. A CNTE não está isolada”, destacou.
Heleno revelou que é preciso buscar por outros cantos e espaços “para que possamos marchar enquanto classe trabalhadora juntos, reunidos e firmes para barrar este golpe , restabelecer a democracia no país, evitar que direitos da classe trabalhadora sejam perdidos e avançar naquilo que ainda é preciso na área da educação e de outros direitos sociais pela população brasileira como um todo”, concluiu.
 

Confira abaixo a lista completa da diretoria:

Heleno Araújo Filho eleito presidente da CNTE

Heleno Araújo Filho, de Pernambuco, foi eleito presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Com 86,8% dos votos válidos, a Chapa 30 - Resistência e Luta - venceu as eleições à Direção Executiva e Conselho fiscal da CNTE, para a próxima gestão.
A Chapa Resistência e Luta conta com os seguintes integrantes: Heleno Araújo Filho (Presidente), Antonio Lisboa (Diretoria Executiva), Gilmar Soares Ferreira (Secretaria de Assuntos Educacionais), Iêda Leal (Secretaria de Igualdade Racial), Fátima Silva (Secretaria Geral), Rosilene Corrêa Lima (Secretária de Finanças), Edmilson Lamparina (Secretaria de Funcionários de Escolas).
Três Chapas se inscreveram para disputar o pleito. Além da vencedora, a Chapa 10 - Independência e autonomia: colocar a CNTE na rua contra os ajustes de Temer e do Capital, com 9,7% dos votos válidos, e a Chapa 20 - Não ao golpe: unidade para lutar, com 3,3%.
 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Plenário aprova resoluções para a Conjuntura Internacional, Nacional e Política Sindical

Os participantes do Congresso aprovaram neste sábado (14), as resoluções da fusão Articulação Sindical/CTB/CSD/O Trabalho, para os temas, Conjuntura Internacional, Nacional e Política Sindical. Tais propostas visam orientar a diretoria executiva da CNTE, nos próximos três anos.
No plano internacional, a CNTE deve estar atenta à pauta nacionalista, conservadora e neoliberal. Além disso, deve enfrentar o avanço descomunal do capitalismo na América Latina e no mundo, combatendo acordos econômicos como o Trade in Services Agreement (TISA) e o Tratado Transpacífico (TTP).
De acordo com as resoluções aprovadas no ambiente nacional, a agenda da CNTE para o próximo período deve manter a resistência contra o governo golpista.
Segundo o secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Heleno Araújo, o pleito é resultado da participação de quase 41 mil pessoas, que puderam escrever suas propostas para o 33º Congresso. “As resoluções aprovadas vão compor o caderno da CNTE, que vai balizar a pauta de lutas da Confederação”, explicou Araújo.

Novas ferramentas de apoio à Educação


A Revista Retratos da Escola, publicação volume 10, número 19, da Escola de Formação da CNTE (Esforce), foi lançada durante o Congresso. Com o tema “20 anos de LDB” (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a publicação traz 10 artigos com diversos temas como, “Vinte anos de LDB, treze anos de Lei 10639/03: e o racismo com isso?”, “A LDB de 1996 e as vicissitudes da educação profissional e tecnológica” e “A Educação de Jovens e Adultos após 20 vinte anos da Lei nº 9394/96”, além de uma entrevista com a pedagoga Teresa Leitão.
A professora Juçara Dutra, do comitê editorial da revista, lembrou que a publicação é uma ferramenta importante de apoio à Educação. “Não encontramos outras publicações científicas, voltadas para a educação básica e com esse formato, por isso a revista é especial”.
“O Brasil e o golpe em 2016” esse é o título do segundo lançamento. O livro pretende mostrar, em especial, os avanços dos últimos anos obtidos no campo da educação.
De acordo com o presidente da CNTE, Roberto Leão, também será demonstrada a caçada inédita que se faz não só a um partido, mas a todo um projeto de esquerda do país, o qual, mesmo com contingências, alçou o Brasil a um novo patamar social e tornou-se vitorioso nas urnas até a consumação do golpe em 2016.
“Para nós, educadores e educadoras, o impacto das medidas do golpe na área da educação praticamente pavimenta o caminho para o fim da educação básica pública no país”, concluiu.

Leia: O Brasil esfacelado pelo golpe:

Leia: Retratos da Escola - 20 anos de LDB: http://www.cnte.org.br/images/stories/2017/revista_esforce_n.19_jul_dez_2016_final_web.pdf

Confira o que foi discutido nos coletivos da CNTE

Reuniões dos coletivos da CNTE e do Departamento de Especialistas (DESPE) abriram o terceiro dia de Congresso.
Divididos em 10 grupos, os profissionais discutiram temas como políticas para mulheres, combate ao racismo, saúde do trabalhador e a situação educacional nos municípios. Confira abaixo o que aconteceu em cada coletivo:

Coletivo de Formação
Em pauta na reunião, a conjuntura do país e os novos desafios do movimento sindical. “Passamos por um momento difícil, mas isso alimenta o movimento sindical e nos obriga a rever nossas pautas de lutas e estratégias de ação”, ressaltou o Secretário de Formação da CNTE, Gilmar Soares.
Quatro grandes eixos compõem o programa de formação sindical, da Escola de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Esforce), da CNTE: Eixo I - Concepção Política e Sindical (5 fascículos); Eixo II - Formação de Dirigentes Sindicais (5 fascículos); Eixo III - Planejamento e Administração Sindical (4 fascículos); Eixo IV - Temas Transversais (1 fascículo). Os fascículos estão entre as publicações que podem ser acessadas com facilidade na página da CNTE.

Coletivo de Mulheres
A secretária de Relações de Gênero da CNTE, Ísis Tavares, abriu a reunião encorajando as mulheres a atuarem em todas as frentes da sociedade. “Entretanto, o movimento não deve ser sexista, mas lado a lado com seus companheiros”, afirmou.
O lançamento da 15° edição da Revista Mátria, da CNTE no dia 8 de março, também foi anunciado na reunião. “A publicação é uma ferramenta riquíssima de informação relativa às questões das mulheres, mas não apenas para mulheres”.
A deputada Érika Kokay foi a palestrante do coletivo e afirmou que as educadoras têm uma forte arma de luta: a coragem. “As mulheres são corajosas e isso é um instrumento de libertação”.

Coletivo da Juventude
O coordenador do coletivo, Carlos Guimarães, resgatou os trabalhos realizados nos últimos três anos e lançou a versão beta do aplicativo da juventude da CNTE, os participantes puderam sugerir ideias para aprimorar o projeto. Além disto, foi apresentada a proposta de resolução política permanente da juventude e a reorganização do coletivo para se tornar um departamento da CNTE.
"Todo este trabalho e debate realizado aqui é uma forma da juventude ter voz e cobrar a criação de outros coletivos nos sindicatos. Precisamos fortalecer a nossa luta em todos os estados”, concluiu.

Coletivo LGBT
O Coletivo LGBT, coordenado pelo Secretário de Direitos Humanos da CNTE, Zezinho Prado, encaminhou uma moção de repúdio à enorme violência dirigida às pessoas LGBT e contra o projeto Escola sem Partido, temas que estão intimamente ligados. Zezinho destacou o balanço positivo das ações de alguns sindicatos nessa área e pontuou: “Também nos surpreendeu o aparecimento de novos sindicatos que têm coletivos LGBTs”.

Sindicatos Municipais
A secretária de assuntos municipais da CNTE, Selene Rodrigues, coordenou o grupo que reuniu representantes dos sindicatos municipais. “Neste grupo, os participantes apresentaram avaliações de suas regiões para, principalmente, organizar a construção da greve geral”, sintetizou Selene.

Coletivo DESPE
O coletivo do Departamento de Especialistas em Educação reuniu representantes de vários estados e a discussão principal girou em torno das diferentes nomenclaturas e formas de pensar o trabalho pedagógico nas escolas.
“Novamente o DESPE se reúne e estamos procurando esta identidade politica de quem são os especialistas da educação neste momento atual das escolas”, explicou Mario Sérgio, coordenador do DESPE.
O coletivo decidiu propor à nova diretoria da CNTE a realização de uma pesquisa de cunho cientifico para “começar a fazer o debate novamente sobre a identidade do atual pedagogo ou especialista em educação”, disse.
De acordo com Mário Sérgio, será solicitado à direção da CNTE, e também aos sindicatos de base, que organizem coletivos dos que fazem a função pedagógica no processo ensino aprendizagem dentro e fora da sala de aula. “Aquele que está fora da sala de aula, na gestão pedagógica, também deve participar para que a gente consiga construir esta identidade dos pedagogos da escola pública”, explicou.

Coletivo de Saúde
O trabalhador em educação padece de doenças profissionais e é uma categoria fadada ao adoecimento. Este foi o tom das discussões do Coletivo de Saúde. As várias experiências relatadas pelos participantes demonstraram a preocupação com a falta de um plano nacional e de ações preventivas.
“E a saída, primeiro é defender o Sistema Único de Saúde para que os adoecidos tenham onde se tratar. Também temos estados e municípios que tem o seu instituto próprio de saúde. A luta é pela melhoria do SUS e pela defesa dos institutos de saúde dos estados e municípios”, explicou Francisca Pereira da Rocha, secretária de saúde do trabalhador da CNTE.
Durante o coletivo foi orientado aos participantes que respondam à pesquisa que está sendo realizada durante o 33º Congresso. “O coletivo de saúde já aprovou a realização desta pesquisa durante este congresso e que poderá ser um valioso instrumento na luta contra a reforma da previdência, pela necessidade da manutenção da aposentadoria especial do magistério, e importante para a nova direção”, explicou.

Funcionários
O coletivo de funcionários debateu, com desavenças e conciliações, questões relacionadas à legislação e condição de carreira do funcionário. Na visão do coordenador do coletivo, Edmilson Lamparina, um deles foi a conquista do programa dos funcionários da educação básica pública, o Prófuncionário. “Para a gente chegar ao Prófuncionário, nós temos uma história que todos devem conhecer. Não só apenas dos estados que optaram, mas também aqueles que não se adaptaram ao nível nacional”, comentou Lamparina. Outro objetivo do encontro foi discutir o ensino superior de secretariado, luta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), cuja resolução pode abrir portas para o curso de Técnico e Processos Escolares.

Aposentado
O coordenador do coletivo, Joaquim Cunha, respondeu às dúvidas dos presentes quanto às novas regras que poderão ser instituídas na Previdência Social caso a reforma passe pelo Congresso Nacional.

Entre elas, as novas medidas de paridade e integralidade da pensão e mudanças na modalidade diferenciada de aposentadoria para professor. Isso não impediu o receio à proposta por parte dos participantes, que fizeram um alento para que os sindicatos se mobilizem e combatam a iniciativa do governo Temer.
“A reforma da Previdência é criminosa. Nunca foi feita dessa forma no mundo. Vai afetar também todas as pessoas que já se aposentaram, pois também altera regras para a pensão”, alertou Cunha.

Antirracismo
Ao som do sucesso de Fundo de Quintal, “Sorriso Negro”, o coletivo antirracismo deu início ao processo de diálogo sobre os desafios dos educadores no combate ao racismo.
A coordenadora Iêda Leal convidou o presidente do Instituto Luiz Gama, Silvio Luiz de Almeida para ministrar uma palestra. A ideia foi alimentar o debate e a conscientização para elaborar, nos próximos encontros, um plano de quatro anos de luta contra o racismo.
“Nós estamos reforçando nosso trabalho que cria mecanismos para que os educadores tenham mais instrumentos no combate ao racismo”, explicou Leal. Depois da conversa, os participantes receberam um material sobre educação para as relações etnicorraciais.