"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SINTE mantém mobilização na ALESC e participa de reunião sobre as APAEs

Os/as trabalhadores/as em educação, através das lideranças da executiva e Regionais do SINTE, continuam mobilizados/as, na Assembleia Legislativa, hoje, 04/11, na expectativa da entrada do PL do Plano de Carreira do Magistério.
Os/as trabalhadores/as participaram de uma importante reunião, solicitada pela deputada Luciane Caminatti, que pediu respostas às preocupações da comunidade apaeana catarinense, à presidente da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), Rose Bartucheski, na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (03). A deputada falou dos inúmeros questionamentos de pais e profissionais, de todas as regiões do Estado, com as decisões do governo e da FCEE, para o futuro das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs).
A presidente foi convidada a esclarecer situações, como o repasse de convênios às 234 entidades ligadas à educação especial, a contratação de profissionais efetivos, novos concursos públicos e outras questões da gestão pessoal e da política pedagógica da Fundação. Em um debate acalorado, na presença de professores e de entidades representativas, a avaliação dos parlamentares é de que o encontro não teve o resultado esperado. “Saio triste da reunião, pois nossas dúvidas não foram sanadas”, lamentou Luciane.
A Assessoria de Comunicação da Deputada publicou nota a respeito:
Convênios com as APAEs
Uma das perguntas da deputada foi sobre a decisão do governo estadual, em assinar convênios com as APAEs, a partir do próximo ano, repassando a responsabilidade da contratação de profissionais e de toda a gestão às Associações. De acordo com a parlamentar, com esse posicionamento, o governo decide se omitir do papel de oferecer educação de qualidade e acessível. Ressaltou que, se houver atraso no repasse de recursos, as APAEs podem fechar, por não terem condições de custear as despesas, principalmente, com a folha de pagamento, ou, então, buscarão outra saída, para economizar, “trocando professores por recursos financeiros”, disse Luciane, referindo-se ao comentário que ouviu de representante do governo. A resposta da presidente foi de que cada APAE poderá optar em aderir, ou não, ao Convênio, mas não desconsiderou que, no futuro, se torne obrigação.
CONCURSOS E ACTs
A exceção de contratar profissionais temporários, os ACTs, virou regra para a Fundação, apontou Luciane. Em 2013, eram 1.018 efetivos e 2.406 ACTs. Em 2014, a situação piorou e o número de temporários cresceu para 2.653 contra os 987 efetivos. Neste ano, atuam nas Apaes 1.177 concursados, enquanto os contratos temporários chegam a 2.442. “Dizer que a educação especial não pode chamar novos concursados para evitar o descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal é incoerência, pois a secretaria de Educação realizará concurso público em 2016 para o ensino regular”, enfatizou a parlamentar.
Luciane lembrou, também, que o Tribunal de Contas do Estado concedeu liminar, excluindo cláusula abusiva que obrigava o professor ACT a escolher entre a seleção para educação especial ou ensino regular. “Como uma revanche do governo do Estado, as datas das duas provas foram marcadas para o mesmo dia, forçando os trabalhadores da educação a optar por um dos concursos. Impossível que o governo não tenha observado o calendário”, lamentou. A presidente da Fundação respondeu que a data da prova para os temporários será mantida, devido à exigência de prazo hábil de contratação. Já para os efetivos, haverá prorrogação do edital, por mais dois anos, sem garantia de que os aprovados serão chamados.
Pela ausência de posicionamentos claros da presidente da Fundação, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência protocolará oficialmente pedidos de respostas à FCEE. “São quase 20 mil famílias envolvidas diretamente, mais de 3 mil profissionais, voluntários e apoiadores destas importantes entidades catarinenses aguardando por respostas e um compromisso maior da Fundação e do governo do Estado com a educação especial”, concluiu Luciane.
 
 
 

Presidente da Fundação Catarinense de Educação Especial presta esclarecimentos à comissão

 
(Texto: Ludmilla Gadotti/Agência AL)

O modelo de contratação de profissionais para atuação na educação especial em Apaes e entidades congêneres de Santa Catarina para o ano letivo de 2016 foi um dos principais temas debatidos na reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa realizada na manhã desta quarta-feira (4).
O encontro contou com a participação da presidente da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), Rose Bartucheski, a convite da deputada Luciane Carminatti (PT). A dirigente prestou esclarecimentos aos parlamentares, relatou o trabalho desenvolvido pela instituição e anunciou a previsão orçamentária para o próximo ano.
A presidente da FCEE comunicou que a homologação do processo seletivo para admissão de professores em caráter temporário que atuarão em 2016 será realizada no dia 16 de dezembro. "A prova será no dia 29 de novembro. Temos até o dia 21 de dezembro para fazer a contratação de cerca de 2.600 profissionais selecionados. No final de janeiro todas as entidades precisam estar com esses profissionais contratados para a recepção aos alunos."
A opção de modelo de convênio para contratação de profissionais via repasse de recursos financeiros às Apaes e entidades congêneres foi duramente criticado por Luciane. "Sou radicalmente contra, não vejo como alternativa. Temos vários exemplos de convênios no estado com pagamentos atrasados. Se a forma de contratação mudar e tivermos convênios com as Apaes e outras entidades, provavelmente os presidentes das instituições serão obrigados a contratar profissionais menos qualificados para pagar menos. Hoje a maioria deles são pedagogos com especialização em educação especial. Isso feriria frontalmente a qualidade da educação ofertada."

A deputada também destacou a necessidade de concursos públicos para reduzir o número de professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) no estado. Segundo a parlamentar, dados oficiais apontam que há, em 2015, 1.177 professores efetivos e 2.442 ACTs. "O ACT deve ser exceção, e não regra. É um descumprimento legal. Um Estado tímido na contratação de professores efetivos para construir uma política de educação especial é um Estado que perde sua função. Deveria tratar a área como prioridade."
Conforme a presidente da FCEE, não há disponibilidade financeira para aumentar o número de efetivos. "Se a situação econômica melhorar, esperamos contratar mais profissionais, além dos 264 que foram efetivados."
Em contraponto, Luciane argumentou que a Secretaria de Estado da Educação já anunciou a realização de um concurso público para a rede regular em 2016. "Precisamos discutir gestão. Se é o mesmo governo, o mesmo caixa, por que não chamar mais profissionais para a educação especial?"
Durante a reunião, parlamentares solicitaram a prorrogação do prazo de validade do concurso vigente por mais dois anos. "O concurso completa dois anos em abril e o grande pedido da sociedade é pela prorrogação. Trataremos com o governo do estado e com as entidades, mas não vemos problema nenhum de ser prorrogado por mais dois anos", disse Rose.

Orçamento
De acordo com a presidente da FCEE, o orçamento previsto para a área de educação especial em 2016 é de, aproximadamente, R$ 210 milhões. "Cerca de 95% é reservado para o pagamento de profissionais que atuam nas 234 instituições conveniadas com a fundação em todo o estado. Também há a previsão de R$ 36 milhões provenientes do Fundo Social."

Investimentos
A dirigente relatou que o governo estadual investiu neste ano R$ 683 mil em obras emergenciais de infraestrutura da FCEE. Outros R$ 558 mil foram aplicados para solucionar problemas hidráulicos. "Tínhamos problemas sérios. As obras estão praticamente concluídas."
Rose anunciou, ainda, a liberação de recursos na ordem de R$ 6 milhões em 2016 para a construção do polo tecnológico de atendimento, em terreno vago na FCEE.
O presidente da comissão, deputado José Nei Ascari (PSD), declarou que o colegiado planeja encaminhar à FCEE um documento com as questões pendentes que não puderam ser abordadas durante a reunião.
Também participaram do encontro os deputados Luiz Fernando Vampiro (PMDB), Dirce Heiderscheidt (PMDB), Doutor Vicente Caropreso (PSDB), Cleiton Salvaro (PSB) e Leonel Pavan (PSDB), além de representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/SC), da Associação de Servidores da FCEE e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) .

Projeto aprovado
Os membros da comissão acataram o apensamento do Projeto de Lei (PL) 3/2015, que institui a Semana Estadual de Prevenção às Deficiências, ao 308/2014, que cria o Dia Estadual de Prevenção de Deficiências, com emenda substitutiva global. As matérias foram propostas pelos deputados José Nei Ascari (PSD) e Antônio Aguiar (PMDB), respectivamente.
A Semana Estadual de Prevenção às Deficiências estabelece a realização de debates, seminários e palestras voltados à conscientização da população sobre os métodos de prevenção a todos os tipos de deficiência de 21 a 28 de agosto. O projeto segue agora para votação em plenário.

Acontece amanhã a solenidade de posse da nova direção da CUT-SC

Acontece amanhã, às 19h30, a solenidade de posse da nova direção da Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina. O importante evento será realizado no auditório da Escola Técnica do Canto da Ilha, em Florianópolis. Pela primeira vez, uma mulher é eleita presidente da CUT-SC. A professora Anna Julia Rodrigues, Secretária Adjunta de Organização da Grande Florianópolis do SINTE/SC, será empossada, sucedendo o comerciário de Xanxerê, Neudi Giachini. A nova direção contará, na gestão de três anos, com a Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos, professora Elivane Secchi, que assume como Secretária de Políticas Sociais da Central.
Após a solenidade de posse, haverá show musical com o reconhecido Dante Ramon Ledesma. Além de lideranças sindicais, o evento contará com a presença de diversas autoridades.

Assista a entrevista com a presidente da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues:

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Negociamos, mas não levamos (em resposta às declarações do governo ao ND)

Em mais uma de suas declarações, desta vez, para o Jornal Notícias do Dia, do dia 23/10, o secretário da Educação Eduardo Deschamps tenta justificar a proposta do governo, sobre o Plano de Carreira do Magistério Público Estadual. Contudo, sem ouvir a contrapartida dos/as trabalhadores/as, tal veículo de comunicação, em nossa opinião, tornou-se, no mínimo, tendencioso.
O secretário afirma que, após a greve, nas rodadas de negociação, o governo cedeu ao Sindicato, em vários pontos, como a manutenção do nível médio na Carreira, a equivalência do/a professor/a ACT (Admitidos em Caráter Temporário), nos níveis iniciais de Carreira, bem como a diferença de 50% entre o/a professor/a efetivo/a com nível superior e o médio. Quanto à negociação, o Sindicato e o governo acordaram com uma agenda que iniciaria no dia 06 de junho, e não deveria ultrapassar os 60 dias, no entanto, se arrastaram até o dia 10 de setembro. Como se não bastasse, os pontos mais importantes do processo de negociação, que haviam sido acordados na mesa, como os percentuais entre os níveis e referências, os percentuais de reajuste anual que contemplariam a dispersão, prazos e valores a serem pagos até 2018, foram totalmente modificados.
No que se refere à manutenção do nível médio, na estrutura da Carreira, a proposta do governo era criar uma tabela paralela para os/as profissionais de nível médio e licenciatura curta, colocando-os/as em uma Carreira em extinção, manobra que atingiria basicamente os/as aposentados/as. Desta forma, o governo não reconheceria mais a Lei do Piso, que estabelece como parâmetro de Carreira, os/as profissionais de nível médio. Assim, estaria desobrigado que sua aplicação fosse feita na Carreira.
Quanto aos/as ACTs, a proposta do governo era a sua contratação como horistas, ou seja, seriam pagos por aula ministrada, e instituía um abono por produtividade. Por isso, estes/as profissionais, que já trabalham em situação precária, teriam seus salários reduzidos, e sua situação seria ainda mais complicada.
O SINTE/SC defende os direitos de todos/as os/as trabalhadores/as em educação, não importa qual sua situação funcional, pois entendemos que todos/as fazemos parte do processo educativo, e não podemos permitir que sejamos tratados/as de forma diferenciada. A estrutura da tabela que estabelece o percentual de 50% entre os níveis médio e superior é o mínimo que podemos aceitar, uma vez que a LDB estabelece que só podem participar de concurso de ingresso, profissionais que tenham curso superior. Esta é uma forma de garantirmos melhor qualidade em nossa educação, e termos profissionais com formação específica na área em que atuarão. Lembramos, também, que seguimos a linha do que está sendo discutido nacionalmente para as diretrizes de Carreira do Magistério.
Na questão da incorporação da regência de classe, o secretário afirma que o Piso deveria ser o menor salário a ser pago pelo Estado, e que não é possível fazer a descompactação, sem a incorporação da regência. Esquece o secretário que as políticas de governo, em Santa Catarina, nunca tiveram como prioridade valorizar o magistério.  O que sempre foi feito foi arranjo de penduricalhos, para economizar verbas, sem que, em nenhum momento, fosse estabelecida uma política salarial que elevasse o valor do Piso inicial, e valorizasse os/as trabalhadores/as da educação. Agora, o governo quer usar o que temos, para aumentar nominalmente o valor inicial do salário, e, assim, se abster de aplicar o reajuste anual do Piso. Seu objetivo principal é deixar de dar reajuste aos profissionais em início de carreira, até que o valor do piso atinja os R$2.397,00. Por isso, entendemos que esta proposta sequer deveria ser cogitada.
A fala do secretário, quando se refere à criação de dois novos níveis na tabela, para incentivar profissionais em condições de aposentadoria a continuarem trabalhando, beira o ridículo, uma vez que, na realidade, esses/as trabalhadores/as só permanecerão na ativa, porque não será levado em consideração seu tempo de serviço, no enquadramento da nova Carreira. Desta forma, serão obrigados/as a trabalhar mais tempo, para poder atingir o final da Carreira, ao se aposentarem. Ao nosso ver, isto não é incentivo - é castigo.
O governo consolidou o Plano que lhe interessa, mas não interessa a categoria. Não aceitaremos uma proposta, cujos percentuais estão muito abaixo do que é justo, e os prazos de implementação são mais longos que o carnê das “Casas Bahia”.

Magistério inicia mobilizações na ALESC contra novo Plano de Carreira

 
 Representantes da Executiva Estadual e das Regionais do SINTE de Florianópolis, Criciúma, Araranguá, Tubarão, Laguna, Joinville, Jaraguá do Sul, Mafra e Canoinhas iniciaram as mobilizações e vigília na Assembleia Legislativa, para acompanhar a entrada (a qualquer momento) e a tramitação do novo Plano de Carreira do Magistério, que, segundo informações, será protocolado, essa semana, pelo governo do Estado na casa. Os/as trabalhadores/as em educação participaram da reunião da Comissão de Constituição e Justiça, e visitaram os gabinetes dos deputados, reafirmando que a categoria é contrária ao Plano, que incorpora a regência de classe, o que desobriga o Estado a cumprir a Lei do Piso Nacional, não descompacta a tabela, tem sérios problemas no enquadramento, entre outros fatores, e pedem que os parlamentares rejeitem o Projeto de Lei.
O SINTE/SC também está fazendo parte do Fórum dos Servidores, que unificou entidades sindicais de trabalhadores do serviço público, na luta contra o projeto do SCPREV, que prevê alterações na contribuição, e também a criação de uma fundação privada, para gerenciar os recursos públicos vinculados ao sistema previdenciário catarinense. Em conjunto, essas instituições formularam a proposta que estabelece limite de R$ 4,6 mil à aposentadoria, e cria um fundo complementar, com contribuição de 8% para o Estado e os servidores interessados em receber além do teto.
As mobilizações seguem durante a semana:
Dia 04/11 – Quarta-feira: Regionais de Itajaí, Brusque, Blumenau, Ibirama, Rio do Sul, Ituporanga, São José e Florianópolis;
Dia 05/11 – Quinta-feira: Regionais de São Miguel do Oeste, Maravilha, Palmitos, São Lourenço, Chapecó, Xanxerê, Concórdia, Joaçaba, Campos Novos, Caçador, Curitibanos, Videira, Lages e São Joaquim.

Coordenadora Regional Elivane Secchi faz chamamento:



Será nesta quinta-feira a posse da nova Direção Estadual da CUT-SC

Nesta quinta-feira (05/11), acontecerá o ato de posse da Direção Estadual da CUT-SC. A solenidade será realizada, a partir das 19h30, no Auditório da Escola dos Trabalhadores da CUT do Canto da Ilha, em Florianópolis. Logo após, haverá show musical com Dante Ramon Ledesma.
Nesses 31 anos da Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina, pela primeira vez, a maior Central de Trabalhadores do Estado tem como presidenta, uma mulher. Anna Julia Rodrigues, que é professora da rede pública estadual e Secretária Adjunta de Organização da Grande Florianópolis do SINTE/SC, foi eleita pelos delegados e delegadas do 12º CECUT-SC, e agora assume a presidência, sucedendo o comerciário de Xanxerê, Neudi Giachini. No cargo de Secretária de Políticas Sociais da CUT-SC, assume a professora Elivane Secchi, Coordenadora Regional do SINTE de Palmitos.
A nova Direção Estadual da CUT-SC fica assim constituída:
Presidenta: Anna Julia Rodrigues
Vice Presidente: Mario Antonio da Silva
Secretário Geral: Renaldo Pereira
Secretário de Administração e Finanças: Neudi Antonio Giachini
Secretária de Comunicação: Adriana Maria Antunes de Souza
Secretário de Formação: Cleverson Valdir de Oliveira
Secretário de Organização e Política Sindical: Vilmar Osovsky
Secretária sobre a Mulher Trabalhadora: Sueli Silvia Adriano
Secretária de Relações de Trabalho: Ana Claudia da Silva
Secretária de Políticas Sociais: Elivane Secchi
Secretária de Juventude: Tatiane de Castro
Secretário de Combate ao Racismo: Evaldo Esidio Barbosa Filho
Secretária de Saúde do Trabalhador: Elizandra Rodrigues Anselmo
Secretário de Meio Ambiente: Jacir Antonio Zimmer