Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE/SC) - Regional de Palmitos
"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.
É estarrecedor como vivemos em tempos sombrios para o jornalismo brasileiro!
Na oportunidade da abertura do 33º Congresso Nacional da CNTE, realizado no dia de ontem, 12 de janeiro de 2017, quando os educadores e educadoras brasileiros/as ouviram as palavras do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em palestra magna proferida na abertura de seu encontro nacional, a grande imprensa brasileira decidiu repercutir ação feita por um grupo de, no máximo, 20 pessoas em um auditório lotado com quase 3 mil pessoas.
A manchete da matéria jornalística produzida pelo jornal da família Marinho (organizações Globo) e repercutida, em grande medida, por outros órgãos da imprensa familiar brasileira, evidencia o péssimo jornalismo feito por nossa grande imprensa. Aquela manchete, ao repercutir um fato absolutamente pequeno e irrelevante diante da magnitude das palavras do ex-presidente Lula, entrará para a história e fará parte dos manuais de jornalismo do que se deve evitar fazer. Uma manchete que não reproduz o que, sequer, o conteúdo da própria matéria enuncia. Uma manchete que só explicita a caçada judicial e midiática a que está sendo submetido o presidente Lula nos últimos tempos.
O auditório onde foi proferida a palestra de nosso ex-presidente simplesmente o ovacionou. Como poucos, Lula tem uma leitura de realidade rara nesses tempos em que a mentira interessa mais do que a verdade.
Já quanto à grande imprensa brasileira, fica o mais veemente repúdio dos educadores/as brasileiros/as. Não à toa, essa grande mídia familiar perde, cada dia mais, leitores e consumidores de suas informações. Isso porque está cada vez mais evidente que o que eles fazem não é o bom jornalismo: trata-se de um jornalismo parcial que persegue um projeto político e todos que a ele estiverem vinculados.
Os/as educadores/as brasileiros/as já estão cansados/as de tanta mentira que, diuturnamente, é reproduzida por esses grandes meios de comunicação, estes sim que morrerão por conta de seu próprio veneno. Chegará o dia em que não bastarão mais os vultosos recursos do Governo se não tiverem mais leitores, fartos de suas mentiras!
O painel sobre Política Sindical abriu o segundo dia do 33º Congresso da CNTE, que ocorre até o próximo domingo (15), em Brasília. A luta por uma educação de qualidade, o desenvolvimento do país, a valorização e a união dos profissionais foram alguns dos pontos levantados na discussão.
A primeira a falar Janeslei Albuquerque, Secretária de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais, da CUT-Brasil, disse que a agenda golpista está pautada na retirada de direitos dos trabalhadores. “Esse fato exige uma reflexão da esquerda. Precisamos retomar a unidade dos movimentos sindicais, para fortalecer nossa luta e esse é o nosso grande desafio”, ressaltou.
“Não podemos atacar o princípio da base sindical que é respeitar as diferenças e dialogar com todos, para juntos construirmos a unidade que nos torna fortes”, essa foi a avaliação da representante da CSP-Conlutas, Neida Oliveira.
Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, afirmou que é simplista a leitura da conciliação de classe apenas quando ela é pautada em objetivos políticos. “É necessário a união dos movimentos, mas temos também o dever moral de fazer uma reflexão de onde erramos, para conquistar a mente e os corações do povo brasileiro tão sofrido e desacreditado. É preciso sonhar, mas observar com atenção a vida real, o tempo político mudou é necessário vigilância”.
O professor de história, Stênio Matheus, diretor da Intersindical, disse que não há socialismo sem democracia. “E essa democracia é algo muito difícil de se construir. Podemos encontrar pontos divergentes, mas temos que pautar a luta de classe em objetivos maiores e em favor de toda a sociedade”.
“Fomos derrotados no golpe porque a classe trabalhadora não foi unida, ao contrário de quem orquestrou a queda da presidenta Dilma, que uniu, o congresso, o judiciário e os meios de comunicação. Precisamos nos reorganizar e colocar os trabalhadores na rua novamente, como sempre fizemos”, avaliou a secretária nacional de políticas sociais e direitos humanos da CUT, Jandyra Uehara.
De acordo com João Felício, presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), o discurso ideológico entre socialismo e capitalismo não deve embasar as ações dos trabalhadores. “Temos que discutir temas concretos que atingem diretamente os trabalhadores, como reforma agrária, previdência, diretos das mulheres, etc. Felício concluiu elogiando a CNTE pela diversidade de entidades que compuseram a mesa de debates.
O Secretário de Política Sindical da CNTE, Rui Oliveira, finalizou agradecendo aos todos os participantes pelos debates. “Temos certeza que vamos sair daqui com mais força e motivados a lutar”.
Prossegue, em Brasília, o 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Até às 17 horas, está sendo realizado o “Painel: Política Educacional”. Das 17 às 19 horas, serão organizados grupos de debates em torno das resoluções apresentadas. Às 19h30, será servido jantar aos participantes. Para às 20h30, está marcado Ato Político em Defesa da Democracia. Das 22 às 2 horas, haverá festa de confraternização.
Foi aberto, há pouco, o 33° Congresso Nacional da CNTE, em Brasília. Diversas lideranças da Executiva Estadual e de todas as Regionais do SINTE/SC participam do evento, que prossegue até domingo (15/01). A Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos, Elivane Secchi, participa do 33° Congresso Nacional da CNTE, juntamente com líderes das Regionais e da Executiva Estadual do SINTE/SC.
Leia o Caderno de Resoluções do 33° Congresso Nacional da CNTE:
O piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para 2.298,80. O anúncio foi feito hoje (12) pelo Ministério da Educação (MEC).
O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais.
O ajuste deste ano é menor que o do ano passado, que foi de 11,36%. O valor representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O novo valor começa a valer a partir deste mês.
"Significa um reajuste acima da inflação, cumprindo a legislação", disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. "É algo importante porque significa, na prática, a valorização do papel do professor, que é central na garantia de uma boa qualidade da educação. Não se pode ter uma educação de qualidade se não tivermos professores bem remunerados e motivados", acrescenta.
A lei vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Pela lei, os demais níveis da carreira não recebem necessariamente o mesmo aumento, o que é negociado em cada unidade federativa.
Aumento de R$ 5,083 bilhões nos gastos municipais
Em um cenário de crise, o reajuste preocupa estados e municípios. Estudo divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que o reajuste do piso salarial dos professores vai gerar um aumento de R$ 5,083 bilhões nos gastos municipais.
De acordo com a CNM, de 2009 a 2016 os gastos com a folha de magistério tiveram uma expansão de R$ 41,829 bilhões. O valor já cresceu 241,9%, muito acima da inflação relativa ao período e maior do que o próprio aumento das receitas do Fundeb.
O Fundeb é formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, Distrito Federal e municípios, vinculados à educação. Além desses recursos, ainda compõe o Fundeb, a título de complementação, uma parcela de recursos federais. Pelo menos 60% desses recursos devem ser destinados a pagamento de pessoal.
Segundo a CNM, atualmente, os municípios comprometem, em média, 78,4% dos recursos do Fundeb apenas com a folha de pagamento desses profissionais, de acordo com dados do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope).
Em 2015, mais de 70 Municípios já comprometiam 100% desses recursos.
O ministro da Educação ressaltou que, ao final do ano passado, o governo antecipou o repasse de R$ 1,25 bilhão do Fundeb. "O pagamento foi honrado ainda dentro do exercício de 2016, o que não ocorria. O prazo para que o repasse fosse feito é até abril do ano subsequente", disse.
Ele acrescenta que, em 2017, os repasses aos estados e municípios serão mensais, "o que vai totalizar R$ 1,3 bilhão e ajudará o fôlego dos estados e municípios e suas respectivas folhas", finalizou.
Lideranças da Executiva Estadual e de todas as Regionais do SINTE/SC participam, a partir de hoje (12/01), até domingo (15/01), do 33° Congresso Nacional da CNTE. O evento, que ocorrerá de 12 a 15 de janeiro de 2017, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunirá profissionais de educação do Brasil e do mundo. Da Macrorregional Oeste, lideranças viajaram, nesta madrugada, de Chapecó ao Distrito Federal.
O 33° Congresso Nacional da CNTE homenageia o patrono da educação brasileira, Paulo Freire. Nas plenárias, serão debatidos temas como, conjuntura internacional; conjuntura nacional; política educacional; política sindical; balanço político; políticas permanentes; plano de lutas.
Leia a programação do 33° Congresso Nacional da CNTE:
A CNTE realizou, nesta quarta-feira (11), o seu 2° Seminário Internacional, em Brasília. O evento ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e reuniu 34 representantes de diversos países, além do movimento social brasileiro.
De acordo com o presidente da CNTE, Roberto Leão, o objetivo do encontro é trocar experiências e fortalecer o engajamento dos/as trabalhadores/as em educação nas lutas da sociedade brasileira por mais e melhores serviços públicos e pela garantia de direitos individuais e coletivos. “É necessário reforçar a luta pela liberdade e autonomia sindical, contra a repressão e a perseguição de lideranças sindicais no Brasil e no mundo", avaliou.
“É importante construir alianças com nossos companheiros no mundo inteiro para juntos lutarmos pela educação. Nós nascemos para sermos felizes e unidos temos capacidade de construir um mundo melhor”, disse Leão.
Durante suas palavras de saudação na abertura do Seminário, a professora Fátima Silva, Secretária de Relações Internacionais da CNTE e Vice-Presidenta da IEAL, fez um reconhecimento aos avanços que os trabalhadores e trabalhadoras da educação têm alcançado ao longo dos últimos anos. “Temos que valorizar essa conferência como uma grande oportunidade de construir e fortalecer laços de solidariedade entre os países”, enfatizou.
O Presidente da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), Hugo Yasky, fez uma análise da conjuntura política atual.
“Esse seminário é muito importante, pois temos que proclamar a união de todos os países para gerar ações que permitam que os trabalhadores possam encontrar a saída para as crises e a repressão sindical que está ocorrendo em toda a América Latina”, destacou Yasky.
De acordo com o Secretário de Finanças da CNTE, Antonio Lisboa, o golpe no Brasil se deu em três pilares, o primeiro foi geopolítico, ou seja, o poder dos EUA influenciou, o segundo foi uma questão econômica, acesso aos bens naturais do Brasil, como o pré-sal e a água, e o terceiro, pela manutenção dos direitos das elites mesquinhas e corruptas que querem manter o povo subserviente.
“Temos que politizar o debate e lutar pela democracia, pela justiça social e questões ambientais, somos responsáveis pelo mundo que vamos deixar para nossos filhos”, concluiu Lisboa.
As organizações convidadas exibiram trabalhos relacionados aos desafios educacionais de seus países, projetos dos movimentos sindicais envolvidos com o tema e apresentaram um panorama geral do assunto em cada região.
Os “Desafios Educacionais e Políticos nos Países da América Latina” foi o tema da primeira mesa. De acordo com a Secretária-Geral da Federação Uruguaia do Magistério e Trabalhadores de Ensino Primário (FUM-TEP), Elbia Pereira, o principal desafio dos trabalhadores é manter o diálogo com a sociedade. “Temos que nos unir e fazer com que toda a sociedade se sinta incluída nas nossas lutas e consequentemente nas nossas conquistas", avaliou.
Representantes da Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, entre outros, falaram sobre os “Desafios Educacionais e Políticos nos Países da África”.
Beatriz Muhorro Manjama, presidente da Organização Nacional dos Professores (ONP), de Moçambique, expôs a dificuldade que os educadores enfrentam no seu país.
"Estou muito feliz de estar aqui, pois as informações que estou adquirindo vou transmitir aos meus colegas em Moçambique. Em agosto vamos realizar o nosso congresso e vou utilizar essa experiência rica. O trabalho no meu país é muito difícil, damos aulas para mais de 100 crianças sentadas no chão, debaixo de árvores e quando começa a chover a aula precisa ser encerrada, mas não vou deixar de lutar, pois só deixa de lutar quem não quer viver e eu quero viver."
Participaram também da última mesa do evento entidades da Alemanha, Canadá, Noruega, Estados Unidos, Suécia e Japão, entre outras.
"Assim como nos outros países que já falaram aqui hoje, os movimentos sindicais estão sob forte ataque nos EUA também. Menos de 6% dos trabalhadores pertencem aos sindicatos, o que torna o movimento cada vez menos eficiente, mas nós estamos prontos para lutar. Os nossos professores estão tirando fotos com um cartaz dizendo eu sou um educador sem medo e estamos fazendo um trabalho muito grande nas redes sociais. Gostaria de convidar a todos para participarem dessa nossa campanha”, afirmou o representante dos Estados Unidos, Louis Malfaro.
Para Steffen Handal, da Noruega, no seu país existem quatro desafios a serem superados. "O primeiro, a luta por uma educação livre para todas as crianças, o segundo é o recrutamento da próxima geração de professores, em terceiro lugar a luta pela autonomia pedagógica e em quarto a luta para profissionalizar a profissão de professor não gerida pelo governo, mas sim pelos próprios professores", enumerou.
O Secretário da Zenkyo, sindicato dos professores do Japão, Takaya Dambara ressaltou a importância do evento da CNTE e convidou a todos para um simpósio em 2018 no Japão. “O tema do nosso evento será “Políticas para professores”, queremos estabelecer uma visão clara e ampla do trabalho dos trabalhadores em educação, queremos pensar coletivamente e trocar experiências com outros sindicatos”.
Ao final do evento, a professora Fátima Silva, secretária de Relações Internacionais da CNTE lembrou dos companheiros de luta que já faleceram e pediu um minuto de aplauso ao ex-presidente de Portugal, cofundador do Partido Socialista de seu país, Mário Soares, que morreu no último dia sete de janeiro.
A secretária enfatizou ainda que como resultado do seminário, a CNTE irá fazer uma publicação com todo o material produzido pelo debate, para relatar a luta educacional e a realidade sindical no mundo.