"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



domingo, 19 de agosto de 2012

RELATÓRIO DA I CNETD




DA CHEGADA
Chegada à Brasília no dia 07/08/12 às 20 horas, sendo recebidos por pessoas designadas pelo TEM, responsável pela estrutura da ICNETD, a qual nos levou até o Hotel  Aracoara onde a delegação de Santa Catarina (empregadores, sociedade Civil, Trabalhadores e governo) ficou hospedada.

DO CREDENCIAMENTO:
O Credenciamento foi realizado no dia 08/08 no período da manhã, momento em que recebemos um bolsa com a logomarca da I CNTED, CONTENDO  O LIVRETO COM AS Propostas Consolidadas das Conferências Estaduais,  Regimento Interno da I CNETD, caneta,  crachá de delegado e folders diversos.

DA ESTRUTURA:
A estrutura da I CNETD foi de responsabilidade do TEM, os/as delegados ficaram hospedados em hotéis, por conta do governo assim como as despesas de alimentação e transporte. A alimentação foi realizada no Centro de Convenções Ulisses Guimarães onde aconteceu a  Conferência.

DA ABERTURA DA I CNETD:
A abertura da I CNETD foi realizada às 16 horas do dia 08/08/12 com Solenidade de Abertura destacando os objetivos da I CNETD que é de construir diretrizes para as ações do governo rumo a uma agenda do trabalho decente para o Brasil. Compuseram a mesa de honra:
- representante da OIT internacional Sra. Elizabete Tinoco que cumprimentou o governo e demais bancadas que compõe a Conferência, pela demonstração de capacidade de trabalho e pela experiência, única,  que estão construindo de uma conferência tripartite para o diálogo social em relação ao trabalho decente, sendo um exemplo para o mundo quando se quer avançar no crescimento econômico e social.
- representante da  CNC Confederação Nacional do Comércio destacando o momento simbólico representado na Conferencia na busca do trabalho decente e alcançarmos o desenvolvimento desejado para o País. Que os debates,  se bem regularizados poderão servir de estímulo para o setor produtivo do país. Chamou atenção para os excessos na legislação com alto grau de proteção dificultando a inclusão no mercado de trabalho, assim como para que não se deixe de fora algumas da dimensões como: compromisso e obrigações; critérios de mérito na remuneração; estímulo para a produtividade; crescimento do custo do trabalho; excessiva oneração e encargos impondo restrição, insegurança jurídica que soma para a redução da competitividade produtiva; a necessidade de não fazer leis impositivas para o trabalho decente, mas remover os obstáculos que o impedem, pois não da para ter trabalho decente sem ter empresas lucrativas e produtivas.
- representando a bancada dos trabalhadores, Wagner Freitas, presidente da CUT Nacional, que destacou o momento importante e apropriado em que acontece a I CNETD na conjuntura atual que vive o País e o mundo, que não é aquela que pretendíamos e queríamos, sendo  fruto do fracasso do modelo neoliberal que consumiu milhões de  dólares e de empregos e agora atinge a soberania dos países pelo FMI que aplica a receita anti-crise com arrocho salarial, demissão de servidores públicos, corte de políticas públicas, na infra estrutura, etc, que tem demonstrados e desastrosa, pois vem gerando desemprego chegando a 25% em alguns países e o  empobrecimento. Destacou que a agenda do trabalho decente deve ir além da palavra de ordem, deve resultar em políticas e ações contemplando: erradicar o trabalho escravo e análogo no País; 50% dos trabalhadores economicamente ativo no País estão na informalidade a exemplo das trabalhadoras domésticas, por isso a defesa da ratificação da convenção 189 da OIT; a rotatividade da mão de obra, expediente para achatar salários. A taxa média é de 20% de rotatividade, mesmo nesse período de baixo desemprego9, por isso a ratificação da convenção 158 da OIT; judicialização das relações de trabalho devido ao descumprimento de acordo coletivos que redundam em acordo novamente descumpridos. Imcorporar o contrato Coletivo de Trabalho é reconhecer as relações de trabalho, é abdicar do interdito proibitório e substituir para a mesa de negociação, reconhe4cendo o direito de greve, a organização por local de trabalho entre outros; a organização sindical dos servidores públicos  reconhecida e valorizada regulamentando a convenção 151 e garantir o efetivo direito a organização e negociação no serviço público. NÃO EXISTE NEGOCIAÇÃO quando a parte patronal não envia contra proposta à pauta dos servidores em greve hoje. REPUDIAMOS e entraremos com uma ADIN contra o  Decreto Governamental nº 7.777, que prevê a substituição dos servidores públicos Federais em greve por servidores Estaduais e Municipais. Devemos ainda, para ter um trabalho decente acabar com o Fator Previdenciário, trabalho terceirizado, reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais e combater as práticas antissindicais.
- representante da Casa Civil, secretário geral da casa civil Sr. Gilberto Carvalho. Nesse momento servidores federais em greve, presentes no auditório vestiram capas da greve, levantaram cartazes e faixas e com apitos e gritos de ordem, manifestaram-se durante todo o período da fala do secretário, que tentou argumentar que o governo vem negociando e respondendo as demandas da categoria bem como falar das conferencia, mas foi muito prejudicado. Os servidores somente pararam e se retiraram quando o secretário Gerald a casa Civil parou de falar.
- Ministro do Trabalho e emprego, Sr. Brizola Neto que falou dos desafios de discutir as convenções da OIT, de construir um agente do trabalho decente de forma tripartite e declarou aberta a I CNETD.

DA APROVAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO:
Após a abertura da I CNETD passou-se a aprovação do Regimento Interno, disciplinando a forma de encaminhamento dos trabalhos dos  grupos temáticos, eixos temáticos e plenária final, aprovando que nos grupos temáticos e eixos temáticos as propostas que atingirem 30% de votação são encaminhadas á plenária final, nesta considerando-se aprovada a proposta  que atingir 50% mais dum dos votos.
·       Dispensou-se a Palestra magma devido ao avançado da hora.

DOS GRUPOS TEMÁTICOS – 09/08:
O trabalho dos grupos temáticos teve início no dia 09/08/12 (quarta-feira) com a distribuição dos delegados de acordo com a organização da Coordenação nacional. Os membros da Sociedade Civil e delegado substituídos tiveram problemas pois não apareciam nas listagens dos grupos e isso foi bastante difícil para resolver, pois percebeu-se um desencontro ou demora de encaminhamento entre os encaminhamentos da Coordenação com as equipes de execução documental. Foram 12 grupos de trabalho, muitos grupos só tiveram iniciuo dos trabalhos no início da tarde devido a demora em obter a lista dos delegados do respectivo grupo, outros somente as 16 e 17 horas tiveram inicio dos trabalhos, uma vez que a listagem oficial dos delegados era requisito para as votações que eram por meio de digitação eletrônica.
No trabalho de grupo, já começou a aparecer as divergências entre as bancadas dos trabalhadores e empregadores e, muitos grupos não conseguiram avançar nos debates e votações, levando todas as propostas para a pelnária dos eixos temáticos.


DOS EIXOS TEMÁTICSO – 10/08
O Trabalho dos Eixos temáticos teve início no dia 10/08 momento em que os 12 grupos se condensaram em 4 (quatro) plenárias temáticas. Estas ocorreram até as 12 horas do dia 10/08 sendo que a bancada dos trabalhadores fez acordo com a bancada do governo e da sociedade civil, obtendo portanto uma média de aprovação das propostas de interesse dos trabalhadores de 64% enquanto que a bancada dos empregadores ficavam com uma aprovação em torno de 34% a 36%, atingindo o percentual para ir à Plenária Final, mas perceberam que na Plenária Final suas propostas seriam derrotadas. Isso gerou um conflito que ficou instalado durante toda o período restante da Conferência.
No reinício dos trabalhos da Plenária dos eixos Temáticos no turno vespertino, após o almoço, os empregadores não compareceram as respectivas plenárias, impedindo a continuidade dos trabalhos uma vez que a Conferência é tripartite. Os empregadores buscaram uma audiência com o Ministro do Trabalho, colocando a dificuldade que a bancada teria em ver colocado na pauta do trabalho decente as suas demandas, devido a configuração que estava se dando nas votações. A Coordenação Geral da Conferencia iniciou um trabalho de diálogo buscando equalizar a situação construindo consenso em questões que era possível, sem abrir mão das prioridades dos trabalhadores: negociação coletiva, organização sindical, redução da jornada de trabalho, interdito broibitório, Fator Previdenciário e outros.
As Plenárias ficaram no aguardo dessas conversações até o final do dia, chegando ao final sem nenhum encaminhamento claro.

DA PLENÁRIA DE MOÇÕES E DA PLENÁRIA FINAL – 11/08
O último dia da Conferencia iniciou com o impasse instalado pela “retirada” dos empregadores, que continuou nesse dia. A Coordenação Municipal manteve o intuito de construir alguns consensos, buscando construir blocos por bancadas e poder dar continuidade e conclusão da Conferência.  Quando aos delegados, restou aguardar o avanço no processo de negociação das bancadas conduzida pela Coordenação Geral da Conferencia composta pela 6 centrais de trabalhadores, o governo federal e empregadores.

CONCLUSÃO DA I CNTED – 11/08
As 15:45 horas do dia 11/08, uma comissão representando a bancada dos empregadores entrou no auditório da Plenária Final, comunicando que eles, naquele momento, estavam se ausentando temporariamente da I CNETD, destacando que não se retiram do processo de diálogo, mas se ausentam da Conferencia.
Com isso a Coordenação Geral, encaminha que a Conferencia mantém sua legitimidade uma vez que houve o tripartismo até aquele momento, que houveram votações nos grupos temáticos e nas plenárias de eixos e diversos consensos construídos até aquele momento com todas as bancadas inclusive com a dos empregados. Propôs que as questões de consenso fosse aprovadas pela plenária, ressaltando que se autorizasse nessa votação, que a Coordenação ainda fizesse uma verificação e leitura geral das propostas de consenso das 4 bancadas com o cuidado de não passar nenhuma proposta que ferisse as prioridades dos trabalhadores. Esse encaminhamento foi aprovado por votação com o levantamento do crachá, pela maioria dos delegados.
Quanto as proposta que não houve consenso entre as bancadas, especialmente com a dos empregadores, foi encaminhado que cada bancada, governo, sociedade civil e trabalhadores, uma vez que os empregadores se afastaram, apresentariam propostas por bloco e seriam colocadas para aprovação da plenária. Esse encaminhamento foi aprovado.
1.    Da Sociedade Cilvil (não lembro qual proposta foi aprovada), penso QUE foram as questões de igualdade, principalmente do  eixo I;
2.    Do Governo foi aprovado a questão da negociação coletiva com uma redação que, na minha opinião, não nos ajuda. Estimular a negociação coletiva em período de crise.....”
3.    Trabalhadores: ponto 1.1.11. inserção do jovem no mercado de trabalho sendo 13 itens; ponto 1.2.1. medidas de combate aos atos contra a organização, a  liberdade e a autonomia sindical, sendo 8 itens; ponto 3.1.16 de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais  aprovado PEC 231/1995; ponto 3.6.7 que trata da reforma agrária, conflitos agrários e regularização de terras sendo 13 itens.
·       A I CNETD terminou às 17 horas. Com confraternização/lanche coletivo.

Chapecó, 15 de agosto de 2012.
Rozangela De Carli Dalbosco
Delegada pela Sociedade Civil - FOMDE




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Nota do SINTE a Imprensa, Magistério e Sociedade

 
 
            O SINTE/SC vem através dessa nota, tornar público a postura do Governo nas negociações com os trabalhadores da educação de Santa Catarina. Desde o início, com a suspensão da greve, o SINTE adotou uma posição de seriedade frente às mesas de negociações com o CONER, enquanto que o Estado usou da “enrolação” para ganhar tempo e distrair a categoria. Nesse meio tempo, o Grupo Gestor do Governo planejava e aprovava a Resolução 008/2012, que dispõe sobre a contenção de despesas do Estado.
 
          É claro que a educação não ficaria de fora destes cortes, inclusive sendo tratada como principal responsável pelos altos gastos do Governo, pois segundo o governo foram obrigados a fazer o reajuste do Piso Nacional. Mas que reajuste? Se até agora o SINTE espera a proposta do Governo dos 22% para todos e na carreira do magistério. O Governo apresenta esta resolução em meio a contradições, anuncia investimentos bilionários em todo o Estado e, ao mesmo tempo, corta direitos históricos conquistados pelos trabalhadores.
 
           Os professores/as estão sendo tratadas com total desrespeito por parte desse Governo com relação ao corte das licenças-prêmio. Tomar essas medidas após as licenças terem sido concedidas, chamar ACTs para depois voltar atrás cancelando as licenças e pela pressão da categoria conceder apenas 30 dias, é falta de consideração com esses profissionais. Da mesma forma é o tratamento dado ao efetivo. A posição do SINTE é pela revisão da resolução 008/2012.
 
        Queremos também que o Governo cumpra o que prometeu em relação a devolução dos descontos na folha de pagamento dos grevistas e deposite imediatamente os valores devidos, pois já foi informado que a grande maioria dos professores repuseram todas as faltas.
 
       Com relação à descompactação da tabela e o pagamento do reajuste do Piso Nacional para todos, o SINTE afirma que continua esperando a proposta do Governo, que insiste em cancelar reuniões e não apresentar sua posição, para que os trabalhadores possam avaliar em assembleia e deliberar sobre a mesma.
 
 
Contatos:
Alvete Pasin Bedin – Coordenadora Estadual SINTE/SC
(49)9126-1380 (48)9177-3304
Janete Silva – Vice-Coordenadora Estadual do SINTE/SC
(48)9931-1960 (48)9178-9477
Anna Julia Rodrigues – Secretária Geral SINTE/SC

terça-feira, 31 de julho de 2012

Seminário jurídico em Palmitos

                SINTE Regional de Palmitos vem através deste convidar todos(as) para participar do  Seminário Jurídico que acontecerá dia 09 de agosto de 2012 a partir das 8 horas e 30 minutos no Auditório da Prefeitura Municipal de Palmitos.
                Neste ato estarão presentes os Advogados do SINTE Estadual para responderem as perguntas dos professores e professoras de nossa regional, bem como explanar sobre as ações impetradas pelo jurídico de nosso sindicato.
                Informamos ainda que logo após o seminário jurídico, por volta das 10 horas e 30 minutos, faremos a assembléia regional e trataremos de assuntos como Assembléia Estadual 15/08, Marcha para Brasília no mês de setembro, Congresso Estadual do SINTE que acontecerá nos dias 15 a 17 de novembro.
                Companheiros e companheiras, vamos negociar nas nossas escolas e participar deste evento com maior número de representantes possível. Informamos ainda que esta regional já encaminhou ao Gerente Regional de Educação Ofício pedindo liberação de pelo menos um representante de cada escola para participar do Seminário Jurídico, ainda não obtivemos resposta, mas acredito que existe possibilidade de nos organizarmos na escolas e possibilitar um número significativo de participantes.
                Contamos com o habitual empenho de todos e todas para que este evento aconteça e que possamos tirar nossas dúvidas em relação a direitos que a lei nos garante e que nem sempre temos conhecimento.
                Atenciosamente

Elivane Secchi
Coordenadora do SINTE Regional de Palmitos

domingo, 3 de junho de 2012

Release 020 – Mesa de Negociações 30.05.12



            Na tarde de ontem, aconteceu mais uma rodada de negociações entre SINTE e CONER na sede da Secretaria de Estado de Educação. A tabela do plano de carreira e seus percentuais de reajuste foram os temas principais da reunião. Décio Vargas, o negociador da SED, afirmou a elaboração de cinco modelos de tabelas, estas que foram encaminhas para a Secretaria de Administração, para que se submetessem a uma previsão de valores, visto que, os modelos devem ser rodados como se fossem folhas de pagamento para que sejam analisados os valores reajustados e o impacto financeiro para o Estado.

           O SINTE cobrou a apresentação de propostas concretas, sendo que essa era a previsão para esse encontro, porém, Décio afirmou que houve o atraso nas repercussões das tabelas, por conta da folha de pagamento, que utiliza o mesmo sistema, ele disse que para a próxima reunião, dia 05 de junho, deverá trazê-las.

          Mesmo assim, algumas projeções foram apresentadas aos sindicalistas através do “datashow”, tabelas estas baseadas no modelo criado e aprovado pela categoria na Assembleia de Lages, no ano passado. A meta é a descompactação da carreira do magistério, oportunizando principalmente a progressão dos trabalhadores (as) com mais de 20 anos de serviço, estes, os mais prejudicados com o atual plano. Hoje a tabela vai do 1A ao 12G, para que haja a progressão após os 20 anos, ela deverá ser do 1A ao 6J. Desta maneira será revisto o enquadramento entre níveis e referências para quem está em final de carreira.

          Com relação ao Piso Nacional exigido pela categoria, o sindicato mantém sua posição de que o mesmo seja pago a todos, quanto à falta de recurso por parte do Governo, conforme reafirmam em todas as mesas, os sindicalistas dizem que são problemas de gestão, porque recursos têm.

          A questão da reposição de aulas também foi motivo de debate na reunião, isso porque, apesar do Governo liberar a elaboração dos calendários respeitando a autonomia das escolas, conforme solicitação do sindicato, ainda há o impasse com relação à continuidade dos descontos em folha. A posição do SINTE é de que sejam suspensos os descontos imediatamente, visto que, há a vontade dos professores em repor os dias/aulas parados. O que já foi descontado poderá ser pago posteriormente, mas continuar descontando com os trabalhadores repondo é absurdo, destacam os sindicalistas.

         “Para que tenha um calendário que seja cumprido, tem que parar os descontos. A categoria se sente punida duas vezes, uma porque vai repor, aumentando sua jornada de trabalho e ainda será descontada, vai ter professores que vão se recusar a repor diante destes descontos”.

          O SINTE orienta os trabalhadores (as), com relação à reposição, que cada escola deve observar seu calendário e contar as faltas somente dos dias de trabalho escolar efetivos entre os dias 23 de abril e 08 de maio, inclusive o dia 30 de abril, véspera do feriado, analisando se esse dia foi ou não de atividade na escola. A SED afirmou ainda, que até ontem não tinha recebido nem 50% dos calendários de reposição das escolas do Estado.

         O SINTE também colocou em pauta na reunião duas denúncias de autoritarismo nas regionais de Itajaí e Joinville. Em Itajaí, a GERED, que afirma ter recebido parecer da Procuradoria Geral do Estado, está querendo obrigar os professores a cumprir a hora atividade (período de preparação de aulas direito previsto no plano de carreira) nas escolas, inclusive com ameaça de exoneração dos diretores que não cumprirem tal ordem, sabendo que, a Lei 1139/92 do plano de carreira, estabelece que, se a escola não oferecer condições para o cumprimento da medida, o professor está desobrigado a realizar a hora atividade na escola.

        Ao ser questionada sobre o assunto, a Diretora do Ensino Básico da SED, afirmou que a gerência deve se lembrar da fala do Secretário Deschamps na reunião de Canoinhas,   e que não existe por parte do Governo nenhuma proposição quanto a isso, sendo desautorizada essa fala por parte das GEREDs que a utilizarem.

       Já em Joinville foi colocado na reunião que está sendo cobrado dos trabalhadores o recreio monitorado, com punição e responsabilização dos professores por brigas, ou algo do tipo que possam acontecer na escola em tal período. O SINTE reafirma que o recreio é garantido aos professores como intervalo de descanso após horas corridas de trabalho e que essa prática nunca deveria ser utilizada nas escolas. Mais uma vez a SED afirmou que esse encaminhamento não partiu do Governo.

        Ao final da mesa, ficou decido que para o dia 05 de junho, o CONER trará as projeções das tabelas do plano de carreira, e no dia 13 uma proposta final, esta que ainda poderá ser renegociada, já que o SINTE exigiu que a proposta seja analisada pela categoria em reunião com o Conselho Deliberativo, diferentemente do que aconteceu com a última, que foi repassada ao Sindicato menos de 24 horas antes da Assembleia Estadual do dia 17 de abril, não oferecendo tempo hábil para análise da mesma.

ASSESSORIA IMPRENSA SINTE – SC

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Informe sobre Negociações

        SINTE exige Governo recua e autoriza escolas a elaborarem seus calendários de reposição

       Durante várias rodadas de negociações com o Governo do Estado, o SINTE SC persistiu na questão da reposição das aulas e o não desconto das faltas dos grevistas em suas folhas. Respeitando encaminhamento decidido e aprovado na última assembleia estadual pela categoria.

       Diante da insistência do sindicato, a Secretaria de Estado da Educação mudou sua posição inicial e encaminhou as GEREDs, ofício enviado por email pelo Gabinete do Secretário Deschamps, autorizando as escolas a elaborarem seus calendários de reposição, cumprindo com os dias letivos, direito dos alunos. A autonomia escolar foi garantida, esta uma bandeira fortemente defendida pelo SINTE junto ao Estado.

      Trechos do ofício com algumas orientações relacionadas à elaboração do calendário de reposição de aulas:

- As GEREDs devem solicitar às unidades escolares a elaboração do calendário escolar de reposição de aulas;
- É da alçada das GEREDs a supervisão e acompanhamento dos respectivos calendários de repisção. Alertamos para que sejam garantidos os 200 dias letivos e às 800 horas aos alunos neste processo de reposição;
- O calendário escolar deverá ser discutido com a comunidade escolar e elaborado de acordo com a realidade de cada escola em específico.

      Quanto à questão das discussões acerca do reajuste do piso e descompactação da tabela do plano de carreira do magistério, o SINTE afirma que já apresentou proposta ao Governo, com as diretrizes, bem como o modelo de tabela, aprovadas pela categoria na Assembleia Estadual de Lages, no ano passado, restabelecendo os percentuais entre os níveis e referências.

     Até o momento, não recebemos uma proposta com metas, prazos ou percentuais por parte do Governo, para que efetivamente as negociações avancem. Os representantes do SINTE que fazem parte da mesa esperam que para o próximo encontro agendado para amanhã, dia 30, que deve contar com a presença do Secretário Eduardo Deschamps, o Estado apresente algo novo para a categoria.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

3º Conferência Estadual de Educação - SINTE/SC

       Estão participando nos dias 17 e 18/05 da 3º Conferência Estadual da Educação - SINTE/SC   pela Regional de Palmitos os seguintes delegados: Elivane Secchi, Zenaide Inês Schmitz, Miriam Zart Herbert, Maria Luzia Pilatti, Noeli Borges, Rolf Ludwig Biehl, Fátima Marlete Bedin Slevinski.
      A conferência iniciou pela parte da manhã por volta das 9:30 horas com Palestras sobre o Plano Nacional e Estadual da Educação dirigidas pelo Dep. Federal Pedro Uczai (PT), Professora Marta Vanelli (CNTE) e Professor João Zafalão (APEOESP).
      A tarde as Palestras estão sendo ministradas pela Professora Leda Scheibe (UFSC) e pela Professora Sandra Regina de Oliveira Garcia (SEEB/MEC) sobre Diretrizes Curriculares Gerais/Ensino Médio.
      Amanhã serão realizados trabalhos em grupos pela parte da manhã sobre:
1- Gestão democrática
2- Financiamento da Educação (Aplicação de 10% do PIB na Educação)
3- Valorização Formação (Aplicação da Lei do Piso Salarial Nacional)
4- Diretrizes Curriculares Ensino Médio Integral, Ensino Médio Inovador, Correção de Fluxo)
5- Organização da Educação
6- Qualidade na Educação (Condições de Trabalho)
7- Municipalização
8- Gestão democrática
     Pela parte da tarde vai ocorrer a plenária onde serão apresentados os relatórios dos grupos e a aprovação do documento final.






   

terça-feira, 15 de maio de 2012

Governo ameaça com descontos na folha dos grevistas



            O negociador do Governo, Décio Vargas, informou ao SINTE na ocasião de mais uma mesa de negociações, na tarde de hoje, que o Secretário Eduardo Deschamps decidiu descontar as faltas dos professores em três parcelas: maio, junho e julho, e que o ressarcimento virá somente após a reposição das aulas, estas que só poderão ser definidas depois da reunião entre Estado e as Gereds Regionais no próximo dia 17. Para o SINTE a decisão tem caráter punitivo.

           O Sindicato reafirmou que a categoria não vai aceitar descontos, com essa medida, a categoria poderá optar por não repor as aulas. Os sindicalistas disseram ainda que, a categoria está cumprindo a sua parte, parou o movimento para a reabertura de negociações, o Governo, no entanto, não cumpre o que prometeu e toma decisões unilaterais.

          “Além do Governo não pagar o piso, que é Lei e direito dos trabalhadores da educação, de não cumprir o acordo de greve assinado em 2011, ainda quer punir os grevistas. Se houver descontos, poderá não haver reposição e vai faltar aula no calendário escolar. Os alunos têm direito as aulas e essa é uma responsabilidade do Estado. Isso não é negociação é imposição”, ressaltou o sindicato.

          O negociador foi ainda questionado a respeito do vazamento dessa informação para os diretores das escolas, que estão ameaçando a categoria, afirmando que serão descontados, enquanto que a mesa, que deveria debater esse tipo de assunto para chegar a uma solução, nem mesmo foi informada.

         Diante da reação dos representantes do SINTE, Décio afirmou que hoje a posição do Governo é esta, e se comprometeu a negociar pessoalmente com o Secretário, trazendo uma contraproposta até quarta-feira, dia 16, às 14 horas, data da próxima reunião.

        Com relação à tabela do plano de carreira e os reajustes entre níveis e referências não houve nenhum acordo, isso porque, o Governo mantém a mesma linha de posicionamento, ou seja, os mesmos valores, sem nenhum acréscimo de recursos, e concentrando aumento para quem tem graduação e pós-graduação. O Sindicato afirma que não aceita essa proposta, e que mantém a tabela criada e aprovada pela categoria na assembleia de Lages em maio do ano passado, com a carreira descompactada. E destaca ainda, que pela Lei do Piso, o reajuste de 22,22% já deveria estar sendo pago desde janeiro, e que o Governo deve então, elaborar suas propostas em cima dessa tabela.

        Outro empecilho colocado pelo Governo foi na questão da liberação dos delegados para a participação na 3ª Conferência Estadual de Educação do SINTE, só poderão participar do evento, que tem caráter de capacitação profissional e de discussão sobre os rumos da educação no Estado, aqueles que não possuem faltas justificadas a partir de fevereiro, ou seja, outra vez os grevistas serão atingidos. Mais uma vez o sindicato não aceitou tal proposição, e exigiu que o tem.a fosse reavaliado pelo Governo. Um ofício foi encaminhado no final da tarde a secretaria de educação, solicitando mudanças nos critérios de liberação dos delegados.

ASSESSORIA IMPRENSA SINTE – SC